Não deixe mais o seu telefone ficar sem energia. Construa você mesmo um carregador que utiliza baterias de 9 volts.
Hoje em dia, temos muitos recursos tecnológicos à nossa disposição. Quase todo mundo possui smartphones com acesso à internet e outras comodidades. O único problema desses aparelhos é a duração da bateria. O excesso de funções dos gadgets modernos faz com que a energia acabe sempre antes da hora.
E se por acaso você estiver em um local que não tenha energia elétrica, como no meio do mato, ou acampando nas montanhas? Não é incomum pessoas se perderem e não conseguirem utilizar o GPS, principalmente porque o celular pode ter ficado sem bateria.
Para evitar esses problemas, você pode fabricar um carregador portátil e alimentado por baterias de 9 volts. É preciso ter apenas um pouco de conhecimento em solda e componentes eletrônicos. Acompanhe as instruções e veja que o processo não é tão complicado como parece.
Os componentes eletrônicos necessários
1 regulador de voltagem de 5 volts modelo 7805;
1 capacitor eletrolítico de 100 uF;
1 capacitor de 0,1 uF;
1 resistor de 150 OHMs;
1 LED verde;
1 conector USB fêmea;
1 conector de bateria;
1 chave para ligar e desligar o conjunto;
1 protoboard para montar o conjunto;
1 bateria de 9 volts.
Basta que você leve essa lista a qualquer loja de eletrônica para adquirir tudo com facilidade. Além desses itens, nós também utilizamos um recipiente plástico que vai servir como carcaça para o nosso carregador. Você pode escolher aquele que achar mais conveniente.
Para fazer a montagem, utilizamos ferro de solda e ferramentas diversas, além de alguns pedaços de fio de cobre para unir os componentes. Os cortes no recipiente plástico foram feitos com uma furadeira comum. Para fixar os itens no interior do recipiente, utilizaremos cola quente.
Iniciando a montagem
O primeiro passo da montagem é a preparação da protoboard. Se você adquiriu uma nova na loja, é possível que ela seja muito grande, portanto, precisamos cortar um pedaço. Vamos cortar a peça do tamanho aproximado da metade do nosso recipiente plástico.
Logo em seguida, começamos a posicionar o material na placa. Veja o desenho do circuito.
Veja que existem duas linhas de energia atravessando tudo: positiva e negativa. Todos os componentes também possuem dois conectores, sendo um positivo e um negativo. Devemos prestar muita atenção para não montar os materiais de maneira invertida, pois isso pode danificá-los.
O único componente que possui três conectores é o regulador de voltagem, pois ele tem uma porta de entrada, uma porta de saída e um ponto negativo.
Basta você seguir o desenho do circuito e não terá problemas.
Antes de soldar tudo na placa, vamos colocar as peças conforme o desenho. Posicionamos, então, o capacitor de 100 uF, o regulador de voltagem, o segundo capacitor e o resistor. O conector USB fêmea deve ficar preso na borda da placa, pois ele será encaixado no nosso container plástico. O LED deve ficar paralelo ao conector USB, assim como a chave para ligar e desligar o equipamento.
Após posicionarmos todos os componentes na placa, soldamos e cortamos as hastes. Agora, basta unir os contatos conforme o desenho. Como estamos utilizando uma protoboard e não uma placa de circuito impresso, vamos precisar unir todos os contatos com pequenos fios de cobre.
Depois de montar tudo, vamos verificar as tensões com um multímetro. Veja que a tensão da bateria varia entre oito e nove volts. Agora, ao posicionarmos o multímetro na saída de energia, ou seja, no conector USB, verificamos que a tensão varia entre 4,8 e 5,1 volts. Essa é a tensão necessária para carregar a bateria dos gadgets. Um valor maior que isso poderia danificar o aparelho, por isso precisamos do regulador de voltagem. Um valor menor não seria suficiente para carregar as baterias.
Montando no case
Agora, precisamos posicionar nosso projeto dentro do suporte plástico. Antes de fazer isso, no entanto, vamos dobrar os fios — com muito cuidado — para baixo da placa. Um pedaço de fita isolante somente para proteger tudo deve ser suficiente para segurá-los no local.
Em seguida, vamos posicionar a placa dentro do case e medir o tamanho dos conectores, pois precisamos abrir espaço para posicionar o USB, o LED e a chave para ligar e desligar. Para cortar, podemos utilizar um estilete, uma furadeira ou outra ferramenta de corte.
Depois de abrir os buracos do tamanho necessário, posicionamos o conjunto no interior do recipiente. Com um pouco de cola quente, prendemos a placa e vedamos as aberturas. Para fixar a bateria no lugar, podemos utilizar uma fita dupla face, mas isso é opcional.
Pronto! Agora é só carregar esse acessório com você sempre que você for viajar.
É importante ressaltar que a quantidade de carga efetuada por esse aparelho é proporcional à qualidade da bateria utilizada. Uma alcalina, por exemplo, pode fornecer muito mais energia que uma bateria comum. Também é possível utilizar baterias recarregáveis.
Esse carregador de emergência não carrega iPhones ou outros gadgets da Apple, pois os aparelhos da empresa precisam de um circuito diferenciado de recarga. No entanto, qualquer outro aparelho que possa ser recarregado via USB pode utilizar esse equipamento.
Gostaram da experiência? Parece um pouco complicado no início, mas, com boa vontade, paciência e os materiais adequados, você poderá construir o seu carregador rapidamente.
Medindo 1,6 mm x 1,2 mm, a miniantena custa o equivalente a um terço das antenas atuais, mesmo sendo centenas de vezes mais eficiente.[Imagem: AStar]
Miniantena
Engenheiros de Cingapura criaram uma antena supercompacta, de alto desempenho, capaz de suportar um tráfego de dados 200 vezes maior do que a tecnologia Wi-Fi atual.
A antena é totalmente baseada na tecnologia do silício, o que significa que ela está pronta para ser incorporada nos aparelhos em fabricação.
Segundo os pesquisadores, a antena permitirá, além do aumento da potência, a miniaturização dos aparelhos.
Medindo 1,6 mm x 1,2 mm, ela custa o equivalente a um terço das antenas atuais, mesmo sendo centenas de vezes mais eficiente.
Operando na faixa de 135 GHz, a antena consegue suportar uma velocidade de transferência de dados de 20 Gbps - 200 vezes mais rápido do que o Wi-Fi - o padrão 802.11 suporta dados na faixa dos 100 Mbps.
Segundo os pesquisadores, isto viabilizará a recepção de conteúdos de multimídia, como filmes, apresentações online, teleconferência e entretenimento.
Antena espiral em cavidade
A tecnologia é conhecida como antena espiral em cavidade, ou CBS (cavity-backed slot).
"Preenchendo a cavidade da antena com polímero, em vez de ar, nós obtivemos uma superfície plana que pode ser processada pela tecnologia padrão," disse o Dr. Hu Sanming, do Instituto de Microeletrônica AStar.
Para demonstrar que a antena funciona em termos práticos, os pesquisadores deram um passo adicional, e integraram-na com os circuitos adicionais para tornar o dispositivo inteiramente contido em um invólucro único, adequado para a fabricação em massa.
“Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade.” Foi essa a frase que Neil Armstrong disse ao dar os primeiros passos na Lua, em 1969. Ele foi o primeiro homem a pisar em solo lunar, depois de anos de uma corrida espacial que envolveu Estados Unidos, Rússia e enormes quantidades de dinheiro em pesquisas e desenvolvimento.
Armstrong só se tornou astronauta em 1962, depois ter sido piloto de avião na Marinha dos Estados Unidos. Antes disso, foi combatente e voou em 78 missões bem-sucedidas enquanto defendia os país, incluindo batalhas realizadas durante a Guerra da Coreia. Depois de sair da Marinha, ele ainda trabalhou como piloto de testes de aviões americanos e testou centenas de modelos diferentes.
A formação de um astronauta
O que pouca gente sabe é que os astronautas não são escolhidos ao acaso. Eles são preparados para emergências e devem possuir conhecimentos que vão muito além das práticas operacionais. Neil Armstrong é um ótimo exemplo disso. Ele estudou Engenharia Aeroespacial na Universidade de Purdue, o que deu bastante base para a sua carreira.
Sendo escolhido para ingressar na NASA em 1962, ele passou anos trabalhando em treinamentos e também foi responsável por análises na fabricação de motores, foguetes e naves. Quatro anos depois ele foi ao espaço pela primeira vez, comandando a missão Gemini 8. Em 1969, foi a vez de ele comandar a missão Apollo 11, que foi o seu grande momento e levou nome "Neil Armstrong" para todo o planeta.
Após voltar para o solo terrestre, Armstrong ainda permaneceu na NASA por mais alguns meses, mas em 1970 anunciou sua saída. Depois disso, foi professor de Engenharia Aeroespacial na Universidade de Cincinnati por quase uma década, até que se aposentou definitivamente.
O último passo de um grande homem
Cerca de três semanas atrás, Neil Armstrong foi submetido a uma cirurgia no coração. Devido a complicações em sua recuperação, o primeiro homem a pisar na Lua acabou falecendo no último sábado, aos 82 anos de idade. Com isso, encerra-se a vida heroica de um dos maiores símbolos da exploração espacial de toda a história.
Neil Armstrong não é considerado apenas o primeiro homem a pisar na Lua. Ele é um herói nacional para os norte-americanos e um ídolo para os apaixonados por astronomia e exploração espacial. Certamente, é um homem que deixará saudades na Terra e no espaço.
Um dos maiores problemas da atualidade é a emissão exagerada de dióxido de carbono, principalmente pela grande quantidade que é expelida dos automóveis no mundo inteiro — o que afeta perigosamente a camada de ozônio e causa o efeito estufa.
Os pesquisadores do MIT (Massachussetts Institute of Technology) encontraram uma bactéria que pode se alimentar de dióxido de carbono e, como resultado, criar isobutanol. Esse produto é um tipo de álcool que pode ser usado como combustível verde para a grande maioria dos veículos.
Com isso, seria possível retirar dióxido de carbônico da atmosfera, deixando a camada de ozônio mais segura e “esfriando” o planeta. Além disso, o isobutanol é dez vezes mais potente do que os biocombustíveis disponíveis até o momento.
A grande dificuldade do processo é o fato de que essa bactéria precisa ser alterada geneticamente para que o combustível possa ser gerado. Felizmente, os testes em laboratórios já deram resultados positivos. Agora, vamos esperar para que essa “esperança” possa ser usada na nossa realidade.
O primeiro computador quântico a chegar ao mercado, fabricado pela empresa D-Wave, conseguiu resolver um dos quebra-cabeças de como as proteínas se dobram.
A empresa apresentou o seu computador quântico D-Wave One, que utiliza 128 qubits supercondutores em 2007, mas quase ninguém levou o assunto a sério.
O processador do D-Wave One utiliza qubits de estado sólido, similares aos usados no experimento da fatoração com o algoritmo de Shor, divulgado nesta semana, embora seu princípio de funcionamento seja diferente, baseado em um esquema conhecido como termalização quântica (quantum annealing).
Dobramento de proteínas
Agora, uma equipe da Universidade de Harvard usou o inovador e polêmico computador para prever as configurações de mais baixa energia de uma proteína dobrada.
Desvendar o processo de dobramento de proteínas é um dos maiores anseios de todos os pesquisadores das chamadas biociências, médicos incluídos, porque isso pode significar a descoberta de formas totalmente novas de lidar com a fisiologia humana.
O problema é que as proteínas são muito complexas, e são inúmeras as formas possíveis que elas podem assumir em seu dobramento.
É claro que o computador quântico não resolveu "toda" a questão do dobramento das proteínas, tendo ele trabalhado com alguns poucos aminoácidos.
Mas o objetivo do teste era mostrar que um computador quântico pode lidar com esse tipo de problema. Algumas teorias apontam que os computadores quânticos são muito melhor adaptados para a tarefa do que os computadores eletrônicos clássicos, embora houvesse discordâncias quanto a isso.
Desdobramento quântico
Os resultados, por enquanto, são mais ou menos animadores.
No lado positivo, o processador quântico da D-Wave identificou as configurações de aminoácidos e suas interações correspondentes àquilo que seria o meio mais "econômico" do dobramento das proteínas.
No lado negativo, ele acertou 13 vezes em 10.000 medições.
Isso é ruim mesmo considerando que um processador quântico precisa estar sempre lidando com as incertezas - o algoritmo de Shor, por exemplo, rodando em um "processador quântico perfeito", dará a resposta correta em 50% das vezes.
Isso acontece porque o processamento quântico deveria ocorrer próximo a 0 kelvin. Como não consegue atingir temperatura tão baixa, o processador do D-Wave One trabalha um pouco acima, repetindo várias vezes os cálculos para tentar pegar o resultado correto.
No balanço geral, 13 acertos com um computador quântico de primeira geração parece bom, embora mostre o longo caminho a ser percorrido antes que possamos contar com essas máquinas futuristas para resolver problemas reais de forma completa.