sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cientistas criam buraco negro artificial

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/06/2010

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A energia das ondas eletromagnéticas absorvidas é convertida em calor com uma taxa de eficiência de 99%. Por isso, o dispositivo se comporta como um "corpo negro eletromagnético", ou "buraco negro eletromagnético".[Imagem: IOP]

 

Pesquisadores chineses construíram uma espécie de "buraco negro artificial", um dispositivo capaz de absorver as ondas eletromagnéticas na frequência das micro-ondas.

O dispositivo abre uma nova linha de pesquisas que poderá levar à criação de formas avançadas de varredura e captação de ondas eletromagnéticas, assim como de proteção de áreas determinadas contra essas ondas.

Absorvedor eletromagnético omnidirecional

O dispositivo consiste em um cilindro contendo 60 anéis concêntricos de metamateriais, materiais artificiais que adquirem propriedades não encontradas em materiais naturais.

Por ser capaz de absorver a radiação eletromagnética à sua volta - na faixa das micro-ondas - os cientistas o comparam a um buraco negro astrofísico, que, no mundo real, absorve tanto matéria quanto luz.

Oficialmente, Qiang Cheng e Tie Jun Cui, da Universidade de Nanjing, chamam seu dispositivo de absorção de "absorvedor eletromagnético omnidirecional".

Metamateriais

Eles projetaram e construíram seu absorvedor usando 60 tiras de placa de circuito impresso dispostas em camadas concêntricas e revestidas com cobre.

Cada camada é impressa com padrões alternados, que entram ou não em ressonância com as ondas eletromagnéticas.

A estrutura passa assim a apresentar um comportamento característico, classificando-se na classe dos metamateriais.

Metamateriais são materiais artificiais como esses, capazes, por exemplo, de curvar a luz para o lado errado, que estão por trás dos experimentos de invisibilidade.

Buraco negro artificial

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Cada camada é impressa com padrões alternados, que entram ou não em ressonância com as ondas eletromagnéticas. [Imagem: IOP]

O dispositivo é capaz de capturar e absorver as ondas eletromagnéticas provenientes de todas as direções, fazendo a radiação espiralar para o seu interior.

A energia das ondas eletromagnéticas absorvidas é convertida em calor com uma taxa de eficiência de 99%. Por isso, o dispositivo se comporta como um "corpo negro eletromagnético", ou "buraco negro eletromagnético".

No momento, o buraco negro artificial só funciona com micro-ondas, mas os pesquisadores estão planejando desenvolver a seguir um buraco negro para a luz visível.

Antenas e blindagem

Os resultados da pesquisa podem encontrar aplicações em micro-ondas, tanto em antenas quanto em dispositivos de blindagem contra ondas eletromagnéticas.

Segundo os cientistas, "A boa concordância entre os resultados teóricos e os resultados experimentais mostrou a excelente capacidade dos metamateriais como candidatos para a construção de dispositivos de absorção artificial omnidirecionais."

"Como o núcleo dissipativo pode converter energia eletromagnética em energia térmica, esperamos que o dispositivo proposto possa encontrar aplicações importantes em emissores térmicos e captura de ondas eletromagnéticas," concluem eles.

Bibliografia:
An omnidirectional electromagnetic absorber made of metamaterials
Qiang Cheng, Tie Jun Cui, Wei Xiang Jiang, Ben Geng Cai
New Journal of Physics
3 Junho 2010
Vol.: 12 063006
DOI: 10.1088/1367-2630/12/6/063006

fonte: inovacaotecnologica.com.br

Ricardo M. Beskow

segunda-feira, 7 de junho de 2010

365 maneiras de ajudar o meio ambiente

Nova-iorquino fez um blog e promete dar uma dica por dia, durante um ano inteiro

Uma atitude sustentável por dia, durante um ano inteiro. Esta é a proposta desse blog, criado pelo nova-iorkino Mike Lieberman. Todos os dias, um novo post com dicas eco-friendly ilustram o seu blog. São atitudes que não atrapalham em nada a rotina dele, mas certamente fazem diferença para o planeta. Algumas são óbvias, como por exemplo, decidir o que vai comer antes de abrir a geladeira, não jogar lixo na privada ou secar pratos ao ar livre ao invés de usar a secadora. Mas outras são bem úteis e simples como, por exemplo, não usar canudo ao beber um suco ou levar o próprio cabide ao entregar uma roupa na lavanderia. Itens não mais utilizados por você podem servir ao vizinho. Por isso, por que não deixá-los bem à vista? E na hora de utilizar sacolas reutilizáveis no supermercado, experimente adicionar um fundo de papel grosso. Isso faz com que a sacola dure bem mais.

http://www.365waystogogreen.com/

Quer acompanhar a saga de Mike e, quem sabe, se inspirar um pouco? Então acesse o blog dele. O link está aí em cima.

fonte: olhardigital

Ricardo M. Beskow

Japoneses criam disco rígido mais fino do mundo

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A empresa japonesa Hitachi foi a responsável pela criação do HD mais fino do mundo. Chamado de Serial ATA 3Gbps Travelstar Z7K320, o HD possui transferência de 1.334 Mbps assistida por um cache de 16 MB, 7.200 RPM e 2,5 polegadas. A capacidade de armazenamento é de 360 GB.

No quesito consumo de energia, o HD utiliza 1,8 watts durante leitura ou gravação e 0,8 watts no estado de espera.

A previsão é de que o modelo da Hitachi substitua os HDs de 9,5 milímetros utilizados atualmente em notebooks.

Os consumidores já podem ficar atentos à novidade: o início da produção em massa começa em agosto desse ano. Quanto ao preço, a fabricante afirma que o HD não custará tão caro ao consumidor final.

 

fonte: olhardigital

Ricardo M. Beskow

Impressoras com acesso à internet estão chegando

20100607130014 Uma nova família de impressoras HP está chegando ao mercado. Elas são capazes de acessar à web sem qualquer equipamento extra.

A possibilidade de acessar a web permite impressão a partir de serviços como Google Docs e  também de smartphones e gadgets como o iPad. Além disso, a impressora terá seu próprio endereço de email e tela sensível ao toque.

Muito se especula quanto à impressão de documentos, já que é cada vez mais comum que pessoas substituam a impressão pela opção de visualizar o conteúdo através de seus próprios gadgets. Porém, Vyomesh I. Joshi, vice-presidente executivo da Hewlett-Packard, afirma que esse produto irá abrir as possibilidades da impressão.

A utilização de um email próprio foi descrita pelos engenheiros da HP como uma forma fácil e muito familiar para as pessoas transferirem dados através da impressora. Além disso, se torna completamente dispensável o uso de cabos, além da instalação de softwares diferentes para cada dispositivo conectado à impressora. É possível, por exemplo, tirar uma foto com o aparelho celular, enviá-la por email para a impressora e tê-la em mãos em minutos.

A HP também estuda fazer parceria com o site ePrintCenter, que funcionaria de maneira muito semelhante às lojas de apps da Apple e Google, permitindo o desenvolvimento de aplicativos para as impressoras.

A criação deve custar entre US$99 e US$400. Há previsão de que chegue ao consumidor final ainda este mês.

fonte: olhardigital

Ricardo M. Beskow

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Cientista diz ter sido infectado com vírus de computador

Contaminação humano-digital

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O cientista demonstrou que um chip implantado no corpo humano tem a capacidade de passar o vírus de computador para sistemas de controle externos e, eventualmente, contaminar implantes eletrônicos de outras pessoas.[Imagem: Ziaie/David Umberger]

O cientista britânico Mark Gasson, da Universidade de Reading, contaminou um chip com um vírus de computador e, a seguir, implantou o chip em sua mão.

Gasson demonstrou em experiências que o chip tem a capacidade de passar o vírus de computador para sistemas de controle externos.

Se outros chips implantados fossem então conectados ao sistema eles também ficariam corrompidos, segundo o cientista.

O artefato, que o permite passar por portas com código de segurança e ativar seu telefone celular, é uma versão sofisticada dos chips de identificação utilizados para marcar animais, as chamadas etiquetasRFID.

Vírus digitais entre humanos

Gasson admite que o teste apenas prova um princípio, mas ele acredita que existam implicações importantes para um futuro em que aparelhos médicos, como marcapassos e implantes cocleares (dispositivos eletrônicos que ajudam a proporcionar uma sensação de som para pessoas surdas) se tornarão mais sofisticados e correrão o risco de ser contaminados por outros implantes humanos.

O cientista prevê que no futuro vá ser feito maior uso de tecnologia implantada.

"Este tipo de tecnologia passou a ser comercializado nos Estados Unidos como um tipo de bracelete de alerta médico, para escanear seu histórico médico no caso de você ser encontrado inconsciente."

Transhumanismo

"Com os benefícios deste tipo de tecnologia vêm os riscos. Nós podemos nos melhorar de alguma forma, mas assim como as melhorias de outras tecnologias, como os telefones celulares, por exemplo, elas se tornam vulneráveis a riscos, como problemas de segurança e vírus de computador", afirmou Gasson.

Gasson está se referindo às propostas do transhumanismo, que pretende incorporar benefícios da tecnologia para criar "humanos melhorados" - veja mais em Você está preparado para conviver com os humanos aprimorados?.

Implantes não-médicos

O professor Rafael Capurro, do Instituto de Ética da Informação Steinbeis-Transfer, na Alemanha, disse à BBC News que a pesquisa é "interessante".

"Se alguém for capaz de obter acesso online a seu implante pode ser algo sério", disse.

Capurro contribuiu para um estudo para a Comissão Europeia em 2005 que analisou o desenvolvimento de implantes digitais e o possível abuso deles.

"De um ponto de vista ético, a vigilância de implantes pode ser positiva e negativa", afirmou.

"Vigilância pode ser parte do tratamento médico, mas se alguém quer te prejudicar pode ser um problema."

Além disso, afirmou Capurro, deve haver cautela se implantes com capacidade de vigilância começassem a ser utilizados fora do campo médico.

Cirurgia eletrônica

Porém, Gasson acredita que vai haver uma demanda para estes aplicativos não-fundamentais, assim como as pessoas pagam por cirurgia plástica.

"Se nós encontrarmos uma forma de melhorar a memória ou o QI de alguém, então há uma possibilidade real de que as pessoas resolvam ter este tipo de procedimento invasivo."

 

Rory Cellan-Jones - BBC - 26/05/2010