sábado, 10 de dezembro de 2011

HP vai lançar WebOS em código livre para tentar reviver a plataforma

Por Nilton Kleina, 9 de Dezembro de 2011

Sistema operacional descontinuado logo depois do lançamento terá nova chance nas mãos de desenvolvedores independentes.

(Fonte da imagem: Divulgação / HP)

 

O WebOS, plataforma para dispositivos móveis da HP que teve os serviços encerrados dois meses depois do lançamento do primeiro tablet com suporte a ele, vai ganhar uma nova chance no mercado. A nova estratégia da empresa, que considerava até a venda do serviço, é lançá-lo em código aberto. Será que não apareceu nenhum comprador?

Em um comunicado oficial à imprensa, a HP disse que pretende estabelecer uma parceria com os desenvolvedores independentes interessados em modificar a plataforma, lançando uma nova geração de aplicativos e funções criativas para o WebOS. Apesar da liberação, a companhia confirmou que deve atuar ativamente como investidora e incentivadora do projeto.

Com a HP liberando o código do sistema operacional, qualquer desenvolvedor ficará livre para desenvolver em cima da plataforma. Além disso, os interessados também poderão obter o código do ENYO, o framework lançado em conjunto com o sistema operacional.

Os aparelhos que rodam o WebOS ainda não têm um futuro definido. A HP não informou quando vai lançar o código da plataforma na rede.

Fonte: Tecmundo

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A ciência comprova: Crepúsculo e BBB podem deixar você mais burro

Por Nilton Kleina, 8 de Dezembro de 2011

Estudo comprova que comportamentos fúteis deixam o espectador menos inteligente sem que ele perceba.

Os críticos da televisão e do excesso de reality shows na programação ganharam um forte argumento a seu favor. Uma pesquisa feita por psicólogos da Universidade de Linz, na Áustria, chegou à conclusão de que o conteúdo que consumimos em livros, TV ou internet pode modificar nosso desempenho cognitivo de uma maneira muito mais poderosa do que imaginávamos.

No experimento, os voluntários leram um roteiro sobre um personagem fictício que leva uma vida extremamente fútil: ele arrumava em brigas por causa de esporte, ficava bêbado em bares todas as noites e não conseguia interpretar leituras simples. Já outro grupo de pessoas leu um texto sobre o mesmo personagem, mas todas as ações feitas por ele eram inteligentes e úteis.

Em seguida, todos responderam a um questionário de conhecimentos gerais com perguntas como “Qual a capital da Líbia?” e “Quem pintou o quadro Guernica?”, todas fáceis ou cujas respostas estão em telejornais ou programas culturais. O resultado, de acordo com oBodyOdd, foi surpreendente: quem leu a história do sujeito fútil saiu-se muito pior no quiz do que aqueles que acompanharam a história do personagem inteligente.

Os psicólogos explicam que ler ou ouvir sobre um personagem com um comportamento de sentimentos  negativos, como preguiça, violência, raiva ou até burrice, faz com que o espectador seja influenciado por eles e até reproduza algumas das ações da ficção na vida real. Desse modo, a decisão final é toda sua, já que o resultado depende do livro ou programa de TV escolhido.

Fonte: Tecmundo

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Célula de combustível de 4 polegadas poderá mover um carro sozinha

Por Roberto Hammerschmidt, 8 de Dezembro de 2011

Tecnologia criada por pesquisadores terá o mesmo poder que um motor a gasolina.

(Fonte da imagem: Dvice)

Carros elétricos precisam de um gerador movido à gasolina para funcionar em longas viagens. O problema é que quando eles dependem desse gerador, não são mais eficientes que um carro convencional, por causa da bateria.

Pesquisadores da Universidade de Maryland criaram uma célula de combustível que pode funcionar de forma mais eficiente que esse gerador. E elas poderão ser usadas com qualquer combustível, incluindo gasolina, diesel ou gás natural.

 

Células mais poderosas

As células de combustível que os pesquisadores utilizaram geram energia através de uma reação química, ao invés da queima de combustível (como toda célula desse tipo). Elas foram criadas para gerar energia para prédios e sempre foram consideradas impróprias para carros, porque operam em uma temperatura muito alta, em torno de 900 graus Celsius.

Os pesquisadores conseguiram desenvolver essa célula de forma mais compacta, com poder de produzir 10 vezes mais energia que as convencionais, além de ser menor que um motor a gasolina garantindo a mesma potência.

Além disso, eles baixaram a temperatura da célula, o que permitirá o uso de materiais mais baratos. No momento elas estão funcionando a 650 graus Celsius, mas os pesquisadores estão trabalhando para baixar esse valor para 350 graus Celsius.

 

Revolução no carro

Uma única grande pilha de combustível de 4 polegadas poderá ser suficiente para abastecer um carro inteiro. O grande problema é que o carro precisa de um tempo para ser ligado até a temperatura ser alcançada. No dia-a-dia, isso desgastaria a célula, reduzindo sua vida útil.

A ideia então é juntá-la com uma bateria, que ligaria o carro enquanto a célula de combustível é aquecida, pra depois ela começar a recarregar a bateria do carro, da mesma forma como funciona o Chevrolet Volt.

As primeiras aplicações dessa célula serão feitas em cabines de caminhões, que estão sendo testadas para ligar aparelhos de ar condicionado, televisores, micro-ondas que ficam dentro do interior das cabines, reduzindo em 85% o consumo de energia, em comparação com o caminhão em marcha lenta.

Fonte: Tecmundo

Antena de luz biológica é reproduzida artificialmente

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/12/2011

Fotossíntese artificial: Antena de luz biológica é reproduzida artificialmente

O sistema de fotossíntese das bactérias verdes consiste de uma antena coletora de luz (verde) chamada clorossomo, e de um centro de reação que, em última instância, produz ATP. A energia da luz que os pigmentos absorvem é transferida para o centro de reação (vermelho) através de um complexo proteína-pigmentos (dourado).[Imagem: Robert Blankenship/WUSTL]

 

Fotossíntese artificial

Se você acha que a exploração daenergia solar se restringe às células solares, sejam elas feitas de silício ou de polímeros orgânicos, está enganado.

Uma florescente área de pesquisa está se concentrando na chamadafotossíntese artificial.

Enquanto as células solares tradicionais nasceram da compreensão do funcionamento dos materiais semicondutores inorgânicos, a fotossíntese artificial quer imitar os sistemas fotossintéticos das plantas e de algumas bactérias.

Agora, cientistas da Universidade de St. Louis, nos Estados Unidos, deram um passo fundamental rumo à criação defolhas artificiais, capazes de coletar a luz do Sol e transformá-la em energia utilizável pelo homem.

Olga Mass e seus colegas construíram do zero um componente crucial do sistema responsável pela fotossíntese das plantas - uma antena coletora de luz.

 

Antena de luz

A luz é uma radiação eletromagnética, podendo ser captada por antenas adequadas, da mesma forma que antenas de rádio ou antenas de TV são adaptadas para captar os comprimentos de onda de suas respectivas transmissões.

A antena biomimética foi inspirada nos clorossomos das bactérias verdes, um avanço tecnológico fundamentado em uma descoberta da ciência básica feita há apenas dois anos.

Os clorossomos são gigantescas estruturas de células pigmentares que formam antenas espetacularmente eficientes, capazes de captar mesmo a tênue luz que chega às grandes profundidades oceânicas, onde as bactérias vivem.

Imitando os sistemas fotossintéticos biológicos, os pesquisadores construíram "clorossomos artificiais".

São na verdade sistemas híbridos, que combinam partes naturais e partes sintéticas, mas que funcionam com o mesmo princípio dos sistemas biológicos.

Fotossíntese artificial: Antena de luz biológica é reproduzida artificialmente

A natureza oferece três pontos de partida para a criação de pigmentos sintéticos: porfirina, clorina e bacterioclorina. A hemoglogina é uma porfirina, a clorofila é uma clorina e os pigmentos das bactérias fotossíntéticas são chamadas bacterioclorinas. Cada uma delas absorve diferentes partes do espectro solar. [Imagem: Holten/WUSTL]

 

Clorinas

Em trabalhos similares, os cientistas vinham usando sobretudo moléculas chamadasporfirinas.

Com os novos conhecimentos, o grupo partiu para a clorinas, a base para os pigmentos encontrados nos clorossomos das bactérias verdes, e que levam a absorção da luz mais para o lado vermelho do espectro visível.

O grupo demonstrou que os pigmentos podem se automontar, o que viabiliza a construção da antena de luz que, nas bactérias, chega a ter 250.000 moléculas.

Os cientistas também demonstraram que o processo de automontagem pode ocorrer em uma superfície plana, o que facilitará a construção dos primeiros protótipos de células solares biomiméticas.

Bibliografia:
De novo synthesis and properties of analogues of the self-assembling chlorosomal bacteriochlorophylls
Olga Mass, Dinesh R. Pandithavidana, Marcin Ptaszek, Koraliz Santiago, Joseph W. Springer, Jieying Jiao, Qun Tang, Christine Kirmaier, David F. Bocian, Dewey Holten, Jonathan S. Lindsey
New Journal of Chemistry
Vol.: 35, 2671-2690
DOI: 10.1039/C1NJ20611G

Fonte:

Wireless gigabit encontra você para lhe enviar seus dados

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/12/2011

Rádio ultra-banda encontra você para lhe enviar seus dados

As aplicações do novo sistema de transmissão de dados sem fios ainda não foram integralmente mapeadas, mas vão das redes heterogêneas em ambiente industriais às redes internas dos aviões. [Imagem: EUWB Project]

Dados com localização

Uma nova tecnologia de rádio transmite dados a uma velocidade de até 1 gigabit por segundo (Gb/s), usando até 10 vezes menos energia do que as tecnologias wireless atuais.

Como recurso adicional, a tecnologia é capaz de determinar a localização de uma pessoa ou objeto com uma precisão de 50 centímetros.

Além de acelerar as comunicações, essa capacidade de localização poderá criar aplicações totalmente novas, incluindo ajustes nos controles de automóveis e liberação de uso de computadores e outros equipamentos pela simples aproximação de um usuário autorizado.

Banda ultra-larga

O rádio UWB (Ultra-WideBand, banda ultra-larga), também conhecido como ultra-banda, usa uma faixa maior do espectro de rádio para transmitir e receber dados. A curtas distâncias, a tecnologia é imbatível.

Ela é capaz, por exemplo, de transmitir dados em velocidades extremamente elevadas, superando os cabos USB para a conexão entre periféricos e o computador.

Em velocidades mais baixas, a ultra-banda oferece canais de comunicações mais robustos e uma característica única de localização, precisa e em tempo real.

Tudo isto com um consumo de energia menor do que Wi-Fi, Bluetooth e outras tecnologias sem fio.

Rádio-localização

Uma das aplicações que mais chamam a atenção é a possibilidade de ajustes automáticos de equipamentos, bastando que a pessoa porte uma chave de identificação, semelhante às usadas nos automóveis, dotada com a tecnologia ultra-banda.

As vantagens vão além de abrir as portas e acender as luzes ante a aproximação do motorista.

Se um casal, por exemplo, compartilha o mesmo carro, a tecnologia é capaz de identificar qual deles está no banco do passageiro e qual está ao volante, ajustando prontamente bancos, espelhos, altura do volante etc.

Um protótipo totalmente funcional já foi desenvolvido pela Bosch, que é uma das parceiras do consórcio que está tentando trazer a ultra-banda para o mercado.

Outro parceiro, a holandesa Philips, demonstrou um sistema de home-theatre que ajusta o volume e a distribuição do som entre as caixas dependendo da localização da pessoa dentro da sala.

"Com a UWB, a detecção de localização é possível não apenas em modo ativo, mas também em modo passivo. Devido à frequência de rádio muito elevada que a UWB usa, nós podemos transpor da frequência para o domínio temporal com altíssima precisão," explica Sven Zeisberg, da Universidade de Dresden, um dos desenvolvedores do sistema.

"Isto permite que os equipamentos UWB determinem onde um objeto ou pessoa está localizado usando as diferentes taxas de propagação das ondas de rádio e os seus 'ecos' - é similar à ecolocalização dos morcegos," diz o pesquisador.

Mais dados ou menos bateria

Nos testes de transmissão de dados, a uma taxa fixa de 30 Mb/s, placas Wi-Fi consumiram 350 miliwatts de potência. Com esse mesmo gasto de energia, o rádio UWB transferiu exatamente 10 vezes mais dados.

Ou seja, se o usuário não está com tanta pressa, ele pode continuar assistindo filmes com a mesma qualidade, consumindo 10 vezes menos bateria.

O lado ruim é que toda essa "mágica" está limitada a uma faixa operacional de cerca de 30 metros.

Mas ainda há restrições legais a serem vencidas para que o rádio UWB, ou ultra-banda, chegue ao mercado.

Como usa um segmento maior do espectro eletromagnético, teme-se que a ultra-banda invada frequências já alocadas para outros serviços, como WiMAX, comunicações por satélite e até radar.

Estas possíveis interferências estão sendo mapeadas e checadas por meio de testes e demonstrações, a cargo de cada um dos parceiros do consórcio que está desenvolvendo a UWB.

Fonte: