terça-feira, 4 de outubro de 2011

Desafios para a quarta geração da internet móvel no Brasil opõem governo a operadoras

Rennan Setti (rennan.setti@oglobo.com.br), Publicada em 03/10/2011 às 00h05m

No Japão, 4G já está funcionando. Na foto, lançamento da rede da operadora Softbank. Foto: AFP

RIO - Como Londres não sabe ainda se terá disponível para as Olimpíadas de 2012 a próxima geração de telefonia móvel (4G), a Copa do Mundo do Brasil tem chances de ser o primeiro grande evento global com cobertura de internet super-rápida via celular. É o que planeja a presidente Dilma Rousseff, ao exigir que as operadoras se comprometam a oferecer o serviço nas 12 cidades-sede a tempo do mundial. Mas a implementação da tecnologia dentro desse prazo esbarra, segundo a maioria das empresas, na escassez de recursos e em desafios de infraestrutura. Enquanto o 4G não chega, o que está no ar é a guerra de argumentos entre o governo e as teles.

Os principais focos de divergência são o preço a ser pago e a data do leilão do espectro de 2,5 Gigahertz (GHz), previsto para abril do próximo ano. O 4G só poderá ser oferecido aos consumidores após a venda dessa faixa. As operadoras querem pagar menos por ela e adiar o leilão, argumentando que os investimentos com o 3G já são enormes. Uma fonte de uma operadora admitiu ao GLOBO que há pressão excessiva do governo sobre o cronograma. E para oferecer a próxima geração, as empresas terão que investir bem mais em infraestrutura.

LEIA MAIS: Internet do 4G é tão rápida quanto banda larga fixa

A TIM, por exemplo, está em campanha aberta para adiar o leilão. A companhia argumenta que seria prematuro e caro demais implementar o 4G enquanto o 3G ainda não é acessível em todo o Brasil de forma homogênea.

- Como é possível nos jogarmos numa nova tecnologia se já encontramos dificuldades na atual? Não duvidamos da qualidade do 4G, apenas não sabemos se vale a pena fazer um esforço para agregar mais qualidade no serviço prestado ao consumidor da classe AAA em vez de melhorar o sinal no Amazonas, por exemplo - afirmou Mario Girasole, diretor de assuntos regulatórios da TIM Brasil.

Segundo a consultoria especializada Teleco, 70,6% dos municípios brasileiros não são cobertos pelo 3G.

Girasole acha mais viável realizar o leilão em 2013. Na semana passada, o presidente da Telefônica, Antônio Valente, também defendeu o adiamento.

Investimento em fibra óptica é o mais urgente para o 4G

Não há previsões oficiais para o montante de investimento necessário para o 4G. Mas só a compra da frequência já representa um volume na casa dos bilhões. O leilão do 3G, em 2007, arrecadou R$5,5 bilhões.

Especialistas apontam como tarefa mais urgente a instalação de fibra óptica em todo o backhaul (nome técnico para a rede de transmissão), que torna possível o tráfego dos dados por protocolo de internet. Esse passo é importante porque satisfaz tanto os pré-requisitos do 4G quanto as necessidades de expansão do 3G - a tecnologia HSPA+, apelidada de 3,5G, com velocidade, em média, cinco vezes maior que a atual e que deve entrar em operação no país a partir do fim do ano. A Vivo afirma já ter toda sua rede compatível com a HSPA+; a Claro diz ter fibra em 73% de sua rede e que terminar o ano com 100%.

Outra necessidade é a instalação de mais Estações Radio Base, que são as antenas que transmitem o sinal. Isso porque o alcance do sinal na frequência 2,5 GHz é menor que a do 3G.

Mas as teles reclamam que sofrem com os mesmos gargalos do resto da indústria. Girasole, da TIM, diz que os fornecedores de equipamento estão "no sufoco". Leonardo Capdeville, diretor de planejamento na Vivo, reclama da falta de mão de obra e da legislação que dá aos municípios o poder sobre as regras de uso do solo:

- Acaba que, para a instalação de antenas, temos que trabalhar com mais de cinco mil leis, e ainda há municípios que querem interferir até no que a Anatel determina.

Também preocupa as empresas o destino de frequências como a 700 MHz, que ficará livre após a transição total para a TV digital, em 2016. O espectro pode ser usado para o 4G e, por ser mais baixo, reduziria a necessidade de novas antenas. O governo ainda não determinou quando essa faixa será licitada.

A avaliação de observadores do mercado é que, na verdade, as operadoras não possuem os recursos necessários para o 4G.

Smartphone HTC Evo 4G, o primeiro celular compatível com a quarta geração lançado nos EUA.

- Tenho a impressão que há muito discurso e pouco dinheiro. Na verdade, teremos na Copa o 4G funcionando em pouquíssimos lugares - criticou o presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio (Seprorj), Benito Paret.

Governo cede à pressão das operadoras em relação ao preço

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que o leilão só será adiado se as operadoras convencerem "a pessoa que marcou o prazo": a presidente Dilma. Mas o governo já cede à pressão das teles ao admitir baixar o preço em troca de metas de qualidade e cobertura.

- Nosso leilão não vai ser arrecadatório. Vamos tentar contrabalançar um menor preço inicial com compromissos de cobertura e velocidade. A intenção é termos agora mais obrigações do que tivemos no leilão do 3G, de 2007 - prometeu Maximiliano Martinhão, secretário de telecomunicações do ministério.

- A principal meta que o governo deve ter é de qualidade do serviço. Se a Anatel resolver cobrar metas de cobertura, teremos que duplicar ou até triplicar o número de estações, e isso acabará encarecendo o serviço para o consumidor - disse Capdeville, da Vivo.

A Claro, por sua vez, rechaça o adiamento do leilão.

- Achamos que é chegada a hora de o Brasil olhar para o 4G, pois há carência de banda larga no país e seremos foco das atenções no mundo com os grandes eventos que vamos sediar - defendeu Márcio Nunes, diretor de plataformas da operadora.

Apesar da polêmica sobre o leilão, a verdade é que o 4G é visto como caminho incontornável.

- Por serem mais eficientes com o espectro, as redes 4G representam menos gastos para as operadoras. Além disso, o Brasil é um consumidor voraz de dados, e os chamados heavy users precisam de mais capacidade. Logo, por um motivo econômico, aderir ao 4G é a única solução viável para as operadoras - disse Erasmo Rojas, diretor para América Latina do 4G Américas, organização que reúne operadoras.

Fonte: O Globo

Windows 7 passa XP em número de usuários

Por Monica Campi, de INFO Online, 03 de outubro de 2011 - 16h29

São Paulo – Após mais de 10 anos, o Windows 7 finalmente superou o Windows XP como o sistema operacional mais utilizado em todo o mundo.

Dados da StatCounter apontam que entre outubro de 2009 e outubro de 2011 o Windows 7 conseguiu ultrapassar o XP como o sistema mais utilizado em PCs. Segundo as estatísticas, 41% das máquinas em todo o mundo utilizam o Windows 7, contra 37% do XP.

Essa marca já havia sido alcançada pelo Windows 7 em abril deste ano, porém somente em alguns países da Europa e América. Desta vez, a média atingida é global. Em terceiro lugar se encontra o Windows Vista, lançado em 2009, com 11%. Em seguida aparece o sistema operacional da Apple, o Mac OS, com 7% de participação.

Desde seu lançamento em 2009, o Windows 7 superou as marcas do sistema anterior, o Windows Vista, mas ainda enfrentava grande resistência dos usuários do Windows XP, especialmente em corporações.

Lançado em 2011, durante muitos anos o Windows XP se manteve entre o sistema favorito dos usuários, porém aos poucos a Microsoft tenta reverter essa situação. A começar pela suspensão do suporte ao sistema em 2009 e asatualizações de segurança que serão encerradas em 2014.

A Microsoft agora aposta suas fichas no recém-anunciado Windows 8, que será a tentativa da empresa em se firmar nos mercados além dos PCs, como smartphones e tablets.

Fonte: INFO

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Fazendeiro chinês cria máquina voadora com produtos caseiros

Por Nilton Kleina , 25 de Agosto de 2011
Inventor só tem o ensino escolar básico e especializou-se em criar veículos que desafiam a gravidade.
O chinês Shu Mansheng não desistiu de seu sonho de ser inventor por ser fazendeiro ou ter só o ensino escolar básico. Em um vídeo divulgado no YouTube, ele mostrou sua mais recente criação: um veículo voador feito com vários produtos caseiros e gambiarras.
Similar ao Parrot AR. Drone, a máquina possui oito hélices ligadas a motores e um espaço no centro para abrigar apenas uma pessoa. No vídeo, que mostra o processo de ignição e um teste de voo do helicóptero, ele mal sai do chão e apresenta uma flutuação bastante instável.
O que impressiona são os materiais e métodos utilizados para que o veículo funcione: uma garrafa de refrigerante é o compartimento de água, enquanto as hélices de madeira são ligadas manualmente.
Apesar do desempenho fraco do veículo, esse é mais um passo em direção ao sonho do inventor. Mansheng, que aprendeu eletrônica e mecânica por conta própria, sempre quis desenvolver máquinas voadoras e planeja agora uma escola que ensine “conteúdos diferentes dos colégios convencionais” – além de querer que sua nave permaneça por mais tempo no ar, claro.
Fora o veículo, batizado no vídeo de UFO (termo em inglês para OVNI, objeto voador não identificado), o fazendeiro criou, em 2010, um avião caseiro com construções bastante similares, mas que passou oito minutos no ar. As fotos do experimento anterior de Mansheng você pode conferir no Izismile.
Fonte: Tecmundo

Sistema de projeção 3D da Hitachi se aproxima da holografia

Por Felipe Gugelmin, 3 de Outubro de 2011

Dispositivo utiliza 24 projetores, lentes e espelhos para criar a ilusão de que o objeto mostrado realmente está no local.

(Fonte da imagem: Hitachi)

A Hitachi anunciou na última sexta-feira (30 de setembro) uma nova versão de seu sistema de projeção 3D, que está cada vez mais próxima da holografia vista em filmes de ficção científica. Dispensando totalmente o uso de qualquer espécie de óculos especial, o equipamento permite visualizar imagens tridimensionais que mudam conforme o usuário se movimenta.

Para demonstrar a novidade, a companhia exibiu a figura de um pintinho saindo de um ovo. Conforme o ângulo em que o observador está em relação ao objeto, consegue visualizar novos detalhes e partes escondidas, como se estivesse vendo algo real em sua frente.

Combinação de projetores e espelhos

O efeito se torna possível através do uso de uma combinação de 24 projetores, lentes e espelhos transluzentes que impõem diversas imagens tridimensionais sobre um objeto real. Conforme o observador se movimenta, um sensor detecta o posicionamento de seus olhos e entrega uma imagem diferente. Segundo a Hitachi, o aparelho possui um ângulo de visão horizontal de 60º e um ângulo vertical de 30º.

(Fonte da imagem: Hitachi)

A companhia afirma que, comparada à versão do dispositivo apresentada em 2010, o novo projetor possuir resolução 1,6 vezes maior. A novidade será demonstrada ao público durante a feira de eletrônicos CEATEC 2011.

Fonte: Tecmundo

Folha artificial produz hidrogênio com luz do Sol

Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/10/2011

Folha artificial produz hidrogênio com luz do Sol

A folha artificial nem mesmo é verde, mas é uma das maiores esperanças atuais de uma fonte de energia inteiramente renovável e limpa.[Imagem: Dominick Reuter]

Folhas artificiais

Ela não é verde, não cresce e seu comportamento se parece mais com o de uma alga fotossintética.

Mas Daniel Nocera e seus colegas do MIT preferem chamar sua invenção de "folha artificial".

E não apenas eles: a ideia de usar a luz solar para a produção de hidrogênio e outros combustíveis já se estabeleceu na academia como o campo dafotossíntese artificial.

E, como as folhas fazem fotossíntese, qualquer aparato criado nessa área passou a ser conhecido como folha artificial.

Eletrólise com luz solar

A nova folha artificial representa um grande salto em relação aos dispositivos anteriores.

Sem qualquer fio externo e sem necessidade de um circuito de controle, a folha artificial só precisa ser colocada dentro de um recipiente com água e posta à luz do Sol para começar a dividir as moléculas da água e produzir oxigênio e hidrogênio.

A folha artificial é basicamente uma célula solar ligada a materiais catalisadores diferentes colocados nos dois lados de uma fina folha de silício.

A célula solar gera um fluxo de elétrons que é dirigido para uma camada de um catalisador à base de cobalto, que quebra a molécula de oxigênio e libera oxigênio. Adescoberta desse catalisador é um dos grandes feitos da equipe do professor Nocera, anunciado em 2008.

O outro lado da folha de silício é coberto com outro catalisador, uma liga de níquel, molibdênio e zinco, que libera o hidrogênio.

Os prótons liberados quando a molécula de água é quebrada são dirigidos para essa face, onde o níquel os ajuda a reunir-se com elétrons para formar o hidrogênio.

Este é um dos grandes diferenciais da nova folha artificial: ela é inteiramente baseada em materiais baratos e abundantes. Outros experimentos do mesmo tipo geralmente utilizam catalisadores extremamente caros, pertencentes ao grupo da platina.

Folha artificial produz hidrogênio com luz do Sol

Basta mergulhar a folha artificial na água e colocar tudo ao Sol para que ela comece a produzir oxigênio de um lado e hidrogênio do outro (as pequenas bolhas que "saem" da placa. [Imagem: Sun Catalytix]

Algas fotossintéticas

Nocera afirma que sua folha artificial não precisa nem mesmo ter o formato de uma "folha de silício": ela pode ser construída na forma de minúsculas partículas capazes de quebrar as moléculas da água na qual forem mergulhadas.

Isto faz o sistema se parecer mais com as algas fotossintéticas do que com folhas.

Mas este conceito tem a dificuldade adicional de exigir um sistema para coletar e separar os gases, enquanto a folha de silício pode ela própria servir como uma membrana, produzindo oxigênio e hidrogênio em segmentos diferentes.

Avanços e desafios

Apesar do avanço inegável, ainda há trabalho a ser feito para que a fotossíntese artificial tenha uma utilidade prática.

O maior desafio será aumentar a eficiência da folha artificial: os pesquisadores relataram uma capacidade de converter 2,5% da energia do Sol que incide sobre a folha artificial em hidrogênio. No caso de um protótipo que usa fios - em vez de misturar o catalisador com as células solares - essa eficiência chega aos 4,7%.

Uma célula solar de silício tem uma eficiência ao redor dos 20% - assim, seria mais vantajoso usar a energia elétrica gerada por essas células para fazer a eletrólise da água e produzir mais hidrogênio.

Isto não tira o mérito desse desenvolvimento - as células solares tampouco nasceram com o rendimento que têm hoje - sobretudo a possibilidade de produzir hidrogênio com materiais tão simples.

Bibliografia:
Wireless Solar Water Splitting Using Silicon-Based Semiconductors and Earth-Abundant Catalysts
Steven Y. Reece, Jonathan A. Hamel, Kimberly Sung, Thomas D. Jarvi, Arthur J. Esswein, Joep J. H. Pijpers, Daniel G. Nocera
Science
September 29 2011
Vol.: Published Online
DOI: 10.1126/science.1209816

Fonte: Inovação Tecnológica