terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cientistas querem testar se vivemos em uma Matrix


Com informações da New Scientist - 06/11/2012

Cientistas querem testar se vivemos em uma Matrix
Será que nós próprios não poderíamos estar vivendo dentro de uma simulação do tipo Matrix?[Imagem: Sourceforge/EffecTV]
A arte que imita a vida
Todos os fãs da trilogia Matrix sempre se questionaram se seria realmente possível que fôssemos uma espécie de "agentes de software" da vida real.
Ou se o que chamamos de "vida real" não seria de fato uma "vida virtual" fundada em uma outra realidade à qual não temos acesso direto.
Agora esta questão está sendo levada a sério pelos cientistas, que estão propondo um teste para sabermos se estamos ou não vivendo em uma simulação computadorizada.
A ideia, proposta por uma equipe da Universidade de Bonn, na Alemanha, parece ir bem mais longe do que outro conceito mais em voga, de que nosso Universo pode ser um gigantesco holograma.
Segundo eles, mesmo nossos deuses-programadores devem ter à disposição uma capacidade de processamento limitada e, sobretudo, devem cometer erros de programação.
E essas imperfeições devem criar erros na simulação que nós podemos ser capazes de detectar.
Simulações realísticas
As simulações computadorizadas são uma das principais ferramentas usadas pelos cientistas hoje, sejamos nós virtuais ou não.
Os simuladores permitem estudar tudo, de um você-virtual e da física dos arco-írisaté o Universo, passando pelo planeta Terra inteiro e pelo nascimento das galáxias.
As simulações costumam criar matrizes 3D de "células", ou "átomos", que interagem de forma crescente até formar a coisa toda que se propõe estudar.
Como o poder computacional está crescendo continuamente, torna-se razoável pensar que um dia possamos simular o Universo inteiro, detalhe por detalhe.
Isso imediatamente leva à questão: Será que nós próprios não poderíamos estar vivendo dentro de uma simulação?
Falhas na Matrix
Silas Beane e seus colegas propõem que, se estivermos vivendo em uma matriz simulada por computador - uma Matrix - então os raios cósmicos, partículas carregadas que chispam pelo Universo, provavelmente estão viajando ao longo das linhas que conectam os diversos elementos dessa matriz.
Ou seja, a rota dos raios cósmicos deveria seguir uma estrutura geométrica precisa - eles não viriam de todos os ângulos possíveis.
Isso seria uma "falha" na Matrix, uma inconsistência que poderíamos detectar.
Mas vai levar um tempo até que você possa liberar seu Neo interior, ou alimentar a esperança de ser "o escolhido".
Os limites de energia dos raios cósmicos observados em nosso Universo significam que, se nosso Universo for mesmo uma simulação, as "células" de sua matriz não poderiam ser menores do que 10-12 femtômetros para que a falha aparecesse.
Seria então, uma questão de construir detectores de raios cósmicos suficientemente precisos para medir não apenas a energia, mas também o ângulo de chegada de cada "partícula" de energia.
É claro que estamos muito longe disto - o raio de um próton, por exemplo, mede pouco menos de 1 femtômetro.
Sinais dos criadores
Não há razão, contudo, para assumir que deuses-programadores suficientemente avançados não sejam capazes de projetar e rodar células ainda menores, nem que eles utilizem uma estrutura cúbica, como os cientistas presumem, o que de fato nos leva de volta à estaca zero.
Mas pode haver outras formas pelas quais os simuladores nos deem indicações de sua presença, eventualmente como um teste para avaliar a evolução das capacidades das suas criaturas virtuais.
Nick Bostrom, filósofo da Universidade de Oxford, recentemente sugeriu que os criadores da nossa realidade podem ter deixado mensagens nos alertando sobre sua existência, ou podem simplesmente nos transportar para sua realidade.
O fato é que a questão mais geral sobre se existem ou não outros níveis de realidade além deste que afeta nossos sentidos tem incomodado os filósofos há milênios.
Ou seja, não espere uma resposta definitiva para a questão tão cedo.
Bibliografia:

Constraints on the Universe as a Numerical Simulation
Silas R. Beane, Zohreh Davoudi, Martin J. Savage
http://arxiv.org/abs/1210.1847

Cientistas querem testar se vivemos em uma Matrix


Com informações da New Scientist - 06/11/2012

Cientistas querem testar se vivemos em uma Matrix
Será que nós próprios não poderíamos estar vivendo dentro de uma simulação do tipo Matrix?[Imagem: Sourceforge/EffecTV]
A arte que imita a vida
Todos os fãs da trilogia Matrix sempre se questionaram se seria realmente possível que fôssemos uma espécie de "agentes de software" da vida real.
Ou se o que chamamos de "vida real" não seria de fato uma "vida virtual" fundada em uma outra realidade à qual não temos acesso direto.
Agora esta questão está sendo levada a sério pelos cientistas, que estão propondo um teste para sabermos se estamos ou não vivendo em uma simulação computadorizada.
A ideia, proposta por uma equipe da Universidade de Bonn, na Alemanha, parece ir bem mais longe do que outro conceito mais em voga, de que nosso Universo pode ser um gigantesco holograma.
Segundo eles, mesmo nossos deuses-programadores devem ter à disposição uma capacidade de processamento limitada e, sobretudo, devem cometer erros de programação.
E essas imperfeições devem criar erros na simulação que nós podemos ser capazes de detectar.
Simulações realísticas
As simulações computadorizadas são uma das principais ferramentas usadas pelos cientistas hoje, sejamos nós virtuais ou não.
Os simuladores permitem estudar tudo, de um você-virtual e da física dos arco-írisaté o Universo, passando pelo planeta Terra inteiro e pelo nascimento das galáxias.
As simulações costumam criar matrizes 3D de "células", ou "átomos", que interagem de forma crescente até formar a coisa toda que se propõe estudar.
Como o poder computacional está crescendo continuamente, torna-se razoável pensar que um dia possamos simular o Universo inteiro, detalhe por detalhe.
Isso imediatamente leva à questão: Será que nós próprios não poderíamos estar vivendo dentro de uma simulação?
Falhas na Matrix
Silas Beane e seus colegas propõem que, se estivermos vivendo em uma matriz simulada por computador - uma Matrix - então os raios cósmicos, partículas carregadas que chispam pelo Universo, provavelmente estão viajando ao longo das linhas que conectam os diversos elementos dessa matriz.
Ou seja, a rota dos raios cósmicos deveria seguir uma estrutura geométrica precisa - eles não viriam de todos os ângulos possíveis.
Isso seria uma "falha" na Matrix, uma inconsistência que poderíamos detectar.
Mas vai levar um tempo até que você possa liberar seu Neo interior, ou alimentar a esperança de ser "o escolhido".
Os limites de energia dos raios cósmicos observados em nosso Universo significam que, se nosso Universo for mesmo uma simulação, as "células" de sua matriz não poderiam ser menores do que 10-12 femtômetros para que a falha aparecesse.
Seria então, uma questão de construir detectores de raios cósmicos suficientemente precisos para medir não apenas a energia, mas também o ângulo de chegada de cada "partícula" de energia.
É claro que estamos muito longe disto - o raio de um próton, por exemplo, mede pouco menos de 1 femtômetro.
Sinais dos criadores
Não há razão, contudo, para assumir que deuses-programadores suficientemente avançados não sejam capazes de projetar e rodar células ainda menores, nem que eles utilizem uma estrutura cúbica, como os cientistas presumem, o que de fato nos leva de volta à estaca zero.
Mas pode haver outras formas pelas quais os simuladores nos deem indicações de sua presença, eventualmente como um teste para avaliar a evolução das capacidades das suas criaturas virtuais.
Nick Bostrom, filósofo da Universidade de Oxford, recentemente sugeriu que os criadores da nossa realidade podem ter deixado mensagens nos alertando sobre sua existência, ou podem simplesmente nos transportar para sua realidade.
O fato é que a questão mais geral sobre se existem ou não outros níveis de realidade além deste que afeta nossos sentidos tem incomodado os filósofos há milênios.
Ou seja, não espere uma resposta definitiva para a questão tão cedo.
Bibliografia:

Constraints on the Universe as a Numerical Simulation
Silas R. Beane, Zohreh Davoudi, Martin J. Savage
http://arxiv.org/abs/1210.1847

Cientistas querem testar se vivemos em uma Matrix

Com informações da New Scientist - 06/11/2012
Cientistas querem testar se vivemos em uma Matrix
Será que nós próprios não poderíamos estar vivendo dentro de uma simulação do tipo Matrix?[Imagem: Sourceforge/EffecTV]
A arte que imita a vida
Todos os fãs da trilogia Matrix sempre se questionaram se seria realmente possível que fôssemos uma espécie de "agentes de software" da vida real.
Ou se o que chamamos de "vida real" não seria de fato uma "vida virtual" fundada em uma outra realidade à qual não temos acesso direto.
Agora esta questão está sendo levada a sério pelos cientistas, que estão propondo um teste para sabermos se estamos ou não vivendo em uma simulação computadorizada.
A ideia, proposta por uma equipe da Universidade de Bonn, na Alemanha, parece ir bem mais longe do que outro conceito mais em voga, de que nosso Universo pode ser um gigantesco holograma.
Segundo eles, mesmo nossos deuses-programadores devem ter à disposição uma capacidade de processamento limitada e, sobretudo, devem cometer erros de programação.
E essas imperfeições devem criar erros na simulação que nós podemos ser capazes de detectar.
Simulações realísticas
As simulações computadorizadas são uma das principais ferramentas usadas pelos cientistas hoje, sejamos nós virtuais ou não.
Os simuladores permitem estudar tudo, de um você-virtual e da física dos arco-írisaté o Universo, passando pelo planeta Terra inteiro e pelo nascimento das galáxias.
As simulações costumam criar matrizes 3D de "células", ou "átomos", que interagem de forma crescente até formar a coisa toda que se propõe estudar.
Como o poder computacional está crescendo continuamente, torna-se razoável pensar que um dia possamos simular o Universo inteiro, detalhe por detalhe.
Isso imediatamente leva à questão: Será que nós próprios não poderíamos estar vivendo dentro de uma simulação?
Falhas na Matrix
Silas Beane e seus colegas propõem que, se estivermos vivendo em uma matriz simulada por computador - uma Matrix - então os raios cósmicos, partículas carregadas que chispam pelo Universo, provavelmente estão viajando ao longo das linhas que conectam os diversos elementos dessa matriz.
Ou seja, a rota dos raios cósmicos deveria seguir uma estrutura geométrica precisa - eles não viriam de todos os ângulos possíveis.
Isso seria uma "falha" na Matrix, uma inconsistência que poderíamos detectar.
Mas vai levar um tempo até que você possa liberar seu Neo interior, ou alimentar a esperança de ser "o escolhido".
Os limites de energia dos raios cósmicos observados em nosso Universo significam que, se nosso Universo for mesmo uma simulação, as "células" de sua matriz não poderiam ser menores do que 10-12 femtômetros para que a falha aparecesse.
Seria então, uma questão de construir detectores de raios cósmicos suficientemente precisos para medir não apenas a energia, mas também o ângulo de chegada de cada "partícula" de energia.
É claro que estamos muito longe disto - o raio de um próton, por exemplo, mede pouco menos de 1 femtômetro.
Sinais dos criadores
Não há razão, contudo, para assumir que deuses-programadores suficientemente avançados não sejam capazes de projetar e rodar células ainda menores, nem que eles utilizem uma estrutura cúbica, como os cientistas presumem, o que de fato nos leva de volta à estaca zero.
Mas pode haver outras formas pelas quais os simuladores nos deem indicações de sua presença, eventualmente como um teste para avaliar a evolução das capacidades das suas criaturas virtuais.
Nick Bostrom, filósofo da Universidade de Oxford, recentemente sugeriu que os criadores da nossa realidade podem ter deixado mensagens nos alertando sobre sua existência, ou podem simplesmente nos transportar para sua realidade.
O fato é que a questão mais geral sobre se existem ou não outros níveis de realidade além deste que afeta nossos sentidos tem incomodado os filósofos há milênios.
Ou seja, não espere uma resposta definitiva para a questão tão cedo.
Bibliografia:

Constraints on the Universe as a Numerical Simulation
Silas R. Beane, Zohreh Davoudi, Martin J. Savage
http://arxiv.org/abs/1210.1847

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Tela passiva faz coreografias de luz


Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/11/2012

Tela passiva faz coreografias de luz
Os pesquisadores identificaram as curvas e ondulações que devem ser esculpidas na superfície transparente para direcionar os feixes de luz de forma a criar a imagem, como esta foto de Alan Turing.[Imagem: EPFL]
Negativo transparente
Não se trata de uma tela, nem de algum tipo de projetor, ou mesmo de um negativo de fotografia.
É uma simples placa de acrílico transparente - não há nenhum componente eletrônico incorporado nela, nenhum circuito transparente e nada impresso em sua superfície.
Por isso, é claro, ela nem mesmo precisa de energia para "funcionar".
Ainda assim, basta colocar essa "tela passiva" entre uma parede clara e uma fonte de luz para que a imagem surja quase magicamente na parede.
Mas, é claro, não há mágica, embora haja um pouco de arte - os pesquisadores chamaram sua criação de "coreografias de luz".
Efeito cáustico
Tudo pode ser detalhadamente explicado por um fenômeno natural, conhecido como óptica cáustica, ou efeito cáustico.
A novidade é que os cientistas do instituto suíço EPFL descobriram como manipular as cáusticas à vontade.
"Com a técnica que desenvolvemos, nós podemos compor qualquer imagem que queiramos, de uma forma simples, como uma estrela, até representações complexas, como rostos e paisagens," disse Mark Pauly, coordenador da pesquisa.
O efeito cáustico pode ser observado quando a luz do Sol ilumina a água de uma piscina, produzindo padrões que parecem dançar nos azulejos.
Essas linhas ondulantes, aparentemente aleatórias, são geradas pela luz que atinge a superfície ondulante da água.
Embora seja muito variável e dinâmico em superfícies líquidas, o efeito cáustico produz padrões estáticos em materiais sólidos transparentes, como vidro ou acrílico.
Superfície esculpida
Cientificamente, esse fenômeno pode ser explicado pela refração da luz.
Quando os raios de luz atingem uma superfície transparente, eles continuam sua trajetória, mas sofrem um desvio que é uma função da geometria da superfície e das propriedades ópticas do material.
Ao atravessar o meio, portanto, a luz não é distribuída uniformemente, ela se concentra em determinados pontos, formando algumas zonas que são mais brilhantes e outras que são mais sombreadas.
Pauly e seus colegas estudaram os princípios dessa distribuição, e conseguiram identificar as curvas e ondulações que precisariam ser dadas à superfície do material transparente para direcionar os feixes de luz para uma área desejada.
Eles então desenvolveram um algoritmo para calcular as trajetórias dos raios de luz de forma muito precisa e, assim, formar uma imagem específica.
Faróis de carros
Ou seja, não será possível ter uma tela totalmente passiva no computador ou na TV, porque cada imagem precisa de sua própria superfície customizada.
Mas há possibilidades de usos muito interessantes para a técnica, na arquitetura, por exemplo.
Segundo os pesquisadores, sua "tela cáustica" poderá ser aplicada em janelas, painéis, fontes e ornamentos, assim como em museus e monumentos, ou para decorar objetos.
"Ela tem também um potencial considerável para aplicações mais técnicas, como faróis de automóveis e projetores," disse Pauly.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Windows Live Messenger realmente está com os dias contados


Por Rafael Gazzarrini em 6 de Novembro de 2012


Skype vai incorporar as contas Microsoft, conservando as suas funções originais, como envio de SMS e ligações e telefônicas.
Windows Live Messenger realmente está com os dias contados
Como você já deve ter visto aqui no Tecmundo, havia grandes chances do Windows Live Messenger ser aposentado pela Microsoft. Agora, esse boato foi confirmado no blog oficial do Skype, já que este é o software vai absorver a sua conta do seu antigo “MSN”.
A morte do Messenger não tem data marcada, só foi informado que ela vai acontecer no primeiro semestre de 2013 — menos na China, pois o programa continuará funcionando por lá. Para continuar entrando em contato com os seus amigos, você simplesmente deve baixar o Skype 6.0 e fazer o login usando as informações do WLM.

Você vai poder usar o Messenger normalmente

Todas as funções básicas do Messenger continuarão existindo, ou seja, você vai continuar conversando normalmente com seus amigos — tanto por texto quanto por áudio e vídeo. Além disso, o Skype vai manter os seus recursos próprios, como o envio de SMS e ligações telefônicas.
Dessa maneira, o fim de uma era — que envolveu “chamadas de atenção”, emoticons personalizados e os horríveis winks — vai oficialmente acabar. Você está feliz com isso?
Fonte: Skype, Tecmundo