segunda-feira, 7 de abril de 2014

NASA vai disponibilizar mais de 1.000 programas gratuitamente

Redação do Site Inovação Tecnológica - 07/04/2014


A NASA anunciou que irá disponibilizar ao público, sem nenhum custo, mais de 1.000 programas de computador.

Organizados em quinze categorias gerais, os softwares englobam uma grande variedade de aplicativos para uso na indústria, academia, agências governamentais, e também pelo público em geral.

"Software é um elemento cada vez mais importante na carteira de ativos intelectuais da agência, que compõem cerca de um terço de nossas invenções relatadas a cada ano," disse Jim Adams, do departamento de tecnologia da NASA. "Estamos muito animados de sermos capazes de tornar esses softwares amplamente disponíveis ao público com o lançamento de nosso novo catálogo de software."

Segundo Adams, os códigos disponibilizados representam as melhores soluções encontradas pela NASA para uma ampla gama de tarefas complexas.

Os programas disponibilizados incluem aplicativos para gerenciamento de projetos, ferramentas de design, tratamento de dados e processamento de imagens, assim como soluções para funções de suporte à vida, aeronáutica, análise estrutural e sistemas robóticos e autônomos.

O lançamento do catálogo de softwares da NASA será feito nesta quinta-feira, 10 de abril, através do site do setor de transferência de tecnologia da agência, no endereço http://technology.nasa.gov/.

sábado, 29 de março de 2014

Europa lança processador multinúcleos anti-NSA

Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/03/2014
Europa lança processador multinúcleos anti-NSA
Palavras pesadas forma usadas no lançamento do processador Tomahawk (tacape), de resto um nome particularmente associado a armas. [Imagem: Jürgen Lösel]

Processador antiespionagem

Normalmente as notícias sobre novos chips e processadores vêm de empresas como Intel, AMD ou IBM.

Mas parece que a espionagem norte-americana está fazendo nascer novos atores, que possuem preocupações além da conquista de mercado.

Pesquisadores alemães apresentaram um novo processador de uso genérico que está sendo aclamado como uma "nova revolução digital".

O Tomahawk é extremamente rápido, eficiente em termos de energia e resistente.

Trata-se de um processador heterogêneo, de múltiplos núcleos, que pode facilmente se tornar o coração de vários tipos diferentes de aparelhos.

"Não é nada menos do que um novo nível da revolução digital," anunciou o professor Gerhard Fettweis, da Universidade Técnica de Dresden.

Segundo a equipe, o chip foi projetado para permitir a troca de volumes muito grandes de dados, transmitidos com alta latência ponta a ponta, abrindo caminho para aplicações totalmente novas.

Entre as aplicações mais imediatas, foram citados veículos capazes de reagir automaticamente a todos os obstáculos na estrada e veículos sem motorista que poderão viajar em alta velocidade sem precisar manter distância uns dos outros, praticamente com os pára-choques colados.


Chip da discórdia

O interesse maior, contudo, parece estar na transmissão de dados, no desenvolvimento de um novo padrão de internet móvel, o 5G, e de um conceito ainda não totalmente definido, que os pesquisadores chamam de "internet tátil".

E, claro, na segurança da comunicação de dados.

Nesse particular, a apresentação dos pesquisadores mais parecia um discurso de militares apregoando a defesa contra inimigos declarados.

"O desenvolvimento da liderança tecnológica europeia na área das tecnologias de rede - como as atividades da NSA mostraram claramente - não é apenas uma necessidade econômica," disse o professor Fettweis.

Palavras ainda mais pesadas constam da nota à imprensa acerca do lançamento do processador Tomahawk (tacape), de resto um nome particularmente associado a armamentos.

"Inovações em áreas como engenharia, automóveis, transporte e logística, serviços de saúde e administração pública só podem ser desenvolvidas de forma sustentável na Alemanha e na Europa se elas forem desenvolvidas, testadas e utilizadas aqui," diz a nota.

A julgar pelo tom adotado mo lançamento, provavelmente não será possível comprar um processador Tomahawk na loja de informática da esquina tão cedo.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Bateria que respira promete dar fôlego aos carros elétricos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/03/2014


Autonomia elétrica

Desde que se descobriu a possibilidade técnica de construir baterias de lítio-ar que inúmeros grupos de pesquisas ao redor do mundo vêm tentando fabricar essa bateria que respira.

Os cálculos indicam que uma bateria de ar-lítio pode armazenar 10 vezes ou mais energia do que as melhores baterias de íons de lítio disponíveis no mercado atualmente.

A principal diferença entre as baterias de íons de lítio e a bateria de lítio-ar é que esta substitui o catodo tradicional - um componente-chave da bateria envolvido no fluxo da corrente elétrica - pelo ar atmosférico.

Isso torna a bateria recarregável mais leve e com maior densidade de energia.

O problema é que tem sido difícil construir essas baterias de forma que elas consigam respirar por longos períodos sem se degradar.

Os melhores resultados foram relatados agora pela equipe do professor Nobuyuki Imanishi, da Universidade Mie, no Japão.

"A densidade prática de energia do nosso sistema é de mais de 300 Wh/kg [watts-hora por quilograma], em comparação com a densidade de energia de uma bateria de íons de lítio comercial, que é de 150 Wh/kg," disse Imanishi.

Isso seria suficiente para dar aos carros elétricos a mesma autonomia que um carro a gasolina tem hoje com um tanque cheio.

Bateria que respira promete dar fôlego aos carros elétricos
A bateria ar-lítio - a barra inferior, identificada como lítio-oxigênio - tem uma densidade de energia muito superior às baterias mais modernas. [Imagem: Cortesia Winfried Wilcke/IBM]
 
 
Bateria de ar-lítio

A receita do professor Imanishi para fazer uma bateria lítio-ar prática parece bem simples: adicionar água ao eletrólito, o material que conduz os elétrons entre os eletrodos.

Esse design "aquoso" impede que o lítio reaja com os gases da atmosfera, além de permitir reações mais rápidas no eletrodo "aéreo".

Para evitar que a água danifique o lítio, os pesquisadores fizeram um sanduíche de polímero com alta condutividade e um eletrólito sólido entre o eletrodo de lítio e a solução aquosa.

O resultado foi uma bateria com capacidade para reter o dobro da energia de uma bateria de íons de lítio convencional.

A tarefa agora é aumentar a vida útil da bateria que respira, que sobreviveu a 100 ciclos de inspiração e expiração (recarga e descarga), o que significa que ela ainda precisa ganhar algum fôlego.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Quebrado sistema de segurança das redes Wi-Fi

Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/03/2014

Quebrado protocolo de segurança WPA2 das redes wi-fi
A maior fraqueza do WPA2 foi encontrada na etapa de autenticação, que representa um ponto de entrada muito mais acessível para um invasor.[Imagem: Achilleas Tsitroulis et al./IJICS]
 
Um trio de cientistas da Grécia e do Reino Unido acaba de criar mais uma dor de cabeça para os milhões de usuários das redes sem fio, ou Wi-Fi.

Eles mostraram que existem várias falhas que podem ser exploradas por invasores no sistema de segurança usado nos roteadores wireless.

Existem várias maneiras de proteger uma rede sem fios. Algumas geralmente são consideradas mais seguras do que as outras - embora não por muito tempo.

O protocolo WEP (Wired Equivalent Privacy), por exemplo, foi quebrado há vários anos, e hoje não é mais recomendado como uma maneira de manter os intrusos longe das redes privadas.

Agora foi a vez do protocolo WPA2 (Wi-Fi protected access 2), considerado um dos sistemas de segurança sem fio mais fortes disponíveis atualmente.

Achilleas Tsitroulis e seus colegas afirmam que este sistema de segurança das redes sem fio pode ser violado com relativa facilidade por um ataque malicioso.

Eles sugerem que os especialistas em segurança e os programadores encarem o problema como uma questão de urgência, a fim de eliminar as vulnerabilidades do WPA2.

Contudo, se o protocolo não puder ser salvo, outros terão que ser desenvolvidos.


Falhas na segurança das redes Wi-Fi

Os pesquisadores mostraram que é possível ter êxito em um ataque de força bruta na senha do WPA2, embora o tempo necessário para quebrar um sistema aumente conforme as senhas ficam mais longas - a criptografia de 256 bits disponível no WPA2 permite criar senhas com uma sequência alfanumérica e com caracteres especiais de até 63 caracteres.

Mas a maior fraqueza do WPA2 foi encontrada na etapa de autenticação, que representa um ponto de entrada muito mais acessível para um invasor.

Como parte das medidas de segurança do WPA2, os roteadores devem reconectar e reautenticar os aparelhos periodicamente, compartilhando uma nova chave a cada reautenticação.

Esse processo deixa uma porta aberta, ainda que temporariamente - um "temporariamente" que é tempo suficiente para um scanner sem fio rápido e um intruso insistente.


Medidas de proteção

E o que os usuários devem fazer para proteger suas redes sem fios?

Os pesquisadores sugerem que os usuários usem o protocolo de criptografia mais forte disponível em seu equipamento, escolham a senha mais complexa e longa possível, e limitem o acesso a aparelhos conhecidos através do endereço MAC (endereço de controle de acesso de mídia).

Vale a pena também aprender como atualizar o software do seu roteador - uma visita ao site do fabricante pode ajudar - e ficar atento às atualizações de segurança.

E depois talvez seja melhor cruzar os dedos - pelo menos até que um novo sistema de segurança seja criado e se torne disponível.


Bibliografia:

Exposing WPA2 security protocol vulnerabilities
Achilleas Tsitroulis, Dimitris Lampoudis, Emmanuel Tsekleves
International Journal of Information and Computer Security
Vol.: 6, 93-107

segunda-feira, 3 de março de 2014

SATA Express: entenda esse novo conector que está sendo usado nos PCs

 Por Vinicius Karasinski em 3 de Março de 2014

 Os SSDs já atingiram o limite de velocidade das portas SATA tradicionais, agora é preciso ir além


SATA Express: entenda esse novo conector que está sendo usado nos PCs (Fonte da imagem: Reprodução/TechPowerup)

Se você é familiarizado com PCs, certamente já ouvir falar de uma porta de conexão SATA e de slots PCI Express. A primeira é comumente utilizada para a conexão de dispositivos de armazenamento, o que inclui HDs e SSDs, além de unidades ópticas, como CD, DVD e Blu-ray, e a segunda é geralmente empregada na conexão de dispositivos de expansão, como placas de vídeo, rede, som, entre outras.

Mas e a conexão SATA Express? Você já ouviu falar? Essa nova interface é justamente a união dos dois padrões anteriores, ou seja, SATA+PCI Express. O principal objetivo desse sistema é aproveitar a integração de componentes já existentes para aumentar a velocidade de transmissão das unidades de armazenamento.

Mas e por que utilizar a porta PCI Express em vez de simplesmente trabalhar na evolução natural da porta SATA, o SATA IV? Simples: isso consumiria muito tempo e exigiria muitas mudanças no padrão, resultando em um conector que acabaria consumindo muita energia e teria uma velocidade máxima de 1,2 GB por segundo (SATA1200).

Por outro lado, o PCI Express já é largamente utilizado e oferece uma velocidade de transmissão de até 1 GB por segundo (por pista) em sua versão 3.0. Como a arquitetura permite o agrupamento de pistas para aumentar o desempenho, é relativamente fácil aumentar a banda de dados do PCI Express. No caso do SATA Express é possível agrupar até dois canais, o que resulta em uma transmissão nominal de 2 GB/s bidirecionalmente.


Mas e qual a necessidade de tanta velocidade? Se por um lado os HDs tradicionais e os SSDs de entrada ainda não aproveitam 100% da banda de transferência das portas SATA III, os SSDs já estão atingindo o limite que, em teoria, é de 600 MB/s, mas que na prática fica na casa dos 550 MB/s. Esse gargalo já está limitando o desempenho de alguns sistemas e obrigando alguns usuários a investir em sistemas de armazenamento PCI Express.

Sistema de armazenamento PCI Express

 

Utilizar a porta PCI Express para conectar unidades de armazenamento não é exatamente uma novidade. Há um bom tempo já existem as placas SSDs, que são conectadas no slot PCI Express.
SATA Express: entenda esse novo conector que está sendo usado nos PCsSSD PCI Express (Fonte da imagem: Reprodução/OCZ)

Esse tipo de equipamento apresenta um bom desempenho, mas exige a instalação de uma placa de expansão no gabinete, algo que nem sempre é possível, algumas vezes pelo espaço físico ou simplesmente pela inexistência de uma porta PCI Express livre na placa-mãe.

Interface antiga, novo conector

 

Apesar de o SATA Express parecer uma nova conexão, ela não é exatamente nova. Como falamos anteriormente, a arquitetura utilizada será a PCI Express que já existe. Contudo, o conector deve ser diferente, como se fosse uma mistura das duas interfaces. A vantagem é que ele é retrocompatível, ou seja, pode ser utilizado tanto para a conexão de dispositivos SATA tradicionais quanto para os novos equipamentos.
SATA Express: entenda esse novo conector que está sendo usado nos PCs (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)


O conector SATA Express é composto por duas portas SATA tradicionais e mais um conector de 4 pinos. Nele é possível conectar um cabo que leva até uma unidade de armazenamento SATA Express ou duas unidades SATA tradicionais.

Servidores

 

O SATA Express também deve chegar ao mercado de servidores, contudo, a interface de conexão deve ser um pouco diferente daquela apresentada nos desktops tradicionais.

Laptops, notebooks e ultrabooks

 

Um novo conector resolve os problemas dos desktops, mas e quanto aos computadores portáteis? A maioria desses equipamentos é tão compacta hoje em dia que o único periférico que eles utilizam são os SSDs mSATA, já que esses equipamentos medem cerca de 50 x 30 x 4 mm. A vantagem deles é o tamanho, mas eles também estão sujeitos à largura de banda da interface SATA, ou seja, 600 MB/s.

SATA Express: entenda esse novo conector que está sendo usado nos PCsUnidade mSATA Kingston (Fonte da imagem: Reprodução/Kingston)

Para resolver esse problema, um novo tipo de conector também está sendo desenvolvido. Esse novo conector deve seguir os mesmos parâmetros de sua contraparte desktop, com a vantagem de ser extremamente compacto. Essa porta tem a facilidade de ser compatível tanto com SSDs quanto com placas de expansão PCI Express, como controladores WiFi, por exemplo.

Quando isso chega ao mercado?


Diversos fabricantes já estão trabalhando no desenvolvimento de placas-mãe com a nova interface de comunicação, e a ASUS é uma delas. A companhia demonstrou algumas placas com a interface durante a CES 2014, mas não apresentou data de lançamento.
Entretanto, é possível que esses equipamentos comecem a chegar ao mercado tão logo dispositivos (leia-se SSDs) comecem a surgir. E isso não deve demorar, uma vez que os SSDs de alto desempenho já atingiram o limite das portas SATA tradicionais e precisam de mais espaço para continuar crescendo.