sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Luva-teclado permite usar computador com uma mão só


Redação do Site Inovação Tecnológica - 26/10/2012

Luva-teclado permite usar computador com uma mão só
Como os teclados insistem em não evoluir, Jiake Liu decidiu criar uma luva-teclado.[Imagem: UAH]
Interface manual
Como os teclados insistem em não evoluir, Jiake Liu decidiu criar um teclado para uma mão só.
Liu e seus colegas da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, tiraram proveito das tecnologias de digitação usadas em celulares, que permite que várias letras compartilhem a mesma tecla.
Para que tudo ficasse portátil e cômodo de usar, eles projetaram toda a interface na forma de uma luva, que se comunica com os aparelhos por uma conexão sem fios.
Em vez de apertar teclas, o usuário toca seu polegar nos pontos de cada dedo atribuídos às letras, números e outras funções do teclado.
"Podemos imaginar inúmeras aplicações para a luva-teclado," disse Liu. "A mais natural é um teclado para computadores e celulares. Mas ela será útil para pessoas com deficiências, em dispositivos de entretenimento ou usada como um instrumento musical, para sintetização digital."
Luva teclado
Uma malha condutora detecta o contato com cada ponto em particular, e envia o comando para um circuito miniaturizado fixado na parte posterior da luva, junto às costas da mão.
Uma conexão Bluetooth se encarrega de transmitir os dados para o computador, celular ou qualquer aparelho que aceite a conexão de um teclado sem fios.
Uma pesquisa básica indicou quais são as letras mais usadas no idioma inglês, o que permitiu colocá-las nas partes dos dedos mais fáceis de tocar - letras menos usadas exigem um pouco mais de contorcionismo dos dedos.
Para facilitar a memorização da posição das letras elas foram bordadas nas posições adequadas.
Com a ajuda da universidade, o grupo está procurando parceiros na indústria para colocar a luva-teclado no mercado.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

NASA quer pagar US$ 1,5 milhão para quem criar o carro voador ideal


Por Durval Ramos Junior em 19 de Outubro de 2012

Desafio consiste em desenvolver sistema de pilotagem autônoma e regras de trânsito para veículos do futuro.
NASA quer pagar US$ 1,5 milhão para quem criar o carro voador idealAmpliarCarro voador de "Blade Runner" (Fonte da imagem: Divulgação/Warner Bros.)
Durante décadas, os fãs de ficção científica imaginaram um futuro em que os carros voariam. Seja no cinema, em desenhos animados, quadrinhos ou na literatura, sempre cogitamos que, daqui a alguns anos, as ruas serão substituídas pelos céus no que diz respeito ao transporte urbano. E parece que a NASA quer essa novidade para breve.
A agência norte-americana decidiu lançar o desafio e está disposta a pagar US$ 1,5 milhão — cerca de R$ 3 milhões na cotação atual — para quem conseguir apresentar a melhor proposta do transporte do futuro ideal. E não é preciso nem mesmo desenvolver o veículo, uma vez que basta apresentar o conceito.
De acordo com a NASA, a ideia é fazer com que as pessoas criem alternativas inteligentes sobre o que um carro autônomo — ou seja, sem motorista — deve e pode fazer, além de definir algumas regras de trânsito e de segurança entre esse tipo de equipamento. Um exemplo de resposta que a agência procura é um tipo de inteligência artificial que consiga identificar e evitar outro veículo mesmo sem a intervenção humana.

Como participar?

Não é porque você não precisa colocar um carro para voar sobre a sua cidade que o desafio vai ser simples. Para começo de conversa, é necessário enviar um documento de até cinco páginas explicando suas ideias para tornar o sistema de pilotagem inteligente algo viável.
Como dito, não basta somente pensar no carro voador em específico, mas na forma com que ele vai lidar com o trânsito. Além de evitar outros dispositivos semelhantes, é preciso levar em consideração outras questões, seja como se comportar durante um congestionamento ou elementos de segurança — que envolvem até mesmo outros tipos de veículos aéreos, como aviões e helicópteros. Quer ganhar US$ 1,5 milhão? Pense em formas de evitar acidentes com uma tecnologia que ainda não existe.
Para filtrar as propostas até chegar àquela que será, de fato, a escolhida, a NASA irá realizar várias etapas eliminatórias de "testes". Na primeira fase, por exemplo, os conceitos devem partir do pressuposto que os demais carros voadores são equipados com o mesmo sistema de comunicação e de localização, o que deixa tudo mais fácil.
Em um segundo momento, porém, essa uniformização sai de cena e é preciso imaginar uma forma de fazer com que esses dispositivos autônomos se reconheçam, mantenham uma distância segura e ainda utilizem um tipo de comunicação verbal para se comunicar com o controle de tráfego aéreo. Realmente, muito mais complexo.
Enfim, boa sorte a todos os competidores e, mais do que R$ 3 milhões em sua conta, esperamos ver o tão esperado carro dos Jetsons passeando por aí — e sem medo de que um deles caia em nossas cabeças.
Fonte: NASASlashGear

domingo, 21 de outubro de 2012


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Micro-LHC vai acelerar downloads pela internet


Redação do Site Inovação Tecnológica - 11/10/2012

Micro-LHC vai acelerar downloads pela internet
A chave optomecânica amplifica a luz, e pode ser integrada diretamente nos chips de silício. [Imagem: University of Minnesota]
Anel de luz
Pode não parecer, mas este pequeno dispositivo - cabem 50 deles em 1 milímetro - pode fazer a diferença entre uma longa espera e um download super-rápido pela internet.
O componente tem uma cavidade optomecânica que permite a amplificação de sinais de rádio usando unicamente luz.
O microanel - tecnicamente ele é um ressonador óptico - funciona como uma espécie de LHC em miniatura, onde a luz pode circular centenas de vezes, ganhando intensidade durante sua passagem.
Tangenciando o anel em lados opostos estão dois guias de ondas, um trazendo o sinal conduzido pela fibra óptica de entrada, e outro capturando o sinal de saída, já amplificado.
Usando o efeito ressonante do anel, o sinal óptico de entrada é amplificado, gerando uma força óptica muito forte no segundo guia de ondas.
A extremidade desse segundo guia de ondas não fica presa no substrato. Assim, a força óptica o faz oscilar como um diapasão.
Esse movimento mecânico do guia de ondas altera a transmissão do sinal óptico, reforçando-o fortemente.
Amplificação óptica
A frequência de funcionamento deste primeiro protótipo está na faixa dos MHz, mas os pesquisadores afirmam ser possível fazê-lo operar até na casa dos GHz.
Mas o movimento mecânico do componente já é suficiente rápido para conectar dispositivos que operam na faixa de radiofrequência diretamente com as fibras ópticas que conectam as diversas redes e os computadores que compõem a internet.
A grande vantagem é que o microanel dispensa completamente a conversão dos sinais das fibras ópticas em sinais elétricos para fazer a amplificação, como ocorre hoje.
A força óptica é tão grande que o comportamento mecânico do componente é dominado pelo efeito óptico, e não pela sua estrutura mecânica.
"Esta é a primeira vez que esse efeito optomecânico é usado para amplificar sinais ópticos sem convertê-los em sinais elétricos," disse Huang Li, membro da equipe que descobriu essa possibilidade de usar canais de luz para gerar forças ópticas em 2008.
Bibliografia:

Multichannel cavity optomechanics for all-optical amplification of radio frequency signals
Huan Li, Yu Chen, Jong Noh, Semere Tadesse, Mo Li
Nature Communications
Vol.: 3, Article number: 1091
DOI: 10.1038/ncomms2103

Biocomputador: criado primeiro circuito lógico de DNA


Com informações do KAIST - 11/10/2012

Biocomputador: criado primeiro circuito lógico de DNA
O feito significa que um biocomputador poderá se materializar num futuro próximo. [Imagem: Small/Divulgação]
Semicondutores de DNA
Mesmo com a tecnologia mais recente, ainda não é possível criar um semicondutor de silício menor do que 10 nanômetros.
Mas, como uma molécula de DNA tem uma espessura de apenas 2 nanômetros, isto pode levar à criação de semicondutores com graus inovadores de integração.
Desde que se possa fazer as moléculas de DNA funcionarem como semicondutores.
E foi o que fizeram Ki Soo Park e seus colegas do Instituto KAIST, na Coreia do Sul.
Um semicondutor 2 nanômetros significa a possibilidade de armazenar 10.000 filmes HD em um dispositivo do tamanho de um selo postal - pelo menos 100 vezes mais do que é possível hoje.
Ainda que não se vislumbre que as memórias e processadores de DNA venham a concorrer com seus equivalentes de silício, o progresso na área abre inúmeras outras possibilidades de aplicação.
Cálculos e resultados
A equipe criou todas as portas lógicas usadas nos computadores e demais circuitos eletrônicos usando apenas moléculas de DNA.
O trabalho é um passo gigantesco em relação à última grande realização na área:
O DNA é compostos de 4 bases que estão continuamente ligadas: adenina (A) com timina (T), e guanina (G) com citosina (C).
Os pesquisadores usaram as propriedades específicas de ligação do DNA para fazer os cálculos, e um "farol" sinalizador molecular para dar os resultados.
Essa molécula tem propriedades fluorescentes que dependem de sua configuração estrutural, e sua estrutura é alterada pelas moléculas de DNA resultantes do processamento.
Biocomputador: criado primeiro circuito lógico de DNA
A realização foi completa, com a implementação de todas as 8 portas lógicas - AND, OR, XOR, INHIBIT, NAND, NOR, XNOR e IMPlCATION. [Imagem: Park et al./Small]
Portas lógicas de DNA
A equipe usou sinais de entrada para abrir e fechar moléculas circulares de DNA, o mesmo princípio que é aplicado às portas lógicas dos circuitos digitais tradicionais.
O sinal de saída foi medido com o aumento e a diminuição da fluorescência do farol molecular, por sua vez acionado pela abertura e fechamento do DNA.
A realização foi completa, com a implementação de todas as 8 portas lógicas - AND, OR, XOR, INHIBIT, NAND, NOR, XNOR e IMPlCATION.
Os pesquisadores também construíram um circuito que conecta vários níveis de portas lógicas diferentes, para mostrar suas propriedades regenerativas.
Biocomputadores
Segundo o professor Hyun Gyu Park, coordenador do estudo, "a pesquisa torna possível a construção de dispositivos bio-elétricos baratos e com alto grau de integração", o que deverá ter um grande impacto no campo da interligação de componentes eletrônicos com tecidos biológicos.
"Uma sequência de DNA de 10 bases tem apenas 3,4 nanômetros de espessura e 2 nanômetros de comprimento, o que pode ser usado para aumentar efetivamente o grau de integração dos dispositivos eletrônicos," acrescentou Ki Park.
"Um biocomputador poderá se materializar num futuro próximo, por meio de semicondutores de DNA com portas lógicas precisas," previu o pesquisador.
Bibliografia:

Simple and Universal Platform for Logic Gate Operations Based on Molecular Beacon Probes
Ki Soo Park, Myung Wan Seo, Cheulhee Jung, Joon Young Lee, Hyun Gyu Park
Small
Vol.: 8, Issue 14, pages 2203-2212
DOI: 10.1002/smll.201102758