sexta-feira, 6 de maio de 2011

Intel apresenta transistores 3-D de 22 nanômetros

Redação do Site Inovação Tecnológica - 06/05/2011

Intel apresenta transistores 3-D de 22 nanômetros

Ilustração comparando um transístor planar de 32 nanômetros com o novo transístor 3-D de 22 nanômetros. À esquerda está o transístor planar, no qual a corrente, representada pelos pontos amarelos, flui em um plano sob a porta. À direita está o transístor 3-D, no qual a corrente flui nos três lados de uma saliência que se eleva verticalmente da pastilha de silício.[Imagem: Intel]

Tri-Gate

A Intel anunciou o início da fabricação em escala industrial de transistores 3-D com estruturas de 22 nanômetros.

Ainda não são os tão esperadosprocessadores 3-D, mas representam um inegável avanço em direção à economia de energia e um novo fôlego para a Lei de Moore.

Os transistores 3-D, chamados Tri-Gate, serão usados na fabricação de uma família de microprocessadores de 22 nanômetros que atende pelo codinome de Ivy Bridge.

Transístor 3-D

Desde a invenção de transístor, há mais de 60 anos, esta é a primeira vez que um transístor 3-D entra em linha industrial de produção.

Um transístor possui três portas, ou eletrodos, chamadas emissor, coletor e base. Nos transistores planos atuais, esses eletrodos são construídos como três fios salientes sobre uma superfície de silício.

No Tri-Gate, cada porta fica em um dos planos de uma única saliência - uma de cada um dos lados e outra no topo - reduzindo significativamente a área ocupada pelo transístor.

A maior proximidade das portas permite um melhor controle da corrente, o que significa que mais corrente pode passar quando o transístor está na condição "ligado" - aumentando o desempenho - e quase nenhuma corrente flui quando ele está na condição "desligado" - diminuindo o consumo de energia.

Esses ganhos podem ser ampliados até um certo limite, ao menos teoricamente, aumentando a altura da estrutura Tri-Gate, o que deverá ser obtido nas futuras gerações dos transistores 3-D.

Intel apresenta transistores 3-D de 22 nanômetros

No Tri-Gate, cada porta fica em um dos planos de uma única saliência - uma de cada um dos lados e outra no topo - reduzindo significativamente a área ocupada pelo transístor. [Imagem: Intel]

Desempenho e economia de energia

Segundo a Intel, seus transistores 3-D Tri-Gate permitem que os chips funcionem com uma tensão menor e sofram menos dos famigerados "vazamentos de corrente", "oferecendo uma combinação sem precedentes de desempenho e eficiência energética."

Os transistores de 3-D Tri-Gate de 22 nanômetros apresentam um desempenho até 37 por cento maior do que os atuais transistores planos de 32 nanômetros da empresa, quando ambos operam sob baixa tensão.

Quando comparados funcionando a plena potência, os transistores 3-D consomem metade da energia dos transistores planares atuais.

Mas tudo continua apontando para a manutenção das "famílias" de processadores - umas voltadas para baixo consumo de energia, usadas em computadores portáteis, e outras voltadas para alto desempenho, com maior consumo de energia.

Nova dimensão

Os transistores tridimensionais representam uma mudança radical da estrutura do transístor planar bidimensional clássico, presente não apenas em todos os computadores, telefones celulares e equipamentos eletrônicos de consumo, mas também nos controles eletrônicos dentro de carros, satélites e sondas espaciais, eletrodomésticos, dispositivos médicos etc.

Os cientistas reconhecem há muito tempo os benefícios da estrutura 3-D não apenas para os transistores individualmente, mas também para o próprio chip como um todo. Mas essas vantagens, demonstradas há anos em laboratório, dependem de outros elementos para migrarem para as fábricas - elementos de natureza técnica e econômica.

O elevado consumo de energia dos processadores atuais, que os fez estacionar em termos de clock ao longo dos últimos anos, parece ter sido a razão técnica que faltava. Mesmo o advento dos processadores com múltiplos núcleos não parecia ser suficiente para salvar a Lei de Moore.

O primeiro protótipo de processador de 22 nanômetros foi apresentado pela Intel equipando um notebook. A previsão é que os primeiros processadores Ivy Bridgecheguem ao mercado até o final de 2011.

Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 5 de maio de 2011

IDC prevê 13% de chips ARM nos PCs em 2015

Por Carlos Morimoto em 5 de maio de 2011 às 12h06

O IDC nem sempre acerta em suas previsões, especialmente nas mais bombásticas, mas caso acertem nessa teremos algumas mudanças interessantes.

Baseado no crescimento do interesse por tablets conversíveis, nettops e na proximidade do lançamento do ARM Cortex15 Eagle (que além dos 4 núcleos oferecerá suporte mais de 4 GB de RAM, virtualização via hardware e outras funções) o IDC previu que os chips ARM começarão a se infiltrar nos PCs a partir desse ano, sendo adotados em tablets conversíveis e também em alguns netbooks e ganhando espaço a partir daí, chegando a 13% em 2015, que é uma participação próxima dos atuais números da AMD, que mesmo antes do lançamento do Fusion mantinha 18%. Se isso se concretizar, o mercado de chips para PCs passaria a ser dominado por três forças, com os 13% dos chips ARM, 15 a 25% para a AMD e o restante para a Intel, que continuaria dominante, porém com um percentual um pouco menor.

Um dos fatores chaves para este possível crescimento será o port do Windows 8 para processadores ARM prometido pela Microsoft. Apesar do crescimento dos serviços baseados em nuvem e a melhora na compatibilidade dos sites e diferentes serviços com diversos navegadores, ainda existe uma dependência muito grande em torno do Windows, de forma que a compatibilidade com ele acaba sendo um fator importante para o sucesso de qualquer arquitetura.

No outro lado da moeda, temos também um possível avanço da Intel sobre os chips ARM, já que com o domínio da técnica de 22 nm e o desenvolvimento dos transístores 3D, eles terão uma importante vantagem do ponto de vista do consumo elétrico e desempenho, até que a técnica seja dominada pelos demais fabricantes. Apesar do avanço a passos de tartaruga, a Intel continua firme na ideia de criar chips Atom de baixo consumo capazes de competir com mais sucesso nos tablets e smartphones. Temos uma guerra em duas frentes, onde tanto a ARM quanto a Intel tentam invadir o território da outra e ao mesmo tempo defender seu próprio território contra ataques.

Fonte: Hardware

Veja o que não pode faltar em seu novo notebook

Melanie Pinola, PCWorld EUA

29-04-2011

Está na hora de trocar seu portátil? Então veja quais os recursos indispensáveis em um novo modelo.

Se você pretende trocar seu velho notebook por um modelo novinho em folha, provavelmente irá se surpreender. Nos últimos anos houve um grande avanço em termos de recursos e capacidade destas máquinas. Esta é nossa lista de coisas essenciais que todo novo modelo deve ter, seja uma máquina de uso geral ou um modelo com uso mais específico, como para games, entretenimento ou trabalho remoto.

Recursos gerais

Processadores modernos

Os mais novos processadores no mercado trazem um ganho significativo de desempenho, melhores gráficos e uma maior autonomia de bateria, características que confirmamos em  nossos testes com máquinas equipadas com processadores da família “Sandy Bridge”, da Intel. E a AMD também tem novos chips (a família Fusion) capazes de lidar facilmente com tarefas que exigem alto-desempenho. Ao comprar um notebook, procure um modelo com estes processadores.

Uma forma fácil de identificar processadores Intel Sandy Bridge é pelo número do modelo. Os chips da geração anterior tem modelos com três dígitos (como “Intel Core i3-350M”), enquanto os Sandy Bridge usam quatro dígitos (como “Intel Core i3-2310M”). Já nos novos chips AMD Fusion são chamados de AMD C-Series APU, AMD E-Series APU ou AMD A-Series APU.

Fique atento, pois há processadores de gerações antigas ainda no mercado, com desempenho muito aquém dos modelos mais recentes e que não se sairão tão bem em tarefas como jogos ou multimídia, além de consumir mais energia. Evite máquinas com processadores Pentium, Celeron ou Core 2 Duo, por exemplo, muito comuns em modelos de baixo custo.

HD, discos híbridos ou discos SSD

A capacidade de armazenamento nos HDs para notebooks aumentou drasticamente nos últimos anos. Um portátil doméstico logo ficará cheio de fotos, música e vídeo, portanto procure um modelo com HD de no mínimo 320 GB. Quanto mais melhor.

Mas se você não faz questão de muito espaço, considere um modelo com um disco de estado sólido, ou SSD. Em nossos testes de laboratório estes novos “discos” (que na verdade são como grandes pendrives ultra-rápidos com capacidade de 128 GB ou mais) tem desempenho notavelmente superior aos HDs tradicionais, além de maior durabilidade e menor consumo de energia. Eles também produzem menos calor e são mais silenciosos.

 

VÍDEO: YOUTUBE

 

Um SSD custa mais caro que um HD mas a recompensa, um micro que “dá boot” quase que instantâneamente, pode compensar a diferença.

Outra opção são os discos híbridos, que combinam um HD tradicional com um pequeno SSD e prometem o melhor dos dois mundos, unindo desempenho e espaço em disco com preço menor que um SSD puro. Eles ainda não são comuns no mercado nacional, mas estão chegando.

Telas de alta-definição

A maioria dos notebooks atuais tem uma resolução de tela de 1366 x 768 pixels, boa o suficiente para as tarefas do dia-a-dia. Mas se você pretende assistir muitos filmes, procure um modelo com tela de 1600 x 900 pixels ou 1920 x 1080 pixels.

O tamanho da tela é uma questão de gosto pessoal. Você prefere uma tela menor (e com isso um notebook mais leve) como a de 11.6 polegadas do MacBook Air, ou uma tela gigantesca como a de 18.4 polegadas do Alienware M18x? Para a maioria dos usuários o ponto de equilíbrio parece ser uma tela de 13.3 polegadas.

Autonomia de bateria

A não ser que você pretenda usar seu novo notebook como um substituto do desktop, permanentemente plugado à tomada, certifique-se de que a autonomia da bateria atende às suas necessidades. Não compre nenhum modelo com autonomia menor do que 3 horas. Se procurar um pouco você poderá encontrar tanto ultraportáteis como notebooks mais tradicionais com autonomia de seis horas ou mais com uma única carga.

Quantidade de memória

Os notebooks atuais tem pelo menos 2 GB de RAM, mas procure modelos com 4 GB. Quanto mais memória, melhor.

Teclado e trackpad confortáveis

Um teclado confortável é criticamente importante, especialmente se você pretende passar horas a fio digitando. Procure por teclados “full size” (ou seja, com o mesmo espaçamento do teclado de um desktop) e digite algumas palavras para ver se as teclas não parecem “rasas” ou duras demais. Um bom espaço para descanso de punho também é útil.

Ao longo dos últimos anos os trackpads evoluíram para suportar gestos multitoque. Se pretende usá-los, procure trackpads largos e com uma superfície texturizada, que facilite o deslizar dos dedos. Evite a todo custo trackpads completamente “lisos”, feitos com exatamente o mesmo plástico do restante do gabinete (CCE T25L e Positivo Premium Essential 9000, estamos olhando pra vocês). Os botões do trackpad não devem ser nem pequenos nem duros demais.

Fonte: pcworld

Como comprar um tablet

por Melissa J. Perenson, PCWorld EUA e Rafael Rigues, PCWorld Brasil

05-05-2011

Com o sucesso do iPad, uma onda de tablets inundou o mercado e muitos mais estão à caminho. Mostramos o que você deve levar em conta antes de comprar.

À medida em que mais e mais tablets chegam ao mercado, prepare-se para ficar impressionado ao descobrir do que eles são capazes. Mas prepare-se também para ficar desapontado: muitos dos modelos atualmente nas lojas tem “pegadinhas”, especialmente os menos sofisticados anunciados a preços “imperdíveis”.

No Brasil já é possível encontrar o Samsung Galaxy Tab, iPad, Motorola Xoom e ZTE v9, só para citar alguns dos produzidos por grandes fabricantes, e estão a caminho o Samsung Galaxy Tab 10.1, LG Optimus Pad e provavelmente o ASUS EeePad Transformer. Sem falar nos inúmeros modelos de fabricantes chinesas desconhecidas que pipocam aqui e ali.

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Motorola Xoom: um dos tablets disponíveis no Brasil

Mas antes de comprar, respire fundo: um bom tablet pode mudar seus hábitos de entretenimento e a forma como você acessa a internet, mas um modelo ruim só irá trazer decepção e prejuízo. Preste atenção em nossos conselhos abaixo e você terá a certeza de um bom negócio.

1. Se a esmola é grande, desconfie!

Um tablet por R$ 500 pode parecer muito atraente, mas o preço baixo tem seu motivo. Ele tipicamente não terá o poder de processamento, capacidade de memória, resolução e tamanho de tela ou agilidade dos modelos mais caros (ou uma combinação de duas ou mais destas características), necessários para uma experiência satisfatória.

Modelos com processador de menos de 1 GHz serão lentos, especialmente para jogos. Evite as telas “resistivas”, muito menos sensíveis que as telas capacitivas do iPad e outros modelos high-end e incapazes de recursos como o multitoque, essencial em muitos aplicativos.

A resolução de tela também é importante: 1024 x 600 pixels em uma tela de 7 polegadas (a resolução do primeiro Samsung Galaxy Tab) é o mínimo em um tablet, especialmente para quem gosta de navegar na web. O resto é “smartphone gigante”.

2. Um contrato limita sua capacidade de fazer upgrade

Muitas operadoras oferecem tablets com 3G por preços atraentes se combinados a um contrato de serviço, tipicamente de 2 anos, com uma mensalidade pré-estabelecida. O problema é que depois de assinar o contrato você não poderá mudar de plano (ou de operadora) antes do fim do contrato sem pagar uma multa. E no mercado de tablets, onde a tecnologia evolui rapidamente, dois anos é uma eternidade!

Dois anos atrás o iPad sequer existia, e hoje já temos o poderoso iPad 2. Mesmo seis meses fazem uma grande diferença: seis meses atrás o Galaxy Tab estava chegando ao mercado, e hoje já estamos nos preparando para um sucessor com tela maior, processador mais rápido e um sistema operacional radicamente diferente.

Antes de comprar um tablet com contrato, faça uma lista do que você quer/espera e certifique-se de que o modelo que escolheu atende às suas necessidades, e que não é só um “tapa-buraco” até a chegada do modelo que você realmente deseja às lojas (embora sempre haja um “modelo melhor” a caminho). Se não estiver completamente satisfeito, guarde o dinheiro e espere mais um pouco.

3. Em tablets Android, fique de olho nos serviços do Google

O sistema operacional Android é Open Source. Isso significa que qualquer fabricante pode baixar o código-fonte e criar uma versão para seus aparelhos, sem pedir permissão ou pagar nada à Google.

Mas muitos dos aplicativos que são parte fundamental da experiência com um tablet Android, como o Android Market (a loja de aplicativos), Gmail, Google Maps e YouTube são proprietários, e só podem ser inclusos em aparelhos aprovados pela Google. É comum encontrar tablets de baixo custo, não aprovados, sem estes aplicativos instalados. E sem acesso ao Android Market nem é possível baixá-los.

É verdade que há várias lojas alternativas de aplicativos para aparelhos Android em operação, como a App Brain, Amazon App Store e a líder de mercado GetJar. Mas elas não são o Android Market oficial, e tem um catálogo de títulos reduzido. Quanto mais completa a “experiência”, mais satisfeito você ficará com seu tablet. Pense nisso antes de comprar.

4. Dê uma boa olhada no iPad

O iPad original já tem um ano de estrada, mas ainda é o padrão contra o qual muitos outros tablets são comparados e recentemente teve o preço reduzido com o lançamento do iPad 2. Ele pode não ter o processador dual-core ou as câmeras de seu irmão mais novo, mas tem uma ótima tela de 9.7 polegadas, bateria com autonomia para 10 horas de uso (reais!) e mais de 75 mil aplicativos à disposição, além de poder suficiente para navegar na web, exibir vídeos e rodar jogos com desenvoltura. Um iPad Wi-Fi de 16 GB tem a melhor relação custo-benefício entre todos os tablets atualmente à venda no mercado nacional.

Fonte: pcworld

Correção de segurança da Microsoft não resolve problema

11 de Março de 2009

Segundo a Panda Security, umas das vulnerabilidades citadas no update liberado esta semana simplesmente continua a existir mesmo com a atualização

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Atualizar seus programas, principalmente quando os updates são de segurança, é uma medida sensata. Mas e se o patch não cumpre o que promete? É o que aconteceu com a atualização divulgada esta semana pela Microsoft (MS09-008), segundo a empresa Panda Security, que divulgou um alerta sobre o problema.

De acordo com a empresa, essa correção não protege efetivamente uma contra vulnerabilidade no servidor DNS, permitindo que criminosos redirecionem internautas para um proxy "nocivo". Assim é possível, por exemplo, infectar o PC com pragas virtuais, monitorar os passos das vítimas e obter dados confidenciais.

Isso acontece, de acordo com a Panda, porque uma vulnerabilidade ainda sem correção foi descoberta no DNS Server, especificamente no protocolo WPAD (Web Proxy Autodiscovery Protocol), que é um serviço que permite a detecção automática de configurações de proxy sem a intervenção do usuário.  A empresa recomenda que os usuários desse sistema fiquem atentos a novas atualizações da Microsoft e, assim que uma correção efetiva esteja disponível, façam a atualização.

Por Daniel dos Santos às 20h12

Fonte: pcwolrd