quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Bateria flexível sólida promete enrolar sua tela

Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/08/2012

Bateria flexível sólida promete enrolar sua tela

A bateria flexível de lítio é adequada para a alimentação de aparelhos eletrônicos totalmente maleáveis.[Imagem: LAND/KAIST]

 

Sólida e flexível

Engenheiros da Coreia do Sul criaram uma bateria flexível totalmente feita com materiais de estado sólido.

A inovação era tida como um passo essencial para viabilizar as telas flexíveis e, sobretudo, as telas de enrolar, baseadas na tecnologia conhecida como papel eletrônico.

As baterias de lítio são ótimas para todas as aplicações eletrônicas, desde que elas sejam rígidas, com um design fixo. Isso porque não há muitos materiais flexíveis que, ao mesmo tempo, atendam as especificações exigidas para os eletrodos dessas baterias.

Recentemente, a equipe do Dr. Keon Jae Lee, do Instituto KAIST, criou um nanogerador elétrico totalmente flexível.

Seu potencial de uso é grande, mas ainda não foi possível fazê-lo gerar energia suficiente para alimentar uma tela.

 

Bateria de lítio flexível

O Dr. Lee usou então sua experiência anterior para desenvolver uma estrutura flexível com alta densidade de energia usando filmes finos inorgânicos depositados por uma espécie de impressão.

Isto permitiu manter a tecnologia de lítio para o armazenamento propriamente dito da energia.

Bateria flexível sólida promete enrolar sua tela

A bateria sendo flexionada por um equipamento automático (esquerda), enquanto sua tensão se mantém constante (indicador à direita). [Imagem: KAIST]

 

Os filmes finos foram fabricados sobre um substrato de mica, que é rígido, e depois transferidos para películas de plástico, que são flexíveis.

Isto é feito por meio de um processo simples de delaminação física - parecido com tirar a película protetora de uma figurinha auto-adesiva.

Remoção a laser

A técnica é muito simples, mas não seria muito adequada para a fabricação em escala industrial.

Por isso, para que a bateria flexível chegue ao mercado, os pesquisadores estão agora trabalhando em uma técnica de remoção a laser dos circuitos montados sobre a mica.

Com isto, as películas poderão ser manipuladas automaticamente, e até empilhadas, o que resultará em um ganho adicional, com o aumento da densidade de energia das baterias.

 

Bibliografia:
Bendable Inorganic Thin-Film Battery for Fully Flexible Electronic Systems
Min Koo, Kwi-Il Park, Seung Hyun Lee, Minwon Suh, Duk Young Jeon, Jang Wook Choi, Kisuk Kang, Keon Jae Lee
Nano Letters
Vol.: Articles ASAP
DOI: 10.1021/nl302254v

Fonte: Inovação Tecnológica

NASA começa a construir nave para missões de longa duração

Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/08/2012

NASA começa a construir nave para missões de longa duração

Conceito da espaçonave para viagens a asteroides, à Lua ou a Marte. [Imagem: NASA]

 

Sobrevivência no espaço

A NASA deu início a um novo projeto para desenvolver uma "casa espacial", um habitáculo onde astronautas possam viver em missões com duração de até um ano.

O habitáculo será a parte principal de uma nave para sustentar missões além da órbita baixa da Terra.

Missões desse tipo estão sendo planejadas para estudar asteroides e a Lua, mas também poderão ser utilizadas para ir até Marte.

O Deep Space Habitat - habitáculo do espaço profundo, em tradução livre - deverá fornecer aos astronautas acomodação, local de trabalho, exercícios e recreação, além dos laboratórios.

 

Experiência espacial

A Estação Espacial Internacional tem tudo isso, e os astronautas têm vivido por lá em missões de seis meses há alguns anos.

Contudo, a Estação Espacial é enorme, com várias acomodações - o novo habitáculo está para a Estação assim como um trailer está para um hotel.

Mas o ponto de partida será justamente aquilo que já se aprendeu com a Estação Espacial.

O primeiro protótipo usará a casca externa dos laboratórios atualmente em uso na Estação, e um módulo chamado MPLM (Multi-Purpose Logistics Module), uma verdadeira nave sem motores, que era usada para levar grandes cargas a bordo dos ônibus espaciais.

NASA começa a construir nave para missões de longa duração

O projeto deverá seguir ritmo acelerado, uma vez que serão aproveitados módulos que já estão em operação, sobretudo na Estação Espacial Internacional. [Imagem: NASA]

 

Nave completa

O protótipo está atualmente sendo montado no Centro Espacial Marshall, devendo conter três elementos básicos:

  1. Um laboratório padrão da Estação Espacial e um MPLM - juntos, eles fornecerão o volume pressurizado necessário para acomodação e trabalho;
  2. um túnel para interligação dos elementos, contendo um espaço de despressurização, para permitir atividades extraveiculares; e
  3. um veículo de exploração espacial multi-missão (MPCV: Multi-Purpose Crew Vehicle) para atividades exploratórias de curto alcance.

O conjunto todo deverá ter 4,9 metros de diâmetro e 17 metros de comprimento.

A nave final deverá conter ainda uma nave Órion - sobrevivente do extinto projeto Constellation - e um estágio de propulsão, para que ambos tenham mobilidade autônoma. Os dois não serão incluídos neste protótipo porque o objetivo agora é testar as condições de habitabilidade, e nave e motorização não são essenciais nesse quesito.

Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 5 de agosto de 2012

Comparação Entre As Versões Do Windows 7

Denise Silvawindows7-logotipo-2009020313063111O windows 7 está cada vez mais se aperfeiçoando, mas o que virá em todas as seis versões do novo sistema da Microsoft?

 

Como já era de se esperar, a Microsoft manteve a estratégia adotada noswindows Vista e XP de criar diversas versões para o software.

Mesmo com a reclamação de muitos usuários, os quais desejavam que owindows 7 tivesse apenas uma edição, o sistema deve chegar ao mercado com seis diferentes versões, das quais algumas serão distribuídas exclusivamente nos países da América Latina, Ásia e África.

windows 7 Starter, o “Basico”

Diferente do Vista Starter, o windows 7 Starter não tem mais limitação de 3 aplicativos…Como o próprio título acima sugere, esta versão do windows é a mais simples e básica de todas. A Barra de Tarefas foi completamente redesenhada e não possui suporte ao famoso Aero Glass.

Esta versão será instalada em computadores novo apenas nos países em desenvolvimento, como Índia, Rússia e Brasil. Disponível apenas na versão de 32 bits.

windows 7 Home Basic, o meio-termo

Esta é uma versão intermediária entre as edições Starter e Home Premium (que será mostrada logo abaixo). Terá também a versão de 64 bits e permitirá a execução de mais de três aplicativos ao mesmo tempo.

Assim como a anterior, não terá suporte para o Aero Glass nem para as funcionalidades sensíveis ao toque, fugindo um pouco da principal novidade do windows 7. computadores novos poderão contar também com a instalação desta edição, mas sua venda será proibida nos Estados Unidos.

windows 7 Home Premium, “completão”
Edição que os usuários domésticos podem chamar de “completa”, a Home Premium acumula todas as funcionalidades das edições citadas anteriormente e soma mais algumas ao pacote.

Dentre as funções adicionadas, as principais são o suporte à interface Aero Glass (finalmente!) e também aos recursos Touch windows (tela sensível ao toque) e Aero Background, que troca seu papel de parede automaticamente no intervalo de tempo determinado. Haverá ainda um aplicativo nativo para auxiliar no gerenciamento de redes wireless , conhecido como Mobility Center.

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Esta edição será colocada à venda em lojas de varejo e também poderá ser encontrada emcomputadores novos.

 

windows 7 Professional, voltado às pequenas empresas

Mais voltada para as pequenas empresas, a versão Professional do windows 7 possuirá diversos recursos que visam facilitar a comunicação entre computadores e até mesmo impressoras de uma rede corporativa.

Para isso foram desenvolvidos aplicativos como o Domain Join, que ajuda os computadores de uma rede a “se enxergarem” e conseguirem se comunicar. O Location Aware Printing, por sua vez, tem como objetivo tornar muito mais fácil o compartilhamento de impressoras.

Como empresas sempre estão procurando maneiras para se proteger de fraudes, o windows 7 Professional traz o Encrypting File System, que dificulta a violação de dados. Esta versão também será encontrada em lojas de varejo ou computadores novos.

windows 7 Ultimate, o mais completo

Esta será, provavelmente, a versão mais cara de todas, pois contém todas as funcionalidades já citadas neste artigo e mais algumas. Apesar de sua venda não ser restrita às empresas, o Microsoftdisponibilizará uma quantidade limitada desta versão do sistema.

Isso porque grande parte dos aplicativos e recursos presentes na Ultimate são dedicados às corporações, não interessando muito aos usuários comuns.

Abaixo umas tabelas das versões do windows comparando os componentes presentes em cada versão:

tabela_versoes_windows_seven

comparacao-windows-7

skuinfo

Para finalizar

Apesar de confundir um pouco a cabeça de muitos, inclusive a minha que até então não entendia muito bem como funcionavam as distribuições, a repartição de um sistema operacional em diversas edições visa facilitar a vida dos usuários.

Se você utiliza o computador apenas para as tarefas básicas, por exemplo, não há motivos para ter instalado na máquina softwares corporativos. Com esta separação, fica muito mais simples “filtrar” as funcionalidades e escolher um sistema enxuto que atenda às suas necessidades.

Você encontra todas as versões no nosso site do Windows 7.

Ainda têm duvidas? Debata sobre este assunto no Forum Bits Caverna!

Fonte: bitscaverna

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Chegou a vez do Brasil fabricar um carro elétrico?

Redação do Site Inovação Tecnológica - 02/08/2012

Chegou a vez do Brasil fabricar um carro elétrico?

O "Seed Green City Car" deverá ter uma autonomia de 100 km. [Imagem: Vez do Brasil]

 

Bem na hora

Já existem mais marcas de automóveis sendo fabricadas no Brasil do que nos Estados Unidos.

Infelizmente, nenhuma delas é nacional.

Mas será que chegou a vez do Brasil produzir um carro não apenas brasileiro, mas também elétrico?

Esta é a proposta de uma empresa que parece ter escolhido caprichosamente seu nome: VEZ do Brasil.

A empresa emergente está procurando investidores para colocar em prática o projeto de um carro 100% elétrico.

Elétricos e híbridos

Hoje, apenas China, Japão, Índia e Itália produzem um automóvel 100% elétrico a custos razoáveis.

A proposta de um carro 100% elétrico se diferencia de um automóvel híbrido, que combina um motor de combustão interna com um gerador, um conjunto de baterias e um ou mais motores elétricos.

Já os carros puramente elétricos não possuem um motor a combustão e são integralmente movidos à energia elétrica, geralmente fornecida por baterias ou porcélulas a combustível.

Chegou a vez do Brasil fabricar um carro elétrico?

A plataforma Seed será usada para fabricar diversos modelos de veículos superleves. [Imagem: Vez do Brasil]

 

Semente de carro elétrico

A ideia da VEZ do Brasil é fabricar uma plataforma, chamada SEED, de propulsão totalmente elétrica, para a construção de diversos modelos de veículos de pequeno porte.

No momento, a empresa está negociando a última fatia de 25% de participação societária, para início da fabricação e comercialização dos carros modelos SEED-City Car e SEED-Utilitários.

Segundo a empresa, a proposta é que o primeiro modelo seja lançado oficialmente até o final deste ano.

A linha SEED terá velocidade máxima de 120 km/h e autonomia de 100 km, o que é pouco mesmo para a tecnologia atual das baterias e para veículos de uso tipicamente urbano.

Veículos elétricos nacionais

O Brasil já fabricou dois modelos de carros elétricos totalmente nacionais, em 1974 e em 1981, feitos pela extinta Gurgel.

Há cerca de dois anos, o empresário Eike Batista anunciou a criação da FBX, umafábrica nacional de carros elétricos, com planos de iniciar suas operações em 2014.

Está em andamento também a construção de uma fábrica de motos e bicicletas elétricas, no estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Internet em casa com fibras ópticas


Com informações da Cordis - 30/07/2012

Internet em casa com fibras ópticas
Universidades e empresas demonstraram que a arquitetura funciona. Agora eles partirão para os primeiros testes reais de campo. [Imagem: Sardana Project]
Sonho internético
Internet extremamente rápida, conexões mais robustas e um grande aumento na capacidade da rede, mesmo em áreas rurais, tudo com custo baixo.
É o tipo de fantasia que mantém os executivos das empresas de telecomunicações e os usuários da internet sonhando acordados ... até agora.
Uma nova tecnologia de fibras ópticas desenvolvida por um consórcio europeu promete tudo isso e muito mais.
O grupo de engenheiros de universidades, institutos de pesquisa, fornecedores de equipamentos e operadores de telecomunicações se uniu em torno do projeto SARDANA (Scalable advanced ring-based passive dense access network architecture).
Internet a velocidade da luz
O objetivo era desenvolver técnicas pioneiras para melhorar drasticamente a escalabilidade e a robustez das redes de fibras ópticas.
O grupo estava especialmente interessado em viabilizar a chegada das fibras ópticas até as residências, escritórios e empresas.
O projeto demonstrou a viabilidade de velocidades de conexão de até 10 Gigabits por segundo (Gbps) - cerca de 2.000 vezes mais rápido do que a maioria das conexões à internet de hoje.
Mais importante para que isso se torne uma realidade, os pesquisadores mostraram que tais velocidades podem ser atingidas com um custo extra relativamente modesto, usando a infraestrutura de fibras ópticas já existente e componentes já disponíveis no mercado.
Redes ópticas passivas
As redes de fibras ópticas que chegam até as residências (fibre-to-home networks), também conhecidas como redes ópticas passivas, têm uma estrutura em árvore, com o papel de raiz desempenhado por uma central de comutação.
O termo "passivo" refere-se à utilização de divisores ópticos que não precisam de energia adicional para funcionar.
Da central, um grosso tronco principal de cabos se espalha em ramos cada vez mais finos, até que uma única fibra chegue até as casas ou empresas.
As redes passivas convencionais usam o protocolo TDM (Time Division Multiplexing), um método de multiplexação no qual os sinais são transferidos de forma aparentemente simultânea, como sub-canais em um canal de comunicação. Mas, na realidade, eles estão fisicamente se revezando no canal.
Na prática, isso significa que uma conexão de 5 Gbps no escritório central pode se transformar em uma conexão de 30 Mbps na casa ou empresa do cliente. Pior do que isso é que a banda de subida, que transmite os dados do cliente para a internet, é apenas uma fração disso.
De árvores a anéis
Os pesquisadores do projeto Sardana estão propondo uma abordagem diferente e totalmente nova, permitindo não apenas conexões muito mais rápidas, mas também maiores capacidade e robustez.
Em vez de uma única grande árvore, eles estão propondo usar várias árvores menores ramificando até os usuários finais a partir de um anel principal.
O anel transmite os sinais bidirecionalmente a partir da central utilizando o protocolo WDM (Wave Division Multiplexing), uma tecnologia de multiplexação que permite o transporte simultâneo de diferentes sinais na mesma fibra óptica, utilizando diferentes comprimentos de onda de laser - lasers de várias cores.
Em nós remotos ao longo do anel, os sinais são separados em árvores de fibras únicas que irão até as residências e empresas, utilizando a tecnologia TDM.
A abordagem do anel bidirecional aumenta a robustez da rede, porque se o cabo for interrompido em qualquer ponto no anel WDM, o sinal continuará chegando até os usuários finais pelo outro lado. Ele também resulta em aumentos maciços na velocidade de conexão.
Embora ainda em fase experimental, se implantada comercialmente, a tecnologia marcaria um grande salto no desempenho das redes totalmente ópticas, solucionando um dos maiores desafios atualmente enfrentados pelos prestadores de serviços e pelos consumidores: maior velocidade e segurança na manutenção dos sinais.
Fonte: Inovação Tecnológica