sábado, 22 de outubro de 2011

Tecnologia faz objetos flutuarem

20 de Outubro de 2011 | 18:22h

Projeto, chamado "Quantum Levitation", usa imã, safira e nitrogênio líquido para fazer uma base levitar

De Volta para o Futuro SkateReprodução (De Volta Para o Futuro2)

 

Flutuar no ar. Esse com certeza é um dos sonhos mais antigos da humanidade, apresentado principalmente em histórias de ficção científias. Dois exemplos disso são o desenho "Os Jetsons" e o filme "De Volta Para o Futuro 2", que mostrava o skate do personagem Marty McFly levitando. Essa tecnologia, apesar de futurística, pode estar mais perto da realidade.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tel-Aviv (Israel) apresentou, durante um evento de tecnologia, um projeto chamado "Quantum Levitation" ("Levitação Quântica", em português). O estudantes revestiram um imã com camadas de supercondutores e o colocaram sobre uma barra de safira. Ao ser resfriado em nitrogênio líquido, o objeto levita no ar e fica estável. E não importa se a base é inclinada ou mudada de lugar: o imã permanece flutuando.

No site Quantum Leviation é possível acompanhar o desenvolvimento dessa e de outras pesquisas e, no vídeo abaixo, é possível ver a barra de safira com imã levitando.

Fonte: Olhar Digital

Visão crítica: Revelada a rede capitalista que domina o mundo

Da New Scientist - 22/10/2011

Visão crítica: Revelada a rede capitalista que domina o mundo

Este gráfico mostra as interconexões entre o grupo de 1.318 empresas transnacionais que formam o núcleo da economia mundial. O tamanho de cada ponto representa o tamanho da receita de cada uma.[Imagem: Vitali et al.]

Além das ideologias

Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos.

Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.

A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça.

Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.

"A realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das teorias da conspiração ou do livre mercado," afirmou James Glattfelder, um dos autores do trabalho. "Nossa análise é baseada na realidade."

Rede de controle econômico mundial

A análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente.

O resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.

Estudos anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes porções da economia, mas esses estudos incluíam um número limitado de empresas e não levavam em conta os controles indiretos de propriedade, não podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econômico poderia afetar a economia mundial - tornando-a mais ou menos instável, por exemplo.

O novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de dados com 37 milhões de empresas e investidores.

A análise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as conexões de controle acionário entre elas, construindo um modelo de poder econômico em escala mundial.

Poder econômico mundial

Refinando ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas.

Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo - as chamadas blue chips nos mercados de ações.

Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.

E isso não é tudo.

Super-entidade econômica

Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma "super-entidade" de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas.

"Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira," diz Glattfelder.

E a maioria delas são bancos.

Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.

Como o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis: basta que um dos nós tenha um problema sério para que o problema se propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.

Eles ponderam, contudo, que essa super-entidade pode não ser o resultado de uma conspiração - 147 empresas seria um número grande demais para sustentar um conluio qualquer.

A questão real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder econômico pode exercer um poder político centralizado intencionalmente.

Eles suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado, mas agem em conjunto no interesse comum - e um dos maiores interesses seria resistir a mudanças na própria rede.

As 50 primeiras das 147 empresas transnacionais super conectadas

  1. Barclays plc
  2. Capital Group Companies Inc
  3. FMR Corporation
  4. AXA
  5. State Street Corporation
  6. JP Morgan Chase & Co
  7. Legal & General Group plc
  8. Vanguard Group Inc
  9. UBS AG
  10. Merrill Lynch & Co Inc
  11. Wellington Management Co LLP
  12. Deutsche Bank AG
  13. Franklin Resources Inc
  14. Credit Suisse Group
  15. Walton Enterprises LLC
  16. Bank of New York Mellon Corp
  17. Natixis
  18. Goldman Sachs Group Inc
  19. T Rowe Price Group Inc
  20. Legg Mason Inc
  21. Morgan Stanley
  22. Mitsubishi UFJ Financial Group Inc
  23. Northern Trust Corporation
  24. Société Générale
  25. Bank of America Corporation
  26. Lloyds TSB Group plc
  27. Invesco plc
  28. Allianz SE 29. TIAA
  29. Old Mutual Public Limited Company
  30. Aviva plc
  31. Schroders plc
  32. Dodge & Cox
  33. Lehman Brothers Holdings Inc*
  34. Sun Life Financial Inc
  35. Standard Life plc
  36. CNCE
  37. Nomura Holdings Inc
  38. The Depository Trust Company
  39. Massachusetts Mutual Life Insurance
  40. ING Groep NV
  41. Brandes Investment Partners LP
  42. Unicredito Italiano SPA
  43. Deposit Insurance Corporation of Japan
  44. Vereniging Aegon
  45. BNP Paribas
  46. Affiliated Managers Group Inc
  47. Resona Holdings Inc
  48. Capital Group International Inc
  49. China Petrochemical Group Company

Bibliografia:
The network of global corporate control
Stefania Vitali, James B. Glattfelder, Stefano Battiston
arXiv
19 Sep 2011
http://arxiv.org/abs/1107.5728

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O que aconteceria com o mundo se a internet acabasse?

Por Wikerson Landim, 21 de Outubro de 2011

Incidente ocorrido no Canadá prenuncia o caos que se instalaria caso, de uma hora para outra, ficássemos sem acesso à rede mundial de computadores.

Para quem tem acesso ilimitado à internet, ficar alguns minutos sem poder se conectar pode ser uma verdadeira tortura. O tempo não passa, as alternativas offline não parecem tão interessantes e até que você encontre outra atividade e se esqueça de que está isolado do mundo virtual, muitos momentos angustiantes já terão se passado.

Imagine então, que da noite para o dia, a internet deixe de existir. O que você faria sem ter acesso a nenhum dos seus sites favoritos? Como você se comportaria sem poder acessar documentos, fazer compras com cartão de crédito ou nem sequer saber qual é a previsão do tempo para amanhã?

Uma cidade do Canadá experimentou no último mês uma experiência nada agradável como essa. Devido a uma falha em um satélite, algumas localidades próximas a Quebec ficaram sem acesso à internet. O caos na região foi muito além de protestos de usuários revoltados por não poderem atualizar seus perfis em redes sociais.

 

 

Uma ilha cercada de ilhas por todos os lados

O primeiro problema percebido na cidade foi a falta de acesso à internet. Sem comunicação, o problema se estendeu para os telefones, que de uma hora para outra, ficaram mudos. Como se comunicar com seus amigos e perguntar se está tudo bem, quando tanto a internet quanto os telefones não estão funcionando?

As transmissões de rádio poderiam ser uma alternativa. Contudo, com a maioria das emissoras utilizando um padrão digital e transmissões via satélite, a opção foi rapidamente descartada. Em uma grande cidade, a falta de acesso a serviços como corpo de bombeiros, polícia ou hospitais pode criar um caos de proporções gigantescas.

 

É hora de sair daqui

Você se dá conta que a situação pode ser mais grave do que imagina. Sair da cidade passa a ser uma das alternativas a ser considerada. Porém, sem informações sobre o tempo em outras cidades, os aeroportos são fechados e não têm pousos e decolagens liberados. Afinal, todos os instrumentos operam baseados em informações disponibilizadas via satélite.

Sair da cidade por via terrestre poderia ser outra opção. Entretanto, a menos que você tenha dinheiro em espécie disponível, pagar passagens de ônibus ou mesmo abastecer o tanque do seu veículo com cartão de crédito ou débito são soluções fora de cogitação. Sacar dinheiro em caixas eletrônicos, com sistemas fora do ar, também é outra hipótese que você pode descartar.

 

Em estado de sítio

No Brasil, em caso de situações extremas, o Governo Federal pode decretar estado de sítio. Trata-se de uma medida provisória, válida por 30 dias e passível de ser prorrogada sucessivas vezes, que dá aos poderes o direito de tomar atitudes que limitem a liberdade dos cidadãos, como obrigação de residência em determinado local ou evacuação de cidades inteiras.

Obviamente, quando foi elaborada, a legislação não previa um caos advindo da falta de internet. As situações descritas são utilizadas com mais frequência em cidades vítimas de desastres naturais ou, como ocorre em outros países, em caso de declaração de guerra.

Entretanto, em uma situação como essa o Governo Federal, bem como as forças armadas e tropas de paz internacionais, muito provavelmente seriam deslocados para auxiliar no suporte à população, reestabelecendo, ainda que de forma precária, serviços essenciais para a manutenção da vida em sociedade, como hospitais, energia elétrica e saneamento básico.

 

Necessidades básicas

Um dos maiores problemas que pode ser ocasionado pela falta de internet é, sem dúvida, a maneira como as transações financeiras acontecem. Ainda que você evite ao máximo utilizar o sistema bancário, muito provavelmente o seu salário é depositado em uma conta bancária. Sem acesso a nenhum tipo de sistema, tanto a transferência do dinheiro por parte da empresa, quanto o pagamento dos valores feito pelo banco ficam prejudicados.

Sem dinheiro em espécie para sobreviver, supermercados, postos de gasolina, restaurantes e quaisquer outros estabelecimentos comerciais passam a ser meros depósitos, sem muita utilidade para os consumidores. Por outro lado, itens de primeira necessidade muito provavelmente devem ter o seu valor aumentado, passando a valer como moeda de troca em diversas situações.

 

Tudo como era antigamente: será mesmo?

Há pelo menos 20 anos era possível buscar, de uma hora para outra, alternativas para fazer com que tudo continuasse funcionando mesmo com interrupções de sinal de internet. Contudo, com o passar do tempo, cada vez mais nos tornamos dependentes dessa forma de integração, de maneira que se torna praticamente impossível mudar os rumos em questão de instantes.

Obviamente, com muitas dificuldades, em questão de dias seria possível começar a fazer alguns serviços voltarem ao normal. Os usuários mais velhos, aqueles acima dos 30 anos, ainda devem se lembrar do tempo em que muitas coisas podiam ser feitas apenas pessoalmente, o número de informações era mais escasso e que os computadores não eram regra, mas exceção no cotidiano da população.

Todavia, para os usuários mais novos, que cresceram tendo a internet como uma das referências mais importantes para entrar em contato com o mundo exterior, a adaptação certamente seria mais lenta e muitos teriam que reaprender a fazer de forma manual funções que hoje podem ser executadas em questão de minutos.

 

Soluções em caso de emergência

O fato ocorrido no Canadá dificilmente aconteceria em larga escala no planeta. Afinal, inúmeros satélites monitoram regiões específicas do mundo e, com algum tempo, os objetos em órbita que estivessem funcionando poderiam ser direcionados para suprir demandas maiores em outros pontos do mundo. Contudo, o transtorno serve como alerta sobre como proceder em casos extremos de ausência completa de contato com redes de comunicação.

Os planos de contingência e sobrevivência adotados em caso de guerra, quando as comunicações costumam ser um dos primeiros serviços prejudicados, se mostram eficientes até certo ponto, pois presumem que, em algum lugar do planeta, ainda que distante, haverá condições satisfatórias de ao menos enviar e receber mensagens.

Invenções mais antigas como o código morse, por exemplo, poderiam ser utilizadas em situações como essa. O problema maior seria encontrar pessoas capacitadas a operar equipamentos assim. Você já imaginou como seria a sua vida sem o acesso a nenhum dos serviços online que conhece hoje?

Fonte: Tecmundo

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ASUS revela imagens antecipadas do novo Eee Pad Transformer

Por Jonathan D. Machado, 20 de Outubro de 2011

O presidente da empresa demonstrou brevemente o aparelho e confirmou que a data oficial de lançamento ficou para o dia 9 de novembro.

(Fonte da imagem: Divulgação AllThingsD)

Durante uma entrevista ocorrida ontem (19) no evento AsiaD, o Sr. Jonney Shih, presidente da ASUS, demonstrou brevemente alguns detalhes do novo híbrido entre ultrabook e tablet da empresa, o aguardado Eee Pad Transfomer 2. Depois de várias imagens vazadas, expeculações e até de um trailer digno de cinema, esta seria a primeira vez que uma demonstração real do produto é realizada para o público.

No vídeo da entrevista, é possível conferir que o aparelho é realmente fino, com menos de um centímetro na parte maior, e pesa 1,2 quilos. Shih também lembra que o desempenho do Transformer 2 não é afetado pelo seu tamanho reduzido, sendo que esta versão está equipada com um processador quad-core da NVIDIA, armazenamento em SSD de última geração e portas USB 3.0.

Galeria de Imagens

 

O presidente também confirma que a tampa e o fundo do aparelho são revestidas por uma capa de alumínio e, assim como era esperado, o teclado pode ser removido da tela a qualquer momento. Como essa foi só uma “espiadinha”, Shih foi breve ao falar sobre os detalhes técnicos do Eee Pad Transformer 2, mas a data de lançamento agora é oficial: 9 de novembro deste ano

Fonte: Tecmundo

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Discos rígidos salgados armazenam seis vezes mais dados

Redação do Site Inovação Tecnológica - 19/10/2011

Discos rígidos salgados armazenam seis vezes mais dados

Imagens dos grânulos magnéticos fabricados com a nova tecnologia, com 1,9 Terabit/pol.quadrada e 3,3 Terabit/pol.quadrada.[Imagem: IMRE]

HD com sal

Da próxima vez que alguém lhe disser que comprou um "HD salgado" pode ser que ele não esteja se referindo ao preço elevado de seu novo brinquedinho.

É que cientistas de Cingapura desenvolveram uma técnica que aumenta a densidade de armazenamento dos discos rígidos em até seis vezes.

Embora isso tenha sido conseguido com uma série de inovações, a que mais chamou a atenção é a adição de cloreto de sódio - o sal de cozinha - em uma das etapas de fabricação dos grânulos magnéticos, os pequenos aglomerados onde são gravados os bits no HD.

Ganhos de organização

Os HDs atuais usam grânulos magnéticos espalhados aleatoriamente sobre a superfície do disco.

O Dr. Joel Yang e seus colegas do Instituto de Pesquisas e Engenharia de Materiais (IMRE) alcançaram uma precisão na fabricação que os permite criar grânulos criteriosamente espaçados.

Na tecnologia atual, cada grânulo mede entre 7 e 8 nanômetros. Ocorre que são necessários vários deles para gravar um bit de dado.

Na nova tecnologia, cada grânulo é um pouco maior - 10 nanômetros - mas seu espaçamento preciso permite que cada um deles seja usado para gravar um bit.

O segredo para isso é um processo de litografia com feixe de elétrons de resolução extremamente elevada.

O Dr. Yang descobriu que esse aumento de resolução pode ser conseguido simplesmente adicionando cloreto de sódio na solução usada durante este processo.

Teste de leitura

Com a nova tecnologia, a densidade de armazenamento subiu de 0,5 Terabyte (TB) por polegada quadrada, nos HDs atuais, para teóricos 3,3 TB por polegada quadrada na nova tecnologia.

Isto significa que um disco rígido que armazena 1 TB de dados hoje poderá conter até 6 TB de informação, com tudo o mais constante, incluindo o tamanho.

Os cientistas fabricaram superfícies magnéticas com 1,9 Terabit/pol.quadrada e 3,3 Terabit/pol.quadrada, mas apenas os primeiros passaram no teste de leitura de dados.

Bibliografia:
Fabrication and characterization of bit-patterned media beyond 1.5 Tbit/in2
Joel K WYang, Yunjie Chen, Tianli Huang, Huigao Duan, Naganivetha Thiyagarajah, Hui Kim Hui, SiangHuei Leong, Vivian Ng
Nanotechnology
Vol.: 22(2011) 385301
DOI: 10.1088/0957-4484/22/38/385301

Fonte: Inovação Tecnológica