sexta-feira, 13 de julho de 2012

Microsoft pode acabar com a versão comercial do Windows


Por Roberto Hammerschmidt em 13 de Julho de 2012Empresa deverá disponibilizar o sistema operacional somente através de atualizações e da edição OEM.
Windows 8 poderá ser vendido apenas através de atualizações e da edição OEM (Fonte da imagem: Um Tudo)
A Microsoft está planejando acabar com sua edição comercial do Windows ao oferecer a próxima versão do sistema operacional somente através de atualizações e da venda direta da versão destinada a fabricantes de hardware – chamada de OEM – para usuários domésticos.
A informação foi divulgada por Paul Thurrott e Mary Jo Foley, do podcast “Windows Weekly”, transmitido pelo site TWiT. Segundo eles, a edição completa não estará mais disponível nas lojas, sendo substituída pela opção OEM System Builder destinada anteriormente apenas aos fabricantes de hardware.
Hoje, quem deseja adquirir uma cópia completa do Windows pode comprar a versão comercial (vendida em caixa) ou a edição OEM. Essa última deveria ser vendida apenas para as fabricantes de computadores, mas muitas empresas tem oferecido esta edição como uma compra isolada para os usuários finais.
A alteração pode marcar uma mudança nos planos de licenciamento da Microsoft para o Windows 8 e deve simplificar a oferta para os consumidores, tanto na web quanto em lojas de varejo. A única diferença entre a versão comercial e a OEM é que a primeira oferece suporte de 90 dias via telefone e email a partir da data de ativação.
De acordo com o site de notícias The Verge, a Microsoft confirmou a existência desta versão OEM System Builder para consumidores no início deste mês, revelando que os usuários de Mac teriam que usá-la para instalar o Windows 8.
A empresa irá oferecer uma atualização do novo Windows para usuários das versões XP, Vista e 7 por apenas US$ 39,90. A mudança é boa porque a Microsoft deverá lançar essa edição OEM para consumidores por um preço mais baixo do que o da versão comercial tradicional.
Fonte: TWiTThe Verge, Tecmundo

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Bit molecular levará discos rígidos ao limite

Redação do Site Inovação Tecnológica - 06/07/2012

Bit molecular levará discos rígidos ao limite

O pulso elétrico disparado pela ponta de um microscópio de tunelamento altera a molécula entre diferentes estados de magnetização e condutância.[Imagem: CFN/KIT]

 

Spintrônica molecular

Um bit de informação digital gravado em um disco rígido moderna é formado por cerca de 3 milhões de átomos magnéticos.

Mas dá para fazer o mesmo trabalho com muito menos - mais especificamente, com 51 átomos.

Na verdade, todo o trabalho é feito com um único átomo de ferro, com os outros 50 átomos compondo um escudo protetor contra alterações indesejadas no valor do bit.

Foi isto o que demonstraram pesquisadores da Universidade de Chiba (Japão) e do Instituto de Tecnológica Karlsruhe (Alemanha), em um trabalho que conjuga eletrônica molecular e spintrônica.

 

Proteção orgânica

Toshio Miyamachi e seus colegas construíram uma memória magnética que utiliza uma única molécula para guardar um bit - uma molécula chamada Fe-phen, uma abreviatura de Fe(1,10-phenanthroline)2(NCS)2.

Esta molécula, um complexo metal-orgânico, apresenta um fenômeno chamado spin-crossover, a capacidade de alterar o spin por um estímulo externo, neste caso por um estímulo elétrico.

Usando um pulso elétrico, a molécula pode alternar entre um estado magnético e condutor para um estado não-magnético e de baixa condução - uma posição representa o "0" e a outra representa o "1" binários.

O uso de uma molécula única elimina o entrave do chamado efeito superparamagnético, que vem impedindo a diminuição dos bits dos discos rígidos - o efeito superparamagnético resulta na maior suscetibilidade dos cristais magnéticos a influências termais, à medida que esses cristais diminuem de tamanho.

"Nós usamos uma outra abordagem, e colocamos um único átomo magnético de ferro no centro de uma molécula orgânica constituída de 51 átomos. A camada orgânica protege a informação guardada no átomo central," explica o Dr. Miyamachi.

 

Bit molecular levará discos rígidos ao limite

O coração da molécula é um único átomo de ferro, que fica protegido das "intempéries" por uma camada orgânica. [Imagem: Miyamachi et al./Nat. Commun.]

 

Spintrônica e memresistor

Além de alcançar o limite definitivo de um bit por molécula, esse tipo de memória spintrônica também tem a vantagem de usar um processo de escrita puramente elétrico.

Mas há ainda uma vantagem maior.

Ao ser chaveada pelo pulso elétrico, a molécula Fe-phen apresenta uma larga gama de diferentes condutâncias ao longo de cada uma das configurações magnéticas.

Ou seja, ela apresenta um comportamento memresistivo - o comportamento de ummemristor, o quarto componente eletrônico fundamental, que promete nada menos do que computadores capazes de aprender.

"Essas propriedades memresistivas e spintrônicas combinadas em uma única molécula vão abrir um campo totalmente novo de pesquisas," prevê o Dr. Miyamachi.

 

Bibliografia:
Robust spin crossover and memristance across a single molecule
Toshio Miyamachi, Manuel Gruber, Vincent Davesne, Martin Bowen, Samy Boukari, Loïc Joly, Fabrice Scheurer, Guillaume Rogez, Toyo Kazu Yamada, Philippe Ohresser, Eric Beaurepaire, Wulf Wulfhekel
Nature Communications
Vol.: 3, Article number: 938
DOI: 10.1038/ncomms1940

Fonte: Inovação Tecnológica


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Hotel do Reino Unido substitui a Bíblia por versão digital no Kindle

Do G1, em São Paulo. 02/07/2012 11h35

 

Hóspedes poderão baixar outros livros religiosos por 5 libras.
Decisão de usar leitor digital com a Bíblia não é definitiva.

 

Kindle Touch 3G, anunciado pela Amazon com versão em português (Foto: Reprodução)Kindle terá versão digital da Bíblia em hotel do
Reino Unido (Foto: Reprodução)

 

Um hotel em Newcastle, no Reino Unido, sibstiuiu a Bíblia, livro comumente encontrado nas gavetas destes locais, por versões digitais dela no Kindle, da Amazon. A edição colocada no leitor digital será a mesma distribuída pelos Gideões Internacionais, que estão em diversos hotéis ao redor do mundo.

 

No Hotel Indigo, de acordo com o site "Mashable", os hóspedes poderão baixar outros livros religiosos por 5 libras esterlinas utilizando a rede Wi-Fi do hotel. Outros livros antigos serão vendidos pelo mesmo preço.

 

A decisão de trocar a Bíblia em papel pelo Kindle ainda não é definitiva. O "Mashable" afirma que haverá um período de testes de duas semanas.

 

Fonte: G1

Célula a hidrogênio continua gerando energia depois que combustível acaba

Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/07/2012

Célula a combustível continua gerando energia depois que combustível acaba

Cada célula a combustível de filme fino é minúscula (a pilha serve como referência). À direita, a imagem ampliada de um dos nove pontos que se vê sobre sua superfície, à esquerda. [Imagem: Caroline Perry/Harvard SEAS;Quentin Van Overmeere/Harvard SEAS]

 

Célula com sobrevida

Ela é uma célula a combustível, com todas as vantagens da conversão direta do hidrogênio em eletricidade, sem geração de poluentes.

Mas ela tem também um jeitão muito próprio, por assim dizer, uma "personalidade acumuladora": ela consegue armazenar energia, quase como se fosse uma bateria.

O resultado é uma célula a combustível que continua funcionando depois que seu combustível acaba - ela faz isso aproveitando a energia que armazenou dentro dela própria.

Shriram Ramanathan e seus colegas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, pegaram uma célula a combustível de óxido sólido - ou SOFC na sigla em inglês (solid oxide fuel cell) - e deram a ela a capacidade de armazenar energia de forma eletroquímica.

 

Célula a combustível de óxido sólido

"Essa SOFC de filme fino tira vantagem de avanços recentes na operação de baixa temperatura para incorporar um material novo e mais versátil," explicou Ramanathan.

"O óxido de vanádio (VOx) no anodo comporta-se como um material multifuncional, permitindo que a célula a combustível tanto gere quanto armazene energia," completou.

Na verdade, o anodo é formado por uma dupla camada de VOx e platina, que permitem à célula continuar operando sem combustível por um bom tempo.

 

Célula a combustível continua gerando energia depois que combustível acaba

São pelo menos três mecanismos químicos operando simultaneamente na célula, permitindo seu funcionamento mesmo depois que o suprimento de hidrogênio é retirado. [Imagem: Quentin Van Overmeere, Harvard SEAS]

 

Nos testes, ela funcionou por até 3 minutos e 30 segundos a uma densidade de corrente de 0,2 mA/cm2.

Ramanathan destaca que esta é apenas uma prova de conceito, e que ele e sua equipe já estão trabalhando em melhorias na composição do anodo que deverão estender ainda mais a vida útil da célula no seu período "pós-combustível".

 

Pequenas correntes

Não se trata exatamente de uma bateria, porque o óxido de vanádio não acumula elétrons, ele acumula hidrogênio em sua rede cristalina, que é gradualmente liberado e oxidado no anodo.

A célula a combustível com sobrevida será interessante para dispositivos pequenos, como robôs e veículos aéreos não tripulados.

 

Bibliografia:
Energy Storage in Ultrathin Solid Oxide Fuel Cells
Quentin Van Overmeere, Kian Kerman, Shriram Ramanathan
Nano Letters
Vol.: Article ASAP
DOI: 10.1021/nl301601y

Fonte: Inovação Tecnológica