terça-feira, 30 de outubro de 2012

Rádio por software ganha projeto open-source


Com informações da New Scientist - 30/10/2012

Rádio por software ganha projeto <i>open-source</i>
O projeto HackFR pretende chegar a um rádio por software do tamanho de um pendrive.[Imagem: Michael Ossmann]
Rádio de código aberto
Há algum tempo que os rádios por software vêm trazendo a promessa de unificar o mundo das transmissões de dados e informações sem fios.
Michael Ossmann acredita ter a chave para dar o impulso que falta para que se possa usar um único aparelho para captar ondas de rádio de qualquer frequência.
Ossmann está lançando um projeto livre, de código e hardware abertos, para a criação de um aparelho de rádio por software.
O aparelho mais o software podem sintonizar qualquer coisa, das emissões AM e FM até os celulares, passando por Wi-Fi, Bluetooth, radioamador, abridores de garagem e qualquer outro aparelho que se comunique à distância em frequências de 100 megahertz a 6 gigahertz.
O projeto, chamado HackFR, ainda está no começo, mas pretende chegar a um aparelho do tamanho de um pendrive, com um custo estimado em US$300,00 - que qualquer um possa construir, sem infringir nenhuma patente.
Coisa para hacker
Ossmann, como muito outros, acredita que os rádios definidos por software poderá representar uma revolução nas comunicações similar à que o áudio digital trouxe para a indústria musical, que passou dos LPs de vinil para os arquivos MP3 em poucos anos.
"O HackRF foi projetado para atender às necessidades e profissionais de segurança em comunicação, pesquisadores e hobistas. É para hackers, no sentido mais amplo do termo," disse Ossmann durante a apresentação do seu dispositivo, feito em uma conferência em San Diego no último fim de semana.
"Hackers no sentido mais amplo do termo" significa pessoas que gostam de pesquisar e bisbilhotar, seja para detectar vulnerabilidades em redes privadas, seja para ouvir o rádio da polícia ou canais fora das frequências padronizadas, geralmente usadas pelos militares.
Os interessados podem encontrar mais informações, em inglês, no site do projeto HackFR, no endereço http://ossmann.blogspot.co.uk.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Luva-teclado permite usar computador com uma mão só


Redação do Site Inovação Tecnológica - 26/10/2012

Luva-teclado permite usar computador com uma mão só
Como os teclados insistem em não evoluir, Jiake Liu decidiu criar uma luva-teclado.[Imagem: UAH]
Interface manual
Como os teclados insistem em não evoluir, Jiake Liu decidiu criar um teclado para uma mão só.
Liu e seus colegas da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, tiraram proveito das tecnologias de digitação usadas em celulares, que permite que várias letras compartilhem a mesma tecla.
Para que tudo ficasse portátil e cômodo de usar, eles projetaram toda a interface na forma de uma luva, que se comunica com os aparelhos por uma conexão sem fios.
Em vez de apertar teclas, o usuário toca seu polegar nos pontos de cada dedo atribuídos às letras, números e outras funções do teclado.
"Podemos imaginar inúmeras aplicações para a luva-teclado," disse Liu. "A mais natural é um teclado para computadores e celulares. Mas ela será útil para pessoas com deficiências, em dispositivos de entretenimento ou usada como um instrumento musical, para sintetização digital."
Luva teclado
Uma malha condutora detecta o contato com cada ponto em particular, e envia o comando para um circuito miniaturizado fixado na parte posterior da luva, junto às costas da mão.
Uma conexão Bluetooth se encarrega de transmitir os dados para o computador, celular ou qualquer aparelho que aceite a conexão de um teclado sem fios.
Uma pesquisa básica indicou quais são as letras mais usadas no idioma inglês, o que permitiu colocá-las nas partes dos dedos mais fáceis de tocar - letras menos usadas exigem um pouco mais de contorcionismo dos dedos.
Para facilitar a memorização da posição das letras elas foram bordadas nas posições adequadas.
Com a ajuda da universidade, o grupo está procurando parceiros na indústria para colocar a luva-teclado no mercado.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

NASA quer pagar US$ 1,5 milhão para quem criar o carro voador ideal


Por Durval Ramos Junior em 19 de Outubro de 2012

Desafio consiste em desenvolver sistema de pilotagem autônoma e regras de trânsito para veículos do futuro.
NASA quer pagar US$ 1,5 milhão para quem criar o carro voador idealAmpliarCarro voador de "Blade Runner" (Fonte da imagem: Divulgação/Warner Bros.)
Durante décadas, os fãs de ficção científica imaginaram um futuro em que os carros voariam. Seja no cinema, em desenhos animados, quadrinhos ou na literatura, sempre cogitamos que, daqui a alguns anos, as ruas serão substituídas pelos céus no que diz respeito ao transporte urbano. E parece que a NASA quer essa novidade para breve.
A agência norte-americana decidiu lançar o desafio e está disposta a pagar US$ 1,5 milhão — cerca de R$ 3 milhões na cotação atual — para quem conseguir apresentar a melhor proposta do transporte do futuro ideal. E não é preciso nem mesmo desenvolver o veículo, uma vez que basta apresentar o conceito.
De acordo com a NASA, a ideia é fazer com que as pessoas criem alternativas inteligentes sobre o que um carro autônomo — ou seja, sem motorista — deve e pode fazer, além de definir algumas regras de trânsito e de segurança entre esse tipo de equipamento. Um exemplo de resposta que a agência procura é um tipo de inteligência artificial que consiga identificar e evitar outro veículo mesmo sem a intervenção humana.

Como participar?

Não é porque você não precisa colocar um carro para voar sobre a sua cidade que o desafio vai ser simples. Para começo de conversa, é necessário enviar um documento de até cinco páginas explicando suas ideias para tornar o sistema de pilotagem inteligente algo viável.
Como dito, não basta somente pensar no carro voador em específico, mas na forma com que ele vai lidar com o trânsito. Além de evitar outros dispositivos semelhantes, é preciso levar em consideração outras questões, seja como se comportar durante um congestionamento ou elementos de segurança — que envolvem até mesmo outros tipos de veículos aéreos, como aviões e helicópteros. Quer ganhar US$ 1,5 milhão? Pense em formas de evitar acidentes com uma tecnologia que ainda não existe.
Para filtrar as propostas até chegar àquela que será, de fato, a escolhida, a NASA irá realizar várias etapas eliminatórias de "testes". Na primeira fase, por exemplo, os conceitos devem partir do pressuposto que os demais carros voadores são equipados com o mesmo sistema de comunicação e de localização, o que deixa tudo mais fácil.
Em um segundo momento, porém, essa uniformização sai de cena e é preciso imaginar uma forma de fazer com que esses dispositivos autônomos se reconheçam, mantenham uma distância segura e ainda utilizem um tipo de comunicação verbal para se comunicar com o controle de tráfego aéreo. Realmente, muito mais complexo.
Enfim, boa sorte a todos os competidores e, mais do que R$ 3 milhões em sua conta, esperamos ver o tão esperado carro dos Jetsons passeando por aí — e sem medo de que um deles caia em nossas cabeças.
Fonte: NASASlashGear

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Micro-LHC vai acelerar downloads pela internet


Redação do Site Inovação Tecnológica - 11/10/2012

Micro-LHC vai acelerar downloads pela internet
A chave optomecânica amplifica a luz, e pode ser integrada diretamente nos chips de silício. [Imagem: University of Minnesota]
Anel de luz
Pode não parecer, mas este pequeno dispositivo - cabem 50 deles em 1 milímetro - pode fazer a diferença entre uma longa espera e um download super-rápido pela internet.
O componente tem uma cavidade optomecânica que permite a amplificação de sinais de rádio usando unicamente luz.
O microanel - tecnicamente ele é um ressonador óptico - funciona como uma espécie de LHC em miniatura, onde a luz pode circular centenas de vezes, ganhando intensidade durante sua passagem.
Tangenciando o anel em lados opostos estão dois guias de ondas, um trazendo o sinal conduzido pela fibra óptica de entrada, e outro capturando o sinal de saída, já amplificado.
Usando o efeito ressonante do anel, o sinal óptico de entrada é amplificado, gerando uma força óptica muito forte no segundo guia de ondas.
A extremidade desse segundo guia de ondas não fica presa no substrato. Assim, a força óptica o faz oscilar como um diapasão.
Esse movimento mecânico do guia de ondas altera a transmissão do sinal óptico, reforçando-o fortemente.
Amplificação óptica
A frequência de funcionamento deste primeiro protótipo está na faixa dos MHz, mas os pesquisadores afirmam ser possível fazê-lo operar até na casa dos GHz.
Mas o movimento mecânico do componente já é suficiente rápido para conectar dispositivos que operam na faixa de radiofrequência diretamente com as fibras ópticas que conectam as diversas redes e os computadores que compõem a internet.
A grande vantagem é que o microanel dispensa completamente a conversão dos sinais das fibras ópticas em sinais elétricos para fazer a amplificação, como ocorre hoje.
A força óptica é tão grande que o comportamento mecânico do componente é dominado pelo efeito óptico, e não pela sua estrutura mecânica.
"Esta é a primeira vez que esse efeito optomecânico é usado para amplificar sinais ópticos sem convertê-los em sinais elétricos," disse Huang Li, membro da equipe que descobriu essa possibilidade de usar canais de luz para gerar forças ópticas em 2008.
Bibliografia:

Multichannel cavity optomechanics for all-optical amplification of radio frequency signals
Huan Li, Yu Chen, Jong Noh, Semere Tadesse, Mo Li
Nature Communications
Vol.: 3, Article number: 1091
DOI: 10.1038/ncomms2103