terça-feira, 24 de julho de 2012

Células solares transparentes viabilizam janelas que geram energia


Redação do Site Inovação Tecnológica - 23/07/2012
Células solares transparentes viabilizam janelas que geram energia
Novos condutores elétricos transparentes permitiram a substituição quase total dos compostos ITO, mantendo a elevada transparência da célula solar. [Imagem: ACS Nano]
Janelas inteligentes
Uma nova célula solar transparente poderá permitir que as janelas dos edifícios e casas gerem energia, como vem sendo proposto há algum tempo, mas sem perderem a característica essencial de permitir que as pessoas vejam do lado de fora.
Trata-se de uma célula solar polimérica - de plástico - que produz eletricidade absorvendo a luz infravermelha, e não a luz visível.
Isso permite que célula solar de plástico alcance uma transparência de quase 70%.
"Isso abre a possibilidade de usar as células solares de polímeros transparentes como componentes que poderão ser adicionados a equipamentos eletrônicos portáteis, janelas inteligentes, painéis fotovoltaicos incorporados em edifícios e várias outras aplicações," disse o Dr. Yang Yang, coordenador da pesquisa.
O Dr. Yang é um dos pioneiros nesse campo, tendo criado algumas das primeirascélulas solares de plástico feitas de "materiais comuns", passíveis de fabricação em larga escala.
Células solares poliméricas
Têm sido feitas várias tentativas no sentido de dar transparência às células solares PSC ("Polymer Solar Cells").
Essas demonstrações, contudo, têm resultado em baixa transparência ou em perda de eficiência da célula solar porque os materiais fotovoltaicos poliméricos e os materiais condutores dos eletrodos - usados para transferir a eletricidade para fora da célula - não podem ser alocados de forma otimizada.
A equipe do professor Yang encontrou literalmente uma solução, uma forma de misturar os componentes fotovoltaicos em forma líquida, aplicando-os sobre o plástico por um sistema de impressão de alta qualidade.
Usando apenas elementos fotoativos sensíveis à luz infravermelha, preservou-se quase totalmente a transparência do plástico que serve de base para a célula solar.
Fios transparentes
Outro avanço foi a construção de elementos condutores transparentes compostos de uma mistura de nanofios de prata e nanopartículas de dióxido de titânio, em substituição aos eletrodos metálicos usados até agora, que não são transparentes.
Com essa combinação, obteve-se uma eficiência na conversão da radiação solar em eletricidade de 4% - muito bom para o segmento das células solares orgânicas.
Esses fios condutores transparentes são muito mais baratos do que, por exemplo, os compostos ITO, usados em telas sensíveis ao toque - que puderam ser substituídos quase totalmente. Isso vai na direção proposta pelo pesquisador de trabalhar com materiais menos exóticos.
Mas se ele conseguir encontrar um substituto para a prata poderá tornar suas células solares de plástico, além de transparentes e eficientes, também mais baratas.
Bibliografia:

Visibly Transparent Polymer Solar Cells Produced by Solution Processing
Chun-Chao Chen, Letian Dou, Rui Zhu, Choong-Heui Chung, Tze-Bin Song, Yue Bing Zheng, Steve Hawks, Gang Li, Paul S. Weiss, Yang Yang
ACS Nano
Vol.: Article ASAP
DOI: 10.1021/nn3029327

domingo, 22 de julho de 2012

Produção de telas flexíveis da Samsung começa nesse trimestre


Por Wikerson Landim em 21 de Julho de 2012

Jornal sul-coreano afirma que telas AMOLED serão mais finas e um novo dispositivo usando a tecnologia deverá ser lançado até 2014.
(Fonte da imagem: Reprodução/PocketLint)
Samsung deve começar já nesse trimestre a fabricação de telas AMOLED flexíveis, segundo informações do jornal sul-coreano DDaily. De acordo com a publicação, os painéis têm menos da metade da espessura da geração atual de displays, medindo apenas 0,6 milímetros em comparação aos atuais 1,8 milímetros.
As telas, entretanto, serão protegidas inicialmente por um vidro inflexível, em vez de uma cama de plástico flexível que é o modelo esperado para dispositivos do gênero. O primeiro produto com as telas ultrafinas AMOLED deve ser anunciado no próximo ano, com a produção em massa começando apenas em 2014.
Fonte: DDaily, Tecmundo

Estímulos elétricos no cérebro podem deixar você mais inteligente


Estudo publicado em revista científica afirma que tal prática aumenta criatividade e inteligência temporariamente.

Após receber estímulos, 14 dos 33 participantes solucionaram o problema. (Fonte da imagem: Allan Snyder)
Um chapéu que geras pequenos estímulos elétricos em sua cabeça poderia torná-lo temporariamente mais criativo e inteligente, é o que aponta estudo elaborado pelo Centro para a Mente da Universidade de Sidney, Austrália, e publicado na revista Neuroscience Letters de maio.
O resultado foi alcançado por meio de testes que usavam o desafio de lógica dos nove pontos, que, conforme a publicação, a maioria das pessoas não é capaz de resolver. O objetivo é simples: ligar todos os pontos com apenas quatro linhas retas consecutivas, passando somente uma vez por cada um deles.
Desafio dos 9 pontos utilizado no teste. (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
Após alguns minutos, nenhum dos voluntários conseguiu resolver a questão. Entretanto, quando metade do grupo foi equipada com uma espécie de tiara que emitia pequenos eletrochoques na cabeça para estimular o cérebro, o resultado foi outro: 40% dos indivíduos foram capazes de resolver o teste.
Supostamente, ao receber pequenos estímulos elétricos, nosso cérebro tem algumas de chances "melhorar" de forma instantânea. Quem sabe aí está uma boa tática para ser utilizada antes daquela prova decisiva, mas, é claro, não vá tentar isso em casa.
Fonte: Wired, Tecmundo

sábado, 21 de julho de 2012

6 computadores que fizeram a história da computação pessoal

Por Renan Hamann em 21 de Julho de 2012

 

Interface gráfica, mouse e aplicações comerciais. Confira como a computação pessoal foi consolidada nas últimas décadas.

 

Se hoje você pode realizar suas principais atividades diretamente pelo computador, é porque a tecnologia evoluiu o bastante para permitir tudo isso. Mas é claro que as coisas não aconteceram da noite para o dia, sendo necessários muitos passos entre os primeiros computadores e a informática  do modo que podemos encontrar atualmente.

Você sabe quais são alguns dos computadores mais importantes dessa história? Separamos algumas das principais máquinas que permitiram a evolução da computação pessoal e trouxemos um pouco mais sobre elas para você. Caso queira saber mais sobre as gerações anteriores (do período que vai de 1940 a 1970), clique aqui e confira nosso infográfico.

 

1. Xerox Alto

A Xerox já estava consolidada no mercado com suas copiadoras, mas queria mais. Por isso, desenvolveu o Xerox Alto, que tentaria ser um computador pessoal de penetração no mercado doméstico, mas devido ao alto preço acabou muito longe disso – sendo que nem mesmo foi lançado comercialmente, apesar de ter 2 mil unidades produzidas.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

 

Mas a verdade é que a maior importância do Xerox Alto está em seus periféricos. Há muitos relatos de que ele seria o primeiro computador a apresentar um mouse integrado, o que mais tarde seria feito também pelo Apple Lisa. O mouse é um dos maiores responsáveis pela popularização dos computadores pessoais em todo o mundo.

 

2. Apple I

Steve Wozniak desenhou o Apple I para que eles mesmo pudesse utilizar, mas junto com Steve Jobs, conseguiu transformar o aparelho em um império. Os dois fundaram a Apple e produziram cerca de 200 computadores entre 1976 e 1977. Muitos consideram o Apple I como o primeiro computador pessoal da história, por ele ser um dos primeiros que já era vendido como um kit montado (ao contrário do Xerox).

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

 

Mesmo assim, os consumidores ainda precisavam adicionar monitor, teclado e fonte de energia. Na época, ainda não existia uma interface gráfica para o sistema operacional utilizado pelo computador, que era o BASIC. Foi substituído pelo Apple II, que apresentava um pouco mais de potência e um design mais parecido com o que encontramos hoje nas máquinas.

 

3. Atari 2600

Este não foi o primeiro video game da história, mas foi o primeiro a alcançar índices incríveis de vendas (estima-se que elas tenham ultrapassado a marca das 30 milhões de unidades). Mais do que isso, o Atari 2600 tornou-se um verdadeiro símbolo da geração que cresceu na década de 1980, sendo cultuado até hoje por alguns jogadores mais nostálgicos.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

 

O video game foi lançado em 1977 e entra na lista de computadores mais importantes da história por colaborar na popularização dos eletrônicos interativos. Também merece destaque por ser uma dos primeiras máquinas a utilizar um processadores capazes de rodar as principais funções sem a demanda de placas de expansão.

 

4. IBM PC

Com preço muito mais alto que os computadores da Apple, o primeiro IBM PC foi lançado em 1981. Mesmo com a desvantagem econômica, ele conseguiu um ótimo índice de vendas, principalmente por ser extremamente recomendado para a utilização em ambientes comerciais. Assim como os concorrentes, o sistema operacional da época era o BASIC, mas uma versão criada pela Microsoft.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

 

O processador era revolucionário para a época e chegava aos 4 MHz de clock. Sem conseguir penetrar no mercado da computação doméstica, a IBM decidiu investir no segmento em que estava conseguindo se sobressair. Por essa razão, os computadores lançados após a primeira geração do IBM PC já eram muito mais direcionados às empresas. E foi assim que a IBM conseguiu se sobressair por tanto tempo.

 

5. Commodore 64

Lançado em 1982, o Commodore 64 é também considerado um dos primeiros video games da história, por trazer uma grande quantidade de softwares compatíveis – sendo que muitos deles eram jogos. O sistema operacional dele era o GEOS 8-bits, que apresentava uma interface gráfica bem simples, mas que colaborou para o sucesso do Commodore 64 no mercado mundial.(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

 

Segundo algumas estimativas, foram vendidos cerca de 20 milhões de computadores Commodore 64 em todo o mundo – o que são números impressionantes, ainda mais se for levada em consideração a época em que ele estava nas prateleiras. Os microprocessadores do computador eram bem limitados e possuíam apenas 1 MHz, mesmo assim conseguiam suprir as necessidades dos usuários com bastante qualidade.

 

6. Apple Lisa

Depois do sucesso dos computadores da Apple, a empresa decidiu lançar o Lisa (que apesar de significar Local Integrated Software Architetcure, pode ter sido batizado em homenagem à filha de Steve Jobs). Muito mais caro do que as versões anteriores, o Lisa tinha processador de 5 MHz e foi o primeiro computador pessoal a apresentar interface gráfica interativa e mouse.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

 

Mesmo com toda a importância do Apple Lisa para a tecnologia, é preciso dizer que ele não conseguiu bons números de vendas. Ficou apenas três anos no mercado, devido ao baixo desempenho nas lojas. Vale mencionar que ele custava US$ 9.995 (o que significaria US$ 21 mil com os valores corrigidos para 2010).

 

E onde estão os computadores Windows?

Você viu vários computadores na lista que trouxemos, mas deve ter notado que em nenhum deles o Windows estava presente. Isso acontece porque a Microsoft introduziu o sistema operacional aos poucos, antes como apenas uma extensão para o MS-DOS e somente mais tarde como um sistema independente – mas nesse momento a computação pessoal já estava consolidada.

Mesmo assim, é impossível dizer que a Microsoft não possui importância na história. O Windows é um dos grandes responsáveis pela popularização da informática, tendo em sua interface gráfica uma das grandes peças-chave para isso. Hoje, é ele o sistema mais difundido em todo o mundo.

Fontes: Telegraph, Maximum PC e Tecmundo

quarta-feira, 18 de julho de 2012

LEDs brancos construídos sobre papel vão iluminar suas paredes


Redação do Site Inovação Tecnológica - 18/07/2012
LEDs brancos construídos sobre papel vão iluminar suas paredes
O esquema dos LEDs sobre papel parece complicado, mas sua fabricação é feita por impressão. [Imagem: Gul Amin]
Papel luminoso
Já pensou em acender a cortina, em vez de abri-la? Ou mudar o brilho e a cor do seu papel de parede? Ou acender o teto inteiro, em vez de apenas uma lâmpada?
Estas são as propostas agora tornadas realidade pelo trabalho do paquistanês Gul Amin, atualmente na Universidade Linkoping, na Suécia.
Ele desenvolveu uma técnica que permite que LEDs brancos sejam fabricados diretamente sobre papel ou outras fibras.
Os nanoLEDs, que emitem uma luz branca muito pura, foram construídos com minúsculas barras de óxido de zinco, depositadas juntamente com um polímero condutor, diretamente sobre uma folha de papel.
O pesquisador demonstrou também que é possível fabricar os nanoLEDs por impressão. Nesse experimento, ele usou um papel de parede comum.
LEDs de óxido de zinco
Ao descobrir que nanofios de óxido de zinco poderiam emitir luz, pesquisadores criaram recentemente uma nova categoria de LEDs, ainda menores e mais eficientes que os LEDs comuns.
Amin e seu colega Naved ul Hassan Alvi estavam pesquisando várias técnicas para cultivar diferentes nanoestruturas de óxido de zinco sobre diferentes materiais.
O papel mostrou-se um substrato perfeito, além de abrir caminho para uma grande variedade de aplicações práticas imediatas.
O papel deve ser inicialmente recoberto com uma camada protetora muito fina de uma resina chamada cicloteno, tornando-se impermeável.
A seguir são depositados os componentes ativos, uma malha de nanofios de zinco, dispersos em uma fina camada do polímero PFO (polidietilfluoreno).
Métodos químicos
A técnica foi patenteada e já está licenciada para uma empresa criada por seu professor, Magnus Willander.
"Esta é a primeira vez que alguém foi capaz de construir componentes semicondutores fotônicos inorgânicos diretamente sobre papel usando métodos químicos," disse o cientista-empresário.
Bibliografia:

Piezoelectric power generation from zinc oxide nanowires grown on paper substrate
M. Y. Soomro, I. Hussain, N. Bano, O. Nur, M. Willander
Physica Status Solidi
Vol.: Article first published online
DOI: 10.1002/pssr.201290002