quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Processador quântico está disponível gratuitamente na internet

Redação do Site Inovação Tecnológica - 18/09/2013

Processador quântico está disponível gratuitamente na internet 
O chip quântico fotônico montado sobre uma base, necessária para garantir o alinhamento preciso das fibras ópticas que trazem os fótons individuais para seu interior. [Imagem: University of Bristol]
 
 
Talvez você não possa ainda comprar um, mas poderá usar um processador quântico como se ele fosse seu, acessando-o através da internet.

A possibilidade está sendo aberta pela equipe do professor Jeremy O'Brien, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, através do projeto Qcloud, em uma referência à disponibilização de um processador quântico na nuvem.


Simulador e processador quânticos

Em 2011, a equipe do professor O'Brien criou um chip fotônico quântico multiuso, abrindo caminho para os processadores quânticos programáveis.
Agora eles estão disponibilizando esse processador quântico para qualquer um que queira fazer seus experimentos ou testar seus próprios algoritmos quânticos.

Os interessados poderão acessar o site do projeto Qcloud e começar com um simulador quântico, que dispõe de guias e manuais para ajudar os programadores-físicos de primeira viagem a escovar seus primeiros qubits.

Quando estiverem satisfeitos com os resultados das simulações, poderão fazer um cadastro no site e submeter seus programas para que estes rodem no processador quântico fotônico real.

"Esta tecnologia está nos ajudando a acelerar nossa pesquisa e nos permitindo fazer coisas que nunca imaginamos ser possível. É incrivelmente emocionante pensar o que pode ser alcançado tornando tudo mais amplamente acessível, não só para as mentes mais brilhantes que já trabalham em pesquisa, mas também para a próxima geração," disse o professor O'Brien.

De fato, este processador quântico fotônico foi apenas o primeiro experimento de sucesso da equipe, servindo de base para que eles construíssem versões mais aprimoradas, com seis e oito qubits.


Nuvem quântica

A versão do processador quântico que será disponibilizada pela internet é a mais estável, com apenas dois qubits.

Mas não ache que é pouco, já que qubits podem assumir múltiplos estados - valores 0 e 1, por exemplo - ao mesmo tempo.

Os cálculos são executados manipulando o estado de cada qubit.

Teoricamente, a natureza quântica dos qubits significa que eles calculam todas as respostas para um problema matemático simultaneamente, e vários algoritmos podem ajudar o processador a indicar qual das soluções que os qubits apresentam é a resposta correta.

Isso pode resultar em cálculos complexos realizados exponencialmente mais rápido do que em um computador clássico.

O endereço do Qcloud é http://cnotmz.appspot.com/.

O processador quântico real estará disponível a partir do dia 20 de Setembro.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Seagate anuncia HD de 500 GB para tablets Android

 Por Cássio W. Barbosa em 9 de Setembro de 2013

 Companhia promete mesma velocidade de unidades flash.

Seagate anuncia HD de 500 GB para tablets Android 
 (Fonte da imagem: Divulgação/Seagate)



A Seagate anunciou nesta segunda-feira o seu Ultra Mobile HDD, um disco rígido de 500 GB voltado especialmente para tablets Android. Com isso, a companhia aumenta em mais de sete vezes a maior capacidade disponível neste tipo de dispositivo atualmente, de 64 GB.

De acordo com a fabricante, uma unidade de flash cache de 8GB garante que a capacidade extra do disco rígido não interfira na estabilidade e na velocidade do aparelho em relação a outros que usam apenas unidades de armazenamento flash.

Além disso, o novo HD também conta com sensores de gravidade zero (ZGS) embutidos e suporte a giroscópio. Desse modo, o disco é capaz de sentir quando o aparelho está em queda livre e parar de rodar em apenas 60 milissegundos para evitar danos.

Não se sabe ainda, no entanto, quando os consumidores poderão colocar as promessas da companhia à prova, uma vez que ela ainda não revelou aparelhos que utilizarão o produto, tampouco estimativas de sua chegada ao mercado.

Ainda assim, a possibilidade de finalmente ter grandes capacidades de armazenamento de arquivos em tablets é bastante animadora – especialmente se tudo funcionar como promete a fabricante.

Fonte: Seagate

Fórmula 1 dos carros elétricos terá recarregamento sem fios

Com informações da BBC - 11/09/2013
Fórmula E: Fórmula 1 dos carros elétricos
A Fórmula E vai começar em setembro de 2014, em Londres, com corridas em outras nove cidades, incluindo Rio de Janeiro, Pequim e Los Angeles. [Imagem: FIA]
 
 
Corridas eletrizantes

A Fórmula 1 deve ganhar em breve uma versão com carros elétricos - a Fórmula E.
A FIA, órgão que controla o automobilismo mundial, pretende lançar o campeonato de Fórmula E no ano que vem.


Os carros de corrida elétricos terão suas baterias recarregadas continuamente por sistemas sem fio e contarão ainda com tecnologia de realidade aumentada.

A categoria já vem realizando testes com seus carros, com o brasileiro Lucas di Grassi como piloto. Outro piloto brasileiro, Gil de Ferran, foi apontado como embaixador da categoria.

O recorde mundial de velocidade de um carro elétrico já pertence a uma das equipes inscritas na Fórmula E, a Lola Drayson.

Analistas avaliam que a competição poderá ajudar a melhorar a percepção do público em relação aos carros elétricos.

A FIA diz que a intenção do campeonato será garantir o entretenimento do público e também promover a tecnologia dos veículos elétricos.

"Faremos com que as pessoas fiquem mais propensas a comprar um carro elétrico, mas isso levará tempo - cinco ou dez anos", afirmou o presidente-executivo da Fórmula E, Alejandro Agag.


Fórmula E: Fórmula 1 dos carros elétricos
O brasileiro Lucas di Grassi é o piloto de testes da Fórmula E. [Imagem: FIA]
 
 
Fórmula E

A Fórmula E vai começar em setembro de 2014, em Londres, com corridas em outras nove cidades, incluindo Rio de Janeiro, Pequim e Los Angeles.

Dez equipes, cada uma com dois pilotos, competirão entre si em corridas de uma hora.

A FIA anunciou nesta semana um acordo de patrocínio com a fabricante de chips para smartphones Qualcomm, que fornecerá, além de um valor não revelado, a tecnologia de recarga das baterias e de realidade aumentada para a nova categoria.

Entre os produtos que a Qualcomm pretende oferecer está uma tecnologia de reabastecimento sem fio, chamada Halo.

A tecnologia, desenvolvida pelo laboratório da empresa em Londres, cria um campo eletromagnético usando uma plataforma de cobre enterrada no chão.

Esse campo é captado por uma bobina instalada no veículo, que o converte em eletricidade para carregar uma bateria.

A equipe britânica de Formula E Drayson Racing Technologies já testou uma versão customizada do Halo como forma de carregar seus veículos quando eles estão parados.

Porém, a intenção é usar a tecnologia para recarregar somente o carro de segurança das competições no primeiro ano, para depois estendê-la para os demais carros no segundo ou terceiro ano.

Com o tempo, segundo a Qualcomm, várias plataformas poderiam ser instaladas nos locais de competição para permitir o "carregamento dinâmico", ou seja, a habilidade de reabastecer os carros em movimento, ajudando-os a completar a corrida no menor tempo possível.

Fórmula 1 dos carros elétricos terá recarregamento sem fios
O Lola B12 69/EV atingiu uma velocidade de 328,6 km/h, batendo o recorde mundial de velocidade da categoria. [Imagem: Lola Drayson]
 
 
Realidade aumentada

A Coreia do Sul já lançou algo semelhante, usando uma tecnologia local semelhante para recarregar ônibus elétricos em determinadas rotas.


Porém esses esquemas são caros, e a FIA reconhece que a competição terá que se mostrar popular para levantar os recursos necessários para pagar pela instalação dos sistemas de recarregamento.

A Qualcomm também pretende ajudar a desenvolver sistemas telemétricos usados nas corridas. "Pressão dos pneus, motores, combustível, fluido de freio, velocidade, torque - todo tipo de coisas pode ser monitorado a cada nanossegundo", explica Anand Chandrasekher, diretor de marketing da empresa.

Segundo ele, as informações também poderão ser vistas pelo público por meio de um software de realidade aumentada, permitindo aos espectadores observar o carro de sua preferência mesmo que edifícios ou objetos obstruam sua visão simplesmente usando seus smartphones ou tablets para tornar o veículo visível.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Revestimento fotovoltaico dobra de eficiência

Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/09/2013
Revestimento fotovoltaico dobra de eficiência
O revestimento pode ser fabricado para ser transparente ou em tons que vão do cinza ao verde, o que pode ajudar no efeito decorativo. [Imagem: UCLA]
 
 
 
Revestimento solar de alta eficiência

No ano passado, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram uma célula solar transparente que pode ser colocada sobre janelas, tetos solares, telas de smartphones e outras superfícies para coletar a energia do Sol.

Agora, a mesma equipe conseguiu dobrar a eficiência desse revestimento fotovoltaico.

O novo dispositivo é composto de duas células solares plásticas - feitas de material orgânico - que se juntam para captar a luz solar e convertê-la em eletricidade.

A célula solar dupla é mais eficiente do que a versão anterior porque as duas células absorvem mais luz do que as células solares de camada única, aproveitando a luz de uma porção mais larga do espectro solar.

Além disso, ela incorpora uma camada de materiais entre as duas células para reduzir a perda de energia.

Enquanto o revestimento fotovoltaico original convertia cerca de 4% da energia do Sol em energia elétrica (a sua taxa de conversão), a nova célula solar dupla atinge uma taxa de conversão de 7,3%.

Segundo os pesquisadores, mesmo utilizando uma combinação de células transparentes e semitransparentes, o revestimento, além de quase dobrar de eficiência, não perde nada em sua função original.

Outra vantagem é que ele pode ser processado para ser transparente ou em tons que vão do cinza ao verde, o que pode ajudar no efeito decorativo.



Bibliografia:
High-performance semi-transparent polymer solar cells possessing tandem structures
Chun-Chao Chen, Letian Dou, Jing Gao, Wei-Hsuan Chang, Gang Li, Yang Yang
Energy & Environmental Science
Vol.: 6, 2714-2720
DOI: 10.1039/C3EE40860D

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Circuitos de luz processam na frequência das fibras ópticas

Com informações da APS - 03/09/2013

Circuitos de luz processam na frequência das fibras ópticas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As pequenas barras e seus intervalos transformam-se em componentes fotônicos, como indutores e capacitores - só que operando a velocidades várias ordens de grandeza maiores do que seus equivalentes eletrônicos. [Imagem: H. Caglayan et al./Phys. Rev. Lett.]
 
 
Em 2012, cientistas usaram a tecnologia dos metamateriais para inaugurar uma nova área de pesquisas, batizada de metatrônica.
Circuitos metatrônicos processam as ondas de luz da mesma forma que os componentes dos circuitos eletrônicos processam correntes elétricas.
A vantagem é que circuitos de luz são muito mais rápidos - e menores - do que os circuitos eletrônicos.
Agora, a mesma equipe construiu os primeiros componentes do circuito metatrônico capazes de trabalhar com luz na faixa do infravermelho próximo, a gama de comprimentos de onda usada nas fibras ópticas e em outras tecnologias à base de silício.
Isto significa que o processamento ultrarrápido à base de luz agora pode ser totalmente integrado com uma ampla gama de dispositivos da tecnologia atual.


Metatrônica

No ano passado, Nader Engheta e seus colegas da Universidade da Pensilvânia construíram os primeiros circuitos lógicos ópticos usando nitreto de silício. Os protótipos processavam a luz na faixa do infravermelho médio, com comprimentos de onda de 8 a 14 micrômetros.
A estrutura consiste em uma matriz de hastes paralelas em nanoescala, dispostas na horizontal e tendo apenas o ar ambiente entre elas.
Iluminadas de cima, as hastes e as lacunas de ar respondem aos campos elétricos da luz - que oscila rapidamente - de forma semelhante à que, em um circuito convencional, os indutores e os condensadores respondem às oscilações mais lentas da corrente elétrica.
Embora as estruturas de nitreto de silício tenham funcionado para a luz no infravermelho médio, elas não foram capazes de filtrar comprimentos de onda mais curtos (e, portanto, de frequência mais alta) da luz na faixa do infravermelho próximo - esta faixa inclui o comprimento de onda de 1,55 micrômetro, com que opear a maioria das fibras ópticas de telecomunicações.
Então, Engheta e seus colegas partiram para estudar outros materiais, e descobriram que o óxido de índio e estanho tem as propriedades certas para fabricar um metamaterial que interaja com a luz na faixa do infravermelho próximo.


Configuração

A equipe também descobriu uma forma de variar os comprimentos de onda em que seu dispositivo opera simplesmente mudando a forma e espaçamento das nano-hastes.
Eles acrescentaram níquel-cromo no topo das hastes, ou sulfeto de chumbo nos espaçamentos, para alterar a indutância ou a capacitância da estrutura e, assim, deslocar a banda para comprimentos de onda mais longos ou mais curtos.
Engheta acredita que técnicas como esta poderão permitir que os engenheiros comecem a projetar os primeiros circuitos metatrônicos: "Estou otimista de que, em um futuro próximo, seremos capazes de configurar [esses componentes]".


Bibliografia:

Near-Infrared Metatronic Nanocircuits by Design
Humeyra Caglayan, Sung-Hoon Hong, Brian Edwards, Cherie R. Kagan, Nader Engheta
Physical Review Letters
Vol.: 111, 073904
DOI: 10.1103/PhysRevLett.111.073904