sábado, 16 de abril de 2011

Novo chip brasileiro oferece alternativa para miniaturização

Com informações da Agência Fapesp

Pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) começaram a ingressar em uma área até então dominada no Brasil por cientistas situados nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.

No início de janeiro eles concluíram o desenvolvimento do primeiro chip (circuito integrado) projetado e implementado no Mato Grosso do Sul.

Conversor analógico-digital

Voltado para utilização em qualquer aparelho eletrônico, como computadores, celulares e tocadores de música digitais, o dispositivo apresenta uma tecnologia inédita no mercado de equipamentos eletroeletrônicos.

Enquanto os chips atuais possuem dois níveis lógicos de tensão elétrica, que convertem os sinais analógicos da energia recebida diretamente de uma tomada convencional em sinais digitais, o novo dispositivo é um conversor analógico-digital que trabalha com múltiplos níveis lógicos.

Em função disso, o chip é bem menor e pode agregar mais funcionalidades do que um circuito integrado convencional.

"Essa tecnologia pode ser uma alternativa para a redução do tamanho e para a agregação de mais funcionalidades pelos chips, que são duas das principais tendências na indústria de microeletrônica hoje", disse Ricardo Ribeiro dos Santos, professor da Faculdade de Computação da UFMS.

Sem fábrica

Para desenvolver o novo dispositivo, pesquisadores da UFMS iniciaram nos últimos anos projetos de pesquisas em universidades e instituições de pesquisa em São Paulo, em busca de capacitação em microeletrônica e em projetos de chips.

Após o intercâmbio com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e com o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), eles iniciaram o projeto do desenvolvimento do dispositivo no Centro Tecnológico em Informática e Eletrônica (CTIE) do Mato Grosso do Sul.

Mas, como o Brasil ainda não possui uma fábrica de chips que domine a tecnologia de produção de transistores com 350 nanômetros (bilionésima parte do metro), ao terminar de projetar o dispositivo, os pesquisadores decidiram encaminhá-lo para a França, para ser fabricado pela empresa Circuits Multi-Projets (CMP), que realiza a prototipagem e produz processadores em pequenos lotes.

No início de janeiro, a empresa francesa enviou para os pesquisadores um lote com oito unidades do dispositivo, que estão sendo testadas nos laboratórios da UFMS.

"A proposta com esse primeiro processador está mais focada em demonstrar a viabilidade de se desenvolver um conversor analógico digital que atue em múltiplos níveis. Mas temos uma leva de outros chips que pretendemos prototipar baseados na tecnologia de lógica de múltiplos níveis", disse Santos.

Lógica de multiníveis

De acordo com o pesquisador, essa tecnologia, originada na década de 1960, ainda não é muito pesquisada no Brasil e até hoje não conseguiu emplacar no mercado de eletroeletrônicos, uma vez que os circuitos eletrônicos baseados em lógica binária, adotados pelos fabricantes de equipamentos, funcionaram muito bem até recentemente.

Mas, nos últimos dez anos, começou a se verificar que a lógica binária apresenta limitações para miniaturizar os processadores, que têm a demanda de se tornar cada vez mais ínfimos e imperceptíveis nos aparelhos eletrônicos.

"Os pesquisadores que atuam nessa área passaram a olhar para várias alternativas para atingir esse objetivo, como outros tipos de materiais em vez do silício ou para outras áreas, como a física quântica. A lógica de multiníveis seria outra via para projetar chips cada vez mais menores e com diversas funções", afirmou Santos.

Fonte: Inovação Tecnológica

Gmail reinicia contas de mais de 150 mil usuários

Servidores do Google sofreram pane e retornaram contas para estágio inicial, incluindo a mensagem de boas-vindas. O problema já está sendo resolvido.

Dashboard com as informações sobre o problema

Se você ainda não acessou sua conta do Gmail hoje, faça agora para conferir se está tudo certo com os seus emails. No início da madrugada, cerca de 0,08% das contas do serviço sofreram uma pane generalizada, retornando o status para primeira fase de criação.

Isso quer dizer que mais de 150 mil usuários tiveram problemas para abrir suas contas e, quando conseguiram, acabaram por encontrar a mensagem de boas-vindas ao serviço, em vez de conferirem a caixa de entrada abarrotada de mensagens colecionadas durante anos a fio.

As contas não traziam também logs dos chats realizados pelos usuários, ou seja, tudo limpo como se nunca tivesse sido usado. A Google não se pronunciou sobre o que causou o problema, porém já está trabalhando para restaurar todas as informações perdidas durante a pane.

Se você é um dos prejudicados, é possível conferir no Dashboard do serviço as informações sobre a resolução, atualizadas a cada duas horas. De acordo com a Google, algumas contas já foram restauradas, e a resolução deve ser realizada em todas as contas em um futuro próximo.

Enquanto os reparos estiverem sendo realizados, os prejudicados não poderão acessar sua conta. Portanto, se você tentar entrar no Gmail e não conseguir, considere-se um dos “premiados” pelos servidores da gigante da internet.

Fonte: Tecmundo

Já imaginou baixar conteúdos da web a 105 Mpbs?

Empresa de telecomunicação dos EUA lança conexão de banda larga com supervelocidade de download por US$ 105.

A Comcast Corporation, empresa de telecomunicação e entretenimento norte-americana, anunciou ontem (14) o lançamento oficial do Extreme 105 – serviço de acesso à internet de banda larga que disponibilizará 105 Mbps de velocidade em download e 10 Mbps para upload.

O pacote de conexão será comercializado, neste primeiro ano, por US$ 105 mensais. A organização começará implantando a rede nas regiões que são os seus maiores mercados. Entre as áreas contempladas, estão São Francisco, Seattle, Portland, Denver, Chicago, Miami, Washington, Filadélfia e boa parte de Boston.

A velocidade de download oferecida é muito superior à das redes brasileiras, que em média ficam próximas a 2 Mbps. Com a conexão da Comcast é possível baixar vídeos de alta definição em poucos minutos ou segundos, dependendo do tamanho do arquivo.

"Com isso, estamos alimentando a casa digital do futuro, com famílias inteiras usando vários dispositivos – computadores portáteis, consoles de jogos, comprimidos, smartphones –, permitindo que todos possam tirar proveito da alta largura de banda em aplicações simultaneamente e garantindo que cada um tenha uma ótima experiência online", comentou Cathy Avgiris, vice-presidente e gerente de comunicação e serviços de dados da empresa.

Fonte Tecmundo

Video: Mais imagens do Windows 8 aparecem na internet

Agora, a tela de login do novo build de desenvolvimento 6.1.7855 da próxima versão do sistema operacional da Microsoft foi vazada

15 de Abril de 2011 | 16:53h

Um vídeo publicado no YouTube nesta quinta-feira (14/4) mostra mais imagens da nova versão (6.1.7855) de desenvolvimento do Windows 8, o próximo build do sistema operacional da Microsoft. Nas imagens é possível ver a tela de login de usuário com alguns traços da interface Metro, a mesma utilizada no sistema móvel Windows Phone 7. Rumores indicam que esse design facilitaria o uso do Windows 8 em dispositivos como tablets.

Até o momento, o desenvolvimento do Windows 8 parece estar cercado de vazamentos. Na útlima quarta-feira (13/4) a versão 6.1.7850 do sistema foi disponibilizada para download ilegalmente através de torrents vazados por algum dos fabricantes parceiros da Microsoft.

Veja o vídeo abaixo:

Fonte: Olhar Digital

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Particularmente não achei nada demais. Nada que uma troca de Skin não pudesse fazer pelo Windows 7. (Ricardo M. Beskow).

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Por que o SSD vai destronar o HD comum?

Novos discos de armazenamento dispensam a utilização de peças mecânicas na composição. Será que os HDs comuns serão abandonados?

Alguns novos computadores já começaram a apresentar um novo tipo de armazenamento: os discos de estado sólido (Solid State Drive ou SSD). Há muitos usuários que renegam essa tecnologia por causa do alto custo e das capacidades reduzidas (quando comparadas a HDs comuns), mas é necessário entender as vantagens oferecidas por um modelo que dispensa os processos mecânicos.

Para quem ainda não conhece as máquinas que utilizam SSDs, podemos citar os Macbook Air (notebooks ultrafinos da Apple) ou o Samsung 9 Series (criado para concorrer no mercado dos portáteis ultraleves). E uma informação para quem pensa que apenas empresas de pequeno porte estão fabricando esses componentes: um dos maiores nomes na fabricação de discos sólidos é a Intel.

Sabendo disso, fica claro que o mercado desse modelo de armazenamento está em ascensão. Mas como acontece com grande parte dos produtos que chegam aos consumidores, várias dúvidas sobre os SSDs estão pairando no ar. Aproveite este artigo para sanar as principais incertezas que você possui acerca dos componentes de hardware que, em alguns anos, devem desbancar os HDs na disputa por usuários.

O fim dos processos mecânicos

Discos de estado sólido são fabricados sem partes móveis, ou seja, são peças inteiras que trabalham com componentes estáticos. Diferentemente do que acontece com discos rígidos comuns, eles não utilizam processos mecânicos para a gravação e a leitura de arquivos no disco magnético (HDs funcionam de maneira similar aos toca-discos).

No lugar da agulha e do disco, os SSDs são constituídos por dispositivos de memória Flash. Dessa forma, o processo de escrita e leitura dos arquivos é feito de maneira elétrica, quase instantânea. O motivo para isso é o acesso facilitado do processador aos dados gravados, pois não é necessário dissipar energia com o movimento das faixas magnéticas.

Boot facilitado

Computadores como o Macbook Air podem ser carregados para todos os locais sem a necessidade de desligá-lo. O processo de "acordar" após longos períodos de hibernação é muito rápido, assim como o tempo de boot. Testes da Samsung indicam a inicialização do Windows em 36 segundos para computadores com SSD, e 63 segundos para máquinas com HD.

Resistência contra impactos

Conhece alguém que sofreu perdas de dados por causa de impactos ocorridos com seus computadores? Se não, pelo menos já ouviu alguém reclamando sobre travamentos após pequenas pancadas nos notebooks ou gabinetes dos desktops. Isso acontece por um motivo bastante simples: os HDs são produzidos com discos magnéticos e agulhas (ressaltamos a analogia a um toca-discos).

Quando algum impacto ocorre, essa agulha pode perder-se na leitura e gravação dos dados, fazendo com que o computador trave completamente. Em casos mais sérios, os HDs podem ser inutilizados, pois, em vez de a agulha apenas se perder, ela acaba riscando o disco magnético do componente.

Fonte da imagem: Divulgação/Kingston

Computadores com SSD não sofrem com isso. Sem partes mecânicas na composição do dispositivo, impactos ou grandes sessões de “chacoalhões” não oferecem riscos. Testes da Samsung apontam para resistência contra choques com frequência de mais de 2 mil Hz, enquanto os HDs pararam de funcionar com menos de 400 Hz.

Logicamente, pouca gente precisa utilizar os computadores em situações de tamanha instabilidade, mas o ponto positivo nesse caso é a enorme resistência a impactos, garantindo que os dados não sejam perdidos ou os discos, danificados, evitando também gastos com manutenção e novas peças.

Eficiência energética

O adjetivo que mais tem sido empregado para descrever as novas tecnologias é “verde”. Os dispositivos de memória SSD fazem parte disso, pois são criados para reduzir o consumo energético e garantir melhor eficiência com os recursos que utiliza. Pode-se dizer que com a mesma quantidade de energia é possível fazer muito mais.

O maior benefício trazido por isso é a maior duração das baterias de notebooks. Sem discos rotativos, menos energia é dissipada com o movimento, sendo direcionada para a transmissão de dados entre os componentes do computador (saiba como reduzir o consumo no seu computador).

Em que os HDs são superiores?

Como se sabe, nenhuma tecnologia é perfeita. Hoje, os discos de estado sólido ainda apresentam alguns problemas que impedem esta ferramenta de entrar com força no mercado mundial. É necessário entender que ainda existem alguns pontos em que os discos rígidos tradicionais são superiores. Vamos a eles.

Alto custo por GB

Você deve se lembrar de que o computador já custou mais do que um carro (em 1980, armazenar 1 GB chegava a custar 193 mil dólares). É lógico que o SSD está muito aquém desse valor, mas ainda existe um alto custo para armazenar dados em discos sólidos, principalmente se comparados aos atuais baixos preços dos HDs.

Um disco rígido de 64 GB pode chegar a custar menos de 20 dólares no mercado norte-americano, sendo que discos de 500 GB já podem ser encontrados por menos de 100 dólares. Ao mesmo tempo, um SSD com essas proporções ainda não está sendo produzido comercialmente, devido ao alto custo.

Pouca capacidade e limite de inscrições

Devido aos valores cobrados por esses dispositivos, produzir discos com capacidades elevadas ainda não é vantajoso para as fabricantes. Felizmente o cenário está se modificando aos poucos e hoje já existem alguns SSDs que contam com 256 GB para armazenar arquivos. Outro problema é a limitação dos discos: enquanto HDs podem ser sobrescritos infinitas vezes, SSDs podem parar de apagar dados em determinados setores da memória.

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Agora que você já sabe um pouco mais sobre os novos dispositivos de armazenamento, diga se concorda com o Tecmundo quando afirmamos que em poucos anos os SSDs devem destronar os HDs comuns na disputa por mercado.

Fonte: Tecmundo