terça-feira, 25 de junho de 2013

Teletransporte tem novo impulso com reciclagem quântica

Com informações da Universidade de Cambridge - 25/06/2013
Teletransporte tem novo impulso com reciclagem quântica
O atual recorde de teletransporte quântico foi batido usando lasers conectando dois observatórios astronômicos.[Imagem: IQOQI-Vienna]
 
Nos últimos dez anos, físicos teóricos têm mostrado que as intensas conexões geradas entre partículas, pelo fenômeno quântico do entrelaçamento - ou "emaranhamento" - podem ser a chave para o teletransporte de informações quânticas.
É bem sabido que Einstein detestava a teoria do entrelaçamento quântico, descartando-o como uma "ação fantasmagórica à distância". Mas já se comprovou que o entrelaçamento é uma característica muito real no nosso universo, e que tem um potencial extraordinário para fazer avançar todos os tipos de atividade científica.
Agora, pela primeira vez, pioneiros nesse campo descobriram como o entrelaçamento pode ser "reciclado" para aumentar a eficiência dessas "ligações fantasmagóricas" entre as partículas.
A equipe também desenvolveu uma forma generalizada de teletransporte, que permite uma grande variedade de aplicações potenciais em física quântica.
O resultado nos coloca um passo mais próximo do estilo do teletransporte da ficção científica, embora esta pesquisa esteja ainda em um estágio puramente teórico.
Teletransporte quântico
Por muito tempo considerado algo impossível, finalmente, em 1993, uma equipe de cientistas calculou que o teletransporte poderia funcionar, em princípio, usando as leis da mecânica quântica.
O teletransporte quântico aproveita o entrelaçamento para transmitir blocos de informação do tamanho de partículas através de distâncias potencialmente enormes, de forma potencialmente instantânea.
O entrelaçamento envolve um par de partículas quânticas, como elétrons ou fótons, que estão intrinsecamente ligadas entre si, retendo a sincronização que prende as partículas, estejam elas próxima uma da outra ou em lados opostos de uma galáxia.
Através dessa conexão, bits quânticos de informação - qubits - podem ser transmitidos usando apenas as formas tradicionais de comunicação clássica.
Os protocolos de teletransporte desenvolvidos até agora ficavam em um de dois campos - aqueles que só podem enviar informações embaralhadas, exigindo correção pelo receptor, ou, mais recentemente, o teletransporte "baseado em porta", que não necessita de uma correção, mas precisa de uma quantidade impraticável de entrelaçamento, já que cada objeto enviado poderia destruir o estado entrelaçado.
Teletransporte tem novo impulso com reciclagem quântica
Um dos frutos mais surpreendentes desta área emergente de pesquisas foi o incrível teletransporte do magnetismo. [Imagem: Navau et al./PRL]
Protocolo de teletransporte
Agora, físicos britânicos e poloneses desenvolveram um protocolo para fornecer uma solução ótima em que o estado entrelaçado é "reciclado", de forma que a ligação entre as partículas se mantém para o teletransporte de múltiplos objetos.
Eles elaboraram também um protocolo em que vários qubits podem ser transportados simultaneamente, embora o estado entrelaçado degrade proporcionalmente à quantidade de qubits enviados em ambos os casos.
"O primeiro protocolo consiste em estados de teletransporte sequenciais, e o segundo teletransporta-os em bloco," explica Sergii Strelchuck (Universidade de Cambridge), que realizou a pesquisa com seus colegas Jonathan Oppenheim (da Universidade de Londres, que descobriu uma conexão surpreendente entre fenômenos quânticos) e Michal Horodecki (da Universidade de Gdansk, responsável por demonstrar a criptografia quântica na prática pela primeira vez).
"Nós também descobrimos uma técnica de teletransporte generalizada que esperamos encontrar aplicações em áreas como a computação quântica.
Existe uma ligação estreita entre o teletransporte e os computadores quânticos, que são dispositivos que exploram a mecânica quântica para realizar cálculos que não seriam possíveis em um computador clássico. Construir um computador quântico é um dos grandes desafios da física moderna, e espera-se que o novo protocolo de teletransporte leve a avanços nessa área," prosseguiu Strelchuck.
Embora o novo protocolo seja inteiramente teórico, no ano passado uma equipe de cientistas chineses conseguiu teletransportar fótons a mais de 143 quilômetros de distância, quebrando recordes anteriores, e o entrelaçamento quântico é cada vez mais visto como uma importante área de investigação científica.
O teletransporte de informações por meio de átomos individuais já é possível com as tecnologias atuais - e implementar o novo protocolo na prática deverá ser uma questão de tempo - mas o teletransporte de objetos grandes - como o Capitão Kirk - permanece no reino da ficção científica.

Bibliografia:

Generalized teleportation and entanglement recycling
Sergii Strelchuk, Michal Horodecki, Jonathan Oppenheim
Physical Review Letters
DOI: 10.1103/PhysRevLett.110.010505

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Tesla Motors demonstra tecnologia para trocar baterias de carros elétricos

Segundo a empresa, todo o processo vai custar menos aos consumidores do que encher o tanque de um veículo convencional.

Por Felipe Gugelmin em 21 de Junho de 2013
 
 
 
Em um evento realizado na cidade de Hawthorne, Califórnia, a Tesla Motors demonstrou pela primeira vez sua nova tecnologia para a troca de baterias do carro elétrico Model S. Segundo a empresa, todo o processo leva um máximo de 90 segundos para ser realizado, dispensando que o motorista saia do automóvel para fazer isso.
 
A companhia afirma que a novidade se trata do “posto de abastecimento mais rápido de Los Angeles”. A Tesla afirma que os motoristas poderão tanto manter a bateria nova quanto devolvê-la em um momento posterior — a diferença entre os valores é cobrada posteriormente pela empresa, que assegura que todo o processo custa menos que abastecer um tanque de gasolina.
A fabricante espera que a alternativa chegue em breve a todos os seus postos de abastecimento, algo que deve demorar certo tempo para acontecer. A primeira instalação do tipo vai ser construída na Califórnia, com custo de construção avaliado em US$ 500 mil.
 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

GPS gratuito é lançado pela Oi e funciona com celular de qualquer operadora

 Batizado de Oi Mapas, o app criado pela empresa já está na Google Play e pode ser instalado em smartphones de operadoras concorrentes.

Por Ian Castelli em 19 de Junho de 2013
GPS gratuito é lançado pela Oi e funciona com celular de qualquer operadora(Fonte da imagem: Reprodução/Oi)
Oi lançou um app de autoria própria com funções relacionadas à geolocalização e GPS. O app, denominado Oi Mapas, está na Google Play desde o dia 12 de junho, porém só foi anunciado oficialmente ontem (18). Por enquanto, a ferramenta só está disponível para os usuários do Android, contudo é necessário possuir o sistema operacional 2.2 ou superior.
O Oi Mapas está inteiramente em português e, apesar de ser desenvolvido pela Oi, funciona em smartphones de outras operadoras sem problemas.
Além disso, ele é capaz de fornecer informações offline, pois pré-carrega o mapa do Brasil na memória do aparelho permanentemente – recurso ótimo para quem sempre fica na dependência do 3G.

Um app que quer ser completo

O app conta com visualizações em 2D e 3D, podendo ser integrado com as redes sociais Facebook, Foursquare e Twitter. Você também pode utilizar a ferramenta para pesquisar locais interessantes dos arredores, pessoas próximas ou compartilhar suas localizações. Na primeira utilização, cerca de 200 MB de dados são baixados no smartphone para consultas posteriores.
A Oi informou que logo lançará versões para iOS, embora não tenha comentado nada em relação ao Windows Phone. E você, já utilizou o Oi Mapas? O que achou da ferramenta?
Fonte: Blog Oi

LG vai iniciar a produção de displays OLED flexíveis no quarto trimestre

Primeiro produto da companhia a contar com a tecnologia chega às lojas ainda em 2013.

Por Felipe Gugelmin em 19 de Junho de 2013
LG vai iniciar a produção de displays OLED flexíveis no quarto trimestre(Fonte da imagem: Reprodução/Unwired View)

A LG confirmou nesta quarta-feira (19) que vai iniciar a produção em massa de painéis OLED flexíveis no quarto trimestre comercial de 2013. Embora a empresa afirme que possui “clientes importantes” interessados nas novas telas, ela não confirmou quais são as fabricantes que vão incorporá-las em seus dispositivos.
Em entrevista concedida ao The Korea Times, a LG Display afirmou que espera produzir uma média de 12 mil folhas de papel OLED flexível a cada mês. Além disso, a empresa confirmou que seu primeiro smartphone com a nova tecnologia deve chegar às lojas no final deste ano.
Até o momento, a companhia não informou quais são as especificações do aparelho, tampouco forneceu informações quanto à resolução dos novos painéis. Também é incerta qual é a verdadeira capacidade que as telas têm de se dobrar, o que deve determinar o design dos aparelhos que acompanham a nova tecnologia.
Fonte: Unwired View

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Dados dos internautas brasileiros devem ser guardados aqui, sugere ministro

Paulo Bernardo se mostrou preocupado com o possível monitoramento de informações pelos Estados Unidos
13 de Junho de 2013 | 13:15h


Ministro Paulo Bernardo
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou durante evento da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) nesta quarta-feira, 12, que "é preciso haver uma política para que os dados dos usuários brasileiros sejam guardados no país" e não nos Estados Unidos.

O comentário de Bernardo diz respeito ao programa do governo norte-americano para acessar dados de usuários de grandes provedores de conteúdo, como Apple, Google e Microsoft. Segundo ele, há uma série de perguntas que precisam ser respondidas, pois mesmo um usuário brasileiro estaria sendo monitorado pela Casa Branca. 

"Parece pouco possível justificar uma coisa dessas; provavelmente todos nós temos contas nessas empresas", declarou. 

O ministro lembrou de um episódio em Dubai, durante a conferência da União Internacional de Telecomunicações em dezembro do ano passado, quando oGoogle acusou a entidade de querer "governar a internet". 

"Agora fico sabendo que isso acontece há sete anos. Eu queria colocar essas questões em pauta. A internet tem que ser livre e neutra", argumenta.

De acordo com a Exame, Bernardo ainda lembrou que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) solicitou ao Google a abertura de dados de um acusado em um processo de lavagem de dinheiro que foi recusado. Na ocasião, a gigante da web alegou que os dados arquivados nos EUA estavam sujeitos à legislação americana, que os proibia de revelar. 

"Se a empresa possui CNPJ e tem escritório aqui, tem de cumprir e se submeter à legislação brasileira", finalizou.

Fonte: Olhar digital