segunda-feira, 28 de maio de 2012

Copiar obras para uso pessoal não é mais crime no Brasil

Por Nilton Kleina em 25 de Maio de 2012

 

Fim de quebra de direitos autorais só acontece se não houver lucro.

 

(Fonte da imagem: ThinkStock)

 

Sabe quando você copia um CD de músicas de um colega ou tira xerox de um livro para trabalhos de escola ou faculdade? Até as mudanças discutidas nesta quinta-feira (24), acredite: isso era considerado crime pelo Código Penal do país e podia gerar penas de até quatro anos de prisão.

Agora, de acordo com as novidades na legislação, copiar integralmente vídeos, fotos, áudios ou livros são todas atividades legalizadas, desde que seja feita apenas uma cópia (para quem vai utilizar o material) para fins não lucrativos. Desse modo, o crime de quebra de direitos autorais só passa a valer quando há o comércio desses conteúdos.

O texto, aprovado pela comissão de mudanças no Código Penal, vai para discussão no Senado a partir de 25 de junho.

Fonte: Estadão; Tecmundo

Explay Crystal, o mais novo celular com display transparente do mercado

Por Nilton Kleina em 28 de Maio de 2012

 

Aparelho não se destaca em potência, mas esbanja estilo com tela limpa.

 

(Fonte da imagem: Divulgação/Explay)

 

Telas transparentes já existem há algum tempo na área de telefonia, mas nenhuma era tão translúcida quanto a do Crystal, o mais recente lançamento da companhia Explay. Apesar de não apresentar novas tecnologias de funcionamento, como a da NTT Docomo, o aparelho chega para conquistar um lugar entre os consumidores que buscam um celular com design único.

Vale lembrar que o primeiro da categoria é o Xperia Pureness, que ainda apresentava uma tela em preto e branco. Já a Lenovo, com o S800, foi a primeira a trazer a combinação entre cores e o efeito de transparência.

Custando o equivalente a US$ 220 (cerca de R$ 430), o Crystal não tem tantos atrativos, exceto a tela transparente: é um aparelho básico para receber e efetuar chamadas, que suporta dois chips SIM, tem player multimídia, Bluetooth e câmera para fotos e vídeos.

Por enquanto, o lançamento é apenas para o mercado russo, que recebe o aparelho a partir de 1° de julho.

Fonte: Tecmundo

Avanço sólido das células solares orgânicas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/05/2012

Células solares orgânicas de estado sólido

O eletrólito de estado sólido dá durabilidade a estas que são as mais promissoras células solares, com potencial para impulsionar o uso da energia solar. [Imagem: Chung et al./Nature]

 

Baratas e flexíveis

As células solares fotovoltaicas, feitas de silício, são eficientes, mas não são baratas.

Suas competidoras mais promissoras são as células solares orgânicas, que, de certa forma, imitam a fotossíntese.

Elas podem ser muito mais baratas do que as células solares de silício porque podem ser fabricadas por impressão, e podem ser impressas sobre superfícies flexíveis, adaptando-se melhor à arquitetura das construções e dos objetos.

Esse tipo alternativo de célula solar também é conhecido pela sigla DSC (Dye-Sensitized Solar Cells - células solares sensibilizadas por corantes), ou como células solares de Gratzel.

 

Corantes corrosivos

Mas as células solares orgânicas têm um problema: os corantes usados são essencialmente líquidos, e líquidos muito corrosivos, que eventualmente vazam e destroem a célula solar.

Em 2010, uma equipe norte-americana criou algumas alternativas, que substituíram o líquido por um gel, minimizando o problema dos vazamentos e eliminando a cara platina dos eletrodos.

Parece não ter sido ainda suficiente, porque, dois anos depois, e ninguém conseguiu montar um protótipo confiável o bastante - os melhores duraram 18 meses.

 

Célula com corante sólido

Agora, pesquisadores conseguiram construir uma célula de Gratzel inteiramente de estado sólido, eliminando de vez o problema dos vazamentos e da durabilidade das células.

A nova solução vem pelas mãos da equipe de Robert Chang e Mercouri Kanatzidis, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.

"Nós criamos um novo material robusto, que torna o conceito da célula de Gratzel ainda melhor. Nosso material é sólido, não líquido, de forma que ele não pode vazar e corroer as células," disse Kanatzidis.

O eletrólito líquido das células originais de Gratzel foi substituído por um composto de césio, estanho e iodo (CsSnI3).

Ao contrário do conceito original, a nova célula solar orgânica de estado sólido usa semicondutores tanto do tipo p (positivo) quanto do tipo n (negativo), conectados por uma camada de moléculas de corante.

Nanopartículas de dióxido de titânio, quase esféricas, fazem o papel de semicondutor do tipo n. O novo material (CsSnI3) faz o papel de um semicondutor solúvel do tipo p - depois de aplicado, o solvente evapora e a célula solar fica inteiramente sólida.

 

Célula solar tipo Gratzel

O protótipo apresentou uma eficiência excepcional para as células solares orgânicas: 10,2%.

A melhor célula solar de Gratzel construída até agora, mas sujeita a vazamentos, alcançou uma eficiência de 12%, enquanto as células solares de silício disponíveis no mercado alcançam 20%.

A grande eficiência foi alcançada por que o próprio material sólido agora desenvolvido é um absorvedor de luz, um papel que não é desempenhado pelo eletrólito líquido original.

Essa dupla personalidade do semicondutor faz com que a nova célula solar não possa ser rigorosamente descrita como sendo uma célula de Gratzel - é uma variante desta.

"Isto é apenas o começo. Nosso conceito é aplicável a muitos tipos de células solares. Há muito espaço para crescermos," disse Robert Chang.

 

Bibliografia:
All-solid-state dye-sensitized solar cells with high efficiency
In Chung, Byunghong Lee, Jiaqing He, Robert P. H. Chang, Mercouri G. Kanatzidis
Nature
Vol.: 485, 486-489
DOI: 10.1038/nature11067

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Memristores de silício prometem memórias mais inteligentes

Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/05/2012

Memristores de silício prometem memórias mais inteligentes

A nova memória resistiva (ReRAM) é baseada em memristores, componentes eletrônicos que conseguem se lembrar da última corrente que os atravessou, imitando as sinapses cerebrais.[Imagem: UCL/Adnan Mehonic]

 

Memória de silício

Poucos dias depois de um experimento histórico, quando cientistas demonstraram que um novo componente eletrônico pode permitir a construção de computadores que aprendem, os memristores voltam às manchetes, agora ainda com mais força.

Uma equipe da Universidade College London, no Reino Unido, conseguiu fabricar um tipo específico de memristor usando apenas óxido de silício, o material mais comum da eletrônica.

A resistência de um memristor depende da última corrente elétrica que passou por ele.

Essa capacidade de "lembrança" permite que o componente imite as sinapses cerebrais, eventualmente levando à construção dosprocessadores cognitivos, capazes de aprender.

 

Descoberta por acaso

A descoberta foi feita por acaso, quando Adnan Mehonic estava tentando construir LEDs de silício, mas o material parecia instável demais.

Em um dos experimentos, os átomos de silício se alinharam, formando filamentos de no interior do óxido, que possui uma resistência elétrica maior do que o elemento puro.

Mehonic então descobriu que o material não era instável, ele simplesmente alternava entre comportamentos condutores e não-condutores de forma muito previsível.

A presença ou ausência dos nanofios de silício funcionava como uma "chave" entre os níveis de maior e de menor resistência.

Assim, embora seja tecnicamente uma memória resistiva, e não o que se poderia chamar de um "memristor autêntico", o novo componente apresenta um comportamento memresistivo.

Isto é particularmente interessante porque os memristores fabricados até agora dependem de óxidos de vários elementos, incluindo titânio, selênio e germânio.

Fabricá-los apenas com silício seria muito mais fácil, barato e rápido.

 

Resistência variável

Já não mais por acaso, a equipe trabalhou então para fabricar protótipos do material sólido com resistência continuamente variável, configurando então o comportamento de memristor em sua memória resistiva.

Embora não seja tão rápida quanto as memórias DRAM, uma memória resistiva ouReRAM, supera as memórias flash, já que também é não volátil, ou seja, não perde dados na ausência de energia.

"O fato de que o componente pode operar em condições ambiente e tem uma resistência continuamente variável abre possibilidades enormes de aplicação. Nós também estamos trabalhando na construção de um componente de quartzo, para o desenvolvimento de circuitos eletrônicos transparentes," disse Tony Kenyon, coordenador da pesquisa.

"Durante o desenvolvimento da prova do conceito nós demonstramos que é possível programar os chips usando o ciclo entre dois ou mais estados de condutividade. O potencial para esse material é gigantesco," concluiu Mehonic.

 

Bibliografia:
Resistive switching in silicon suboxide films
Adnan Mehonic, Sébastien Cueff, Maciej Wojdak, Stephen Hudziak, Olivier Jambois, Christophe Labbé, Blas Garrido, Richard Rizk, Anthony J. Kenyon
Journal of Applied Physics
Vol.: 10.1063/1.3701581
DOI: 10.1063/1.3701581

Fonte: Inovação Tecnológica