sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Cubo holográfico absurdamente pequeno pode aniquilar os HDs e SSDs

Por Roberto Hammerschmidt, 10 de Fevereiro de 2012

Nova tecnologia de armazenamento já é realidade: empresa cria cubo de 1 cm com capacidade de 1,2 TB.

(Fonte da imagem: Keol)

 

A memória holográfica oferece a possibilidade de armazenar 1 terabyte de dados dentro de um cristal do tamanho de um cubo de açúcar. Mas o custo elevado sempre foi um entrave no seu desenvolvimento. Agora, uma empresa chamada AON afirma ter desenvolvido um cubo de armazenamento holográfico de 1,2 TB, com poder de transferir dados a mais de 155 MB/s.

Segundo a empresa, foi usado um material fotorefrativo na composição do produto. O custo é relativamente baixo: entre US$ 0,11 e US$ 0,83 por gigabyte. De acordo com um gráfico divulgado pela Laser Focus World, o valor é muito mais baixo que o de qualquer outro tipo de mídia de armazenamento.

A Channel Register afirma que a AON ainda está aprimorando a tecnologia e poderá desenvolver cubos com capacidades ainda maiores de armazenamento, chegando a incríveis 9,6 TB, aumentando a taxa de transferência para valores quase surreais: 1,24 GB/s.

 

A tecnologia do futuro?

Os sistemas de armazenamento holográfico funcionam de forma similar a CDs e DVDs, porém, com a capacidade de operar (ler e gravar dados) por dentro da mídia; não apenas na sua superfície. O armazenamento é feito de forma tridimensional, sendo capaz de guardar mais informações em um espaço menor, além de oferecer um tempo mais curto de transferência de dados.

A tecnologia foi proposta em 1960 por Pieter J. Van Heerden, cientista da Polaroid. Porém, os custos e a clara falta de vantagens sobre mídias de armazenamento concorrentes evitaram que a tecnologia fosse desenvolvida.

Glenn Gladney, CEO e presidente da AON, diz que está procurando parceiros estratégicos para colaborarem com a empresa de forma que ela possa concluir o desenvolvimento de sua tecnologia. Por favor, parceiros, colaborem.

Fonte: Tecmundo

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Bateria fina e flexível é tecida na roupa

Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/02/2012

Roupas eletrônicas: bateria flexível pode ser tecida

A bateria é fabricada em folhas, com a espessura e textura semelhantes às do couro. Depois ela pode ser cortada em qualquer espessura, espessura essa que vai determinar a tensão que ela fornece. [Imagem: Maksim Skorobogatiy]

 

Roupas eletrônicas

Em busca das roupas inteligentes, cientistas já conseguiram fabricar até mesmo transistores de algodão, o que está permitindo tecer os primeiros circuitos lógicos na própria malha do tecido.

Roupas eletrônicas prometem o máximo de portabilidade, com o aparelho eletrônico sendo simplesmente vestido.

Mas você ainda precisaria reservar um bolso para levar abateria para alimentar suacamisetaPad.

Não mais, porque engenheiros canadenses acabam de criar baterias totalmente flexíveis.

Com a estrutura de fios grossos, as baterias flexíveis foram incorporadas em um tecido de algodão comum, acionando um conjunto de LEDs também tecidos na própria roupa.

 

Bateria de lítio flexível

O Dr. Maksim Skorobogatiy e seus colegas da Escola Politécnica de Montreal construíram sua bateria fazendo um sanduíche de um eletrólito de oxipolietileno com dois eletrodos, um de fosfato de ferro-lítio (catodo) e outro de titanato de lítio (anodo).

São todos materiais sólidos e, embora não tão flexíveis quanto os fios de algodão - sua textura lembra mais o couro - oferecem uma solução mais adequada para as roupas inteligentes do que carregar uma bateria no bolso.

Roupas eletrônicas: bateria flexível pode ser tecida

Um tecido já com os fios-bateria incorporados na trama. [Imagem: Maksim Skorobogatiy]

 

Na verdade, como primeira bateria recarregável de íons de lítio totalmente sólida e ainda flexível, a inovação merece seu próprio desfile de moda.

 

Roupa de segurança

E o Dr. Skorobogatiy afirma que a capacidade de energia das suas baterias flexíveis é surpreendente.

Segundo ele, uma "roupa de segurança", totalmente trançada com seus fios-bateria, fornece energia suficiente para salvar vidas, podendo emitir sinais de alerta ou mesmo alimentar um desfibrilador.

No momento, o único inconveniente é que a bateria flexível não é lavável.

Outra tecnologia que está sendo pesquisada para alimentar as roupas eletrônicas e outros aparatos portáteis são os nanogeradores, que ainda têm potência muito baixa para alimentar aparelhos como celulares ou tablets.

Roupas eletrizantes poderão alimentar seu celular

 

Bibliografia:
Flexible, Solid Electrolyte-Based Lithium Battery Composed of LiFePO4 Cathode and Li4Ti5O12 Anode for Applications in Smart Textiles
Y. Liu, S. Gorgutsa, Clara Santato, M. Skorobogatiy
Journal of The Electrochemical Society
Vol.: 159, Issue 4, pp. A349-A356
DOI: 10.1149/2.020204jes

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Discos rígidos podem ser gravados com calor

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/02/2012

Gravação de discos rígidos pode ser feita com calor

O feito é mais surpreendente porque sempre se acreditou que o calor destruísse a ordem magnética. [Imagem: Johan Mentink/Alexey Kimel/Richard Evans]

 

Gravação magnética com calor

Uma equipe internacional de cientistas demonstrou uma forma quase inacreditável de ler e escrever bits magnéticos em um disco rígido.

Eles descobriram que é possível gravar as informações usando apenas calor.

E não apenas isso, como também a gravação com calor é muito mais rápida do que a técnica atual, que utiliza campos magnéticos.

Segundo eles, a técnica permite que as informações sejam processadas centenas de vezes mais rapidamente do que pelo método magnético, além de exigir menos energia.

"Em vez de usar um campo magnético para gravar as informações na mídia, nós exploramos forças internas muito mais fortes e gravamos os dados usando apenas o calor," afirmou o Dr. Thomas Ostler, da Universidade de Iorque, no Reino Unido, principal autor da pesquisa.

"Este método revolucionário permite a gravação de terabytes (milhares de gigabytes) de dados por segundo, centenas de vezes mais rápido do que a tecnologia atual de discos rígidos. Como não há necessidade de um campo magnético, há também um menor consumo de energia," prossegue ele.

Gravação de discos rígidos pode ser feita com calor

Os cientistas afirmam ser possível atingir uma densidade de armazenamento de 10 petabytes por metro quadrado a uma velocidade de 200 Gb/s. Isso representa 10 vezes mais dados por área, gravados 300 vezes mais rápido, do que os discos rígidos atuais. [Imagem: Richard Evans/University of York]

 

Calor e magnetismo

O feito é mais surpreendente porque sempre se acreditou que o calor destruísse a ordem magnética.

"Durante séculos, acreditou-se que o calor só pudesse destruir a ordem magnética. Agora nós conseguimos demonstrar que o calor pode, de fato, ser um estímulo suficiente para registrar informações em meio magnético," completa o Dr. Alexey Kimel, coautor do estudo.

Até agora se acreditava que a única forma de gravar um bit de informação - fundamentalmente inverter os pólos de um ímã - consistia em aplicar um campo magnético externo.

Quanto mais forte for o campo magnético aplicado, mais rápido será feita a gravação do bit magnético.

A indústria sabe disso, mas há tempos não consegue reduzir o tempo de gravação de um bit magnético, que atualmente está por volta de 1 nanossegundo.

O que a equipe demonstrou é que as posições dos pólos norte e sul do ímã, ou do domínio magnético que representa um bit, podem ser invertidas por um pulso ultracurto de calor.

A súbita elevação da temperatura altera a orientação do ímã em 2 milésimos de nanossegundo.

Segundo os cientistas, com a técnica de escrita por calor é possível atingir uma densidade de armazenamento de 10 petabytes por metro quadrado a uma velocidade de 200 Gb/s. Isso representa 10 vezes mais dados por área, gravados 300 vezes mais rápido, do que os discos rígidos atuais.

Gravação de discos rígidos pode ser feita com calor

O ferro é representando em azul e o gadolínio em vermelho. Mas os cientistas ainda não sabem explicar com detalhes o que se passa com eles para que o valor dos bits fique se alternando com pulsos subsequentes de calor. [Imagem: Richard Evans/University of York]

 

Calor direcional

O campo magnético gerado pela cabeça de gravação de um disco rígido possui uma direção, o que permite que ela grave ou um 0 ou um 1 - ou, em outros termos, faça o ímã apontar para o norte ou para o sul - de forma totalmente controlada.

Já um pulso de calor não tem direção. Como é possível então controlar o que será gravado?

Os pesquisadores ainda não têm uma explicação para isso - eles só têm certeza que o processo funciona de forma totalmente controlável.

Mas eles levantam a hipótese de que isto se deve à combinação de átomos no material magnético usado, uma liga de ferro e do metal de terras raras gadolínio.

Cada átomo tem seu próprio magnetismo, e normalmente os dois elementos apontam em direções opostas. Como os átomos de gadolínio são magneticamente mais fortes, os átomos de ferro se alinham com eles.

Um pulso de calor muito curto - de 1/10.000 de nanossegundo - é suficiente para desarranjar a orientação em massa dos átomos de ferro. Os átomos de gadolínio reagem mais lentamente. Quando o material esfria de novo, os átomos dos dois materiais estão apontando em direções opostas.

Mas basta repetir o processo para que todos os átomos se agitem - e os átomos de ferro voltam a acompanhar os átomos de gadolínio.

"Nós ainda não entendemos todos os detalhes desse mecanismo ainda," confessa o Dr. Ostler.

Os pulsos de calor são disparados com um laser. Segundo os pesquisadores, com a eliminação dos eletroímãs no interior de um disco rígido, o equipamento poderá consumir muito menos energia, mesmo levando em conta o consumo do laser.

 

Bibliografia:
Ultrafast heating as a sufficient stimulus for magnetization reversal in a ferrimagnet
T.A. Ostler, J. Barker, R.F.L. Evans, R.W. Chantrell, U. Atxitia, O. Chubykalo-Fesenko, S. El Moussaoui, L. Le Guyader, E. Mengotti, L.J. Heyderman, F. Nolting, A. Tsukamoto, A. Itoh, D. Afanasiev, B.A. Ivanov, A.M. Kalashnikova, K. Vahaplar, J. Mentink, A. Kirilyuk, Th. Rasing, A.V. Kimel
Nature Communications
07 February 2012
Vol.: 3, Article number: 666
DOI: 10.1038/ncomms1666

Fonte: Inovação Tecnológica

Arquitetura unificada melhora desempenho de computadores em 20%

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/02/2012

Colaboração entre CPU e GPU melhora desempenho de computadores em 20%

A arquitetura unificada coloca CPU e GPU trabalhando naquilo que cada uma é melhor.[Imagem: Cortesia AMD]

 

Colaboração CPU-GPU

Uma nova técnica de interligação dos processadores gráficos com os processadores principais aumenta o desempenho dos computadores em mais de 20%.

E isto sem exigir a integração de nenhuma nova tecnologia de hardware em relação aos computadores fabricados hoje.

A técnica consiste em fazer com que as GPUs (graphics processing units, ou processadores gráficos) colaborem com as CPUs (central processing units, os processadores principais de cada computador).

Os fabricantes já estão produzindo processadores de "arquitetura unificada", que incluem as CPUs e as GPUs em um único chip, com ganhos sobretudo de custos e de eficiência energética.

"Entretanto, o núcleo da CPU e o núcleo da GPU continuam trabalhando quase exclusivamente em funções separadas. Eles raramente colaboram para executar um determinado programa, de forma que eles não são tão eficientes quanto poderiam ser," explica o Dr. Huiyang Zhou, da Universidade da Carolina do Norte, um dos criadores da nova técnica.

 

GPUs e CPUs

As GPUs foram projetadas para executar programas gráficos, o que significa que elas são muito rápidas para executar cálculos individuais - tanto que as GPUs se transformaram nas peças principais de supercomputadores.

As CPUs não são tão rápidas, mas são muito mais flexíveis, podendo desempenhar tarefas mais complexas com maior eficiência.

"Nossa técnica consiste em permite que os núcleos GPU executem as funções de cálculo, enquanto as CPUs carregam e preparam os dados que as GPUs vão precisar, vindos da memória," explica o Dr. Zhou.

Isso coloca cada um dos dois núcleos fazendo aquilo no que são melhores.

 

Arquitetura unificada

CPUs e GPUs leem os dados da memória praticamente na mesma velocidade, mas as GPUs conseguem triturá-los muito mais rapidamente.

Assim, a CPU fica encarregada de descobrir o que a GPU vai necessitar a seguir, busca esses dados na memória e os entrega prontos, eliminando a necessidade da GPU consultar e memória, deixando-a concentrada naquilo que ela tem de melhor, que é fazer cálculos.

Nos testes preliminares, a equipe mensurou uma melhoria de desempenho nessa arquitetura unificada de 21,4% em comparação com os mesmos núcleos trabalhando da forma como trabalham hoje - nos novos chips onde ambos veem na mesma pastilha.

O trabalho foi financiado pela AMD.

 

Bibliografia:
CPU-Assisted GPGPU on Fused CPU-GPU Architectures
Yi Yang, Ping Xiang, Mike Mantor, Huiyang Zhou
HPCA-18 - 18th International Symposium on High Performance Computer Architecture
Feb. 27, 2012

Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Estrada magnética fornece energia para carros elétricos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 07/02/2012

Carros elétricos recarregados na estrada por campos magnéticos

Os campos magnéticos (em vermelho) são responsáveis pela transferência da eletricidade através do ar, podendo recarregar os carros elétricos enquanto eles rodam pela estrada em alta velocidade.[Imagem: Sven Beiker/CARS/Stanford University]

 

Recarregamento de baterias sem fios

Já pensou em rodar com umcarro elétrico sem nenhuma preocupação com recarregar as baterias?

Pois esta é a promessa de uma nova tecnologia desenvolvida por engenheiros da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

A energia elétrica é transmitida sem fios por bobinas instaladas ao longo de toda a rodovia, abaixo do asfalto.

"Você poderá até mesmo ter mais energia nas baterias no final da sua viagem do que quando você saiu de casa," disse Richard Sassoon, membro da equipe que desenvolveu o novo princípio de recarregamento sem fio de baterias.

 

Acoplamento magnético

A transferência de eletricidade sem fios é baseada em uma técnica batizada de acoplamento magnético ressonante.

Duas bobinas de cobre são ajustadas para entrar em ressonância naturalmente, de forma similar ao que acontece a duas taças de cristal, que vibram harmonicamente quando uma nota é tocada.

As duas bobinas devem ser colocadas a uma pequena distância uma da outra.

A bobina que é conectada à energia gera um campo magnético que faz a segunda entrar em ressonância, como se estivesse sujeita ao mesmo campo magnético.

E, como uma bobina sujeita a um campo magnético é sinônimo de gerador, a ressonância magnética entre as duas bobinas resulta na transferência de eletricidade, invisível e sem contato, através do ar.

"Aparelhos elétricos ajustados em outras frequências não serão afetados. A transferência de energia sem fios somente vai ocorrer se os dois ressonadores estiverem em sintonia," diz Xiaofang Yu, que realizou os experimentos juntamente com seu colega Sunil Sandhu.

 

Interferência metálica

"O asfalto provavelmente terá pouco efeito, mas os elementos metálicos na carroceria do carro podem afetar drasticamente os campos eletromagnéticos. Foi por isso que fizemos um estudo para descobrir o esquema ótimo de transferência quando grandes objetos metálicos estão presentes," explica Fan.

A resposta é que a bobina ligada a uma placa metálica poderá suportar a transferência de 10 kW de potência a 1,98 metro de distância desde que ela seja colocada em um ângulo exato de 90 graus em relação à bobina receptora.

A eficiência da transferência de energia é de 97% quando os veículos trafegam a uma velocidade de 90 km/h.

Os pesquisadores demonstraram a transferência de 10 kilowatts de energia a uma distância de praticamente dois metros.

Isso seria suficiente para alimentar inteiramente um carro elétrico, deixando suasbaterias apenas como reserva, ou para uma exigência extra no caso de uma aceleração ou uma subida mais íngreme.

 

Eletricidade sem fios

O princípio é similar ao que está sendo usado em um experimento com autobondes elétricos na Coreia do Sul, onde as baterias dos veículos são recarregadas na própria estrada.

O grande problema dessa abordagem para a alimentação de veículos elétricos é a necessidade de reconstrução de todas as rodovias, para instalação do aparato elétrico subterrâneo.

Desde que cientistas do MIT demonstraram a transmissão de eletricidade sem fiosem 2007, o princípio vem sendo explorado em inúmeros campos, do recarregamento das baterias de implantes cardíacos até a alimentação de lentes de contato biônicas.

Na área automotiva, o movimento dos pneus transformado em eletricidade também já foi utilizada como auxiliar para o recarregamento das baterias dos carros elétricos.

 

Bibliografia:
Wireless energy transfer with the presence of metallic planes
Xiaofang Yu, Sunil Sandhu, Sven Beiker, Richard Sassoon, Shanhui Fan
Applied Physics Letters
Vol.: 99, 214102
DOI: 10.1063/1.3663576

Fonte: Inovação Tecnológica