sábado, 6 de outubro de 2012

Rastreamento dos olhos inaugura era pós-mouse


Redação do Site Inovação Tecnológica - 06/10/2012

Rastreamento dos olhos inaugura era pós-mouse
O equipamento usado já tem as dimensões usuais das câmeras incorporadas em notebooks e tablets.[Imagem: Fujitsu]
Interface com os olhos
Quando você deseja saber qual é a função de um ícone ou botão de um programa, basta passar o mouse sobre ele para que a informação surja rapidamente na tela.
Mas que tal se bastasse que você passasse os olhos sobre o local de interesse?
As possibilidades abertas por essa tecnologia já foram largamente demonstradas em laboratório, e impressionam sobretudo nos ambientes virtuais, incluindo jogos de todos os tipos e simuladores virtuais.
Mas o alcance é maior, podendo mudar radicalmente as interfaces de programas de computador, fazendo-as ir muito além do mouse e das telas sensíveis ao toque.
Sobretudo os dispositivos menores, como smartphones e tablets, têm muito a ganhar.
Rastreamento dos olhos
E o que faltava para tornar realidade essa tecnologia pós-mouse agora não falta mais.
A empresa japonesa Fujitsu anunciou o desenvolvimento de uma tecnologia de rastreamento dos olhos inteiramente baseada nas câmeras e LEDs que já vêm incorporados na maioria dos notebooks, smartphones e tablets.
Até agora, a tecnologia exigia câmeras e LEDs especializados, que ainda são caros e grandes demais para a integração nos equipamentos.
Os engenheiros da empresa superaram o problema das imagens borradas geradas nas altas velocidades de monitoramento necessárias para rastrear a pupila do usuário, a fim de determinar o ponto exato para onde ele está olhando.
Para isso foi usado um LED emitindo luz na faixa do infravermelho próximo, com a câmera detectando a reflexão dessa frequência de onda pelas diversas partes do olho. A direção do olhar é calculada usando a relação entre a reflexão da pupila e da córnea.
Rastreamento dos olhos inaugura era pós-mouse
A técnica chama-se Método de Reflexão Corneal. [Imagem: Fujitsu]
Era pós-mouse
"O processamento necessário para determinar a linha de visão do usuário a partir das imagens capturadas pela câmera é feita usando software, minimizando os custos de hardware," afirma a empresa.
No programa de demonstração da tecnologia, um usuário rola a tela ou faz um zoom na imagem apenas olhando para os botões disponíveis para essas funções.
A empresa afirma que a tecnologia já está pronta para comercialização.
Assim, não precisará esperar muito para usar os olhos para fazer a mira em jogos de primeira pessoa ou para navegar pelo Google Street View apenas olhando para onde você quer ir.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Meio carro, meio moto, veículo de duas rodas equilibra-se sozinho


Com informações da BBC - 02/10/2012

Meio carro, meio moto dispensa o equilíbrio
O "carro cortado ao meio" não cai mesmo se atingido por outro veículo em baixa velocidade.[Imagem: LIT Motors]
Carro cortado
Embora lembre uma motocicleta, o C-1 está mais para um carro cortado ao meio.
O veículo, movido a eletricidade, é uma criação de Danny Kim e sua equipe de engenheiros da Lit Motors.
Eles descrevem seu veículo inovador exatamente assim, como um "carro cortado pela metade". Mas logo se esquecem, e voltam a chamá-lo de "moto".
Desenvolvido para suportar impacto, o C-1 é um veículo de duas rodas estabilizado por giroscópios controlados eletronicamente para criar mais de 500 quilos de força de tração.
Isso ajuda a manter o veículo de pé e apto a enfrentar condições adversas como chuva, neve e até colisões.
"Desenvolvemos nosso próprio algoritmo de estabilidade, que mantém (o motorista) seguro e faz a moto acessível a qualquer pessoa," opina Kim.
Segundo ele, o motorista deve ser habilitado a dirigir um automóvel, mas não precisa entender nada de motos.
Meio carro, meio moto dispensa o equilíbrio
Já há uma versão que promete ser o sonho dos motoboys. [Imagem: LIT Motors]
Moto coberta
O protótipo do C-1 lembra o de uma moto, mas com uma cobertura aerodinâmica. A moto, ou "meio-carro", é capaz de inclinar-se até 15 graus, capacidade que deve aumentar em versões futuras do projeto.
O objetivo de seus criadores é que o veículo tenha autonomia de 320 quilômetros por recarga de bateria.
A velocidade máxima do C-1 é de 193 km/h, e ele vai de zero a 96 km/h em cerca de seis segundos.
A versão do C-1 para o varejo deverá ficar pronta em 2014, a um custo de US$ 24 mil - preço considerado excessivo por muitos observadores do mercado.
A Lit Motors afirma que pretende reduzir o preço no futuro, quando for possível lucrar com a escala de vendas.
O C-1 também deve incluir airbag, cinto de segurança e portas reforçadas com aço, para aumentar a segurança do motorista/motociclista.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Quanta diferença um processador faz nos jogos?


Por Fabio Jordão em 24 de Setembro de 2012

Um artigo com testes avançados que colocam os modelos mais poderosos em provas de fogo. Será que a CPU é mais importante do que pensamos?
Em diversos artigos de sites especializados em hardware, vemos especialistas comentando que os processadores não influenciam tanto no desempenho dos games. De certa forma, isso é verdade, pois, muitas vezes, um chip com dois núcleos é mais do que suficiente para executar um jogo com configurações avançadas em uma velocidade aceitável.
Além disso, está comprovado que as placas de vídeo geralmente fazem quase todo o trabalho pesado. Claro que é necessário ter um conjunto compatível, com memória RAM suficiente e rápida, um disco rígido de alta velocidade e um processador que acompanhe o restante dos componentes. Todavia, resta a dúvida: até que ponto a CPU influencia na performance?
Quanta diferença um processador faz nos jogos?(Fonte da imagem: Reprodução/The Tech Report)
O portal The Tech Report fez um artigo completo analisando diferentes processadores para identificar como cada um se comporta com jogos modernos. Na análise, a equipe do site colocou chips de médio e alto desempenho da AMD e da Intel em situações semelhantes para ver como cada um se comporta. Você confere um resumo do resultado neste artigo.

Um estudo de caso aprofundado

Na tentativa de melhorar as análises de games e placas de vídeo, o The Tech Report optou por abandonar um pouco essa ideia de confiar apenas nas taxas de frames por segundo. Segundo o texto original, há muito mais em jogo do que a média dos quadros renderizados. Até mesmo um teste com taxas mínimas, médias e máximas pode apresentar discrepâncias.
É perfeitamente possível que um determinado computador obtenha bons resultados no geral, mas, da mesma forma, existe a chance de que, na prática, aconteçam algumas quedas de velocidade. O autor do artigo propôs um estudo profundo, analisando o tempo que cada processador leva para trabalhar em um frame isolado.
Quanta diferença um processador faz nos jogos?(Fonte da imagem: Reprodução/The Tech Report)
The Tech Report analisou 18 CPUs diferentes usando quatro jogos e mais um cenário de conversão de vídeo para obter um veredito final. Na tentativa de evitar distorções nos resultados, o site optou por usar placas-mãe, módulos de memória, discos rígidos e outros componentes idênticos em todas as configurações.
Para realizar os testes, o portal identificou o tempo necessário para processar cada quadro e entregar um desempenho aceitável. Bom, considerando a taxa de 60 fps como ideal, podemos calcular que 16,67 ms é o tempo máximo que um processador deve usar para não acarretar quedas de performance.
Quanta diferença um processador faz nos jogos?(Fonte da imagem: Reprodução/The Tech Report)
Pois é, pode ser um valor ínfimo, mas ele deve ser levado em consideração na hora de avaliar e comparar o desempenho dos processadores. Nesta análise detalhada, o The Tech Report levou em conta esse número, a taxa de frames e o histórico no processamento dos frames.

A difícil tarefa no processamento dos frames

Acredite se quiser: manter um jogo funcionando constantemente com a taxa de 60 frames por segundo é um trabalho árduo. Os dados apresentados na análise foram obtidos com base na renderização de frames no intervalo de 60 a 90 segundos.
Com essas informações, o autor separou os resultados em tempos médios e criou uma linha do tempo mostrando o processamento em um único segundo. Como você pode ver, o trabalho da CPU oscila muito, o que resulta em variações na reprodução jogo. Aqui está a importância em manter as latências tão baixas. Confira os resultados dos chips AMD no jogo Crysis 2:
Quanta diferença um processador faz nos jogos?(Fonte da imagem: Reprodução/The Tech Report)
Resultado? Nos testes com Batman: Arkham CityCrysis 2 e The Elder Scrolls V: Skyrim, nenhum dos processadores conseguiu oferecer poder de processamento suficiente para manter a fluidez do game com 60 quadros por segundo.
Quanta diferença um processador faz nos jogos?(Fonte da imagem: Reprodução/The Tech Report)
Em geral, as latências ultrapassaram o limite de 16,67 ms. As diferenças, muitas vezes, consistem em 2 ou 3 milissegundos; entretanto, esses dados deixam claro que os processadores podem resultar em um gargalo na hora de executar os games.
Quanta diferença um processador faz nos jogos?(Fonte da imagem: Reprodução/The Tech Report)
No caso do jogo Battlefield 3, somente dois modelos (Intel Core i5-655k e AMD Phenom X4 850) apresentaram desempenho insuficiente. Aliás, é importante notar que, neste game, todas as configurações parecem ser limitadas por conta da performance do chip gráfico.

Processadores AMD não são suficientes para jogos?

Uma verdade inconveniente aparece depois de observarmos todos os testes. Independente do jogo em questão, os chips da AMD não demonstram capacidade para acompanhar de perto os modelos mais robustos da Intel. Alguns dos processadores mais avançados da AMD mostram resultados semelhantes aos do Intel Core i5-2500k.
Aqui fica uma dúvida, afinal muitos juram que a AMD é insuperável em jogos. Bom, apesar dos resultados, não podemos dizer que os chips da AMD não são capazes de executar games. Fica claro que eles não trabalham com tanta agilidade e, às vezes, causam impacto na taxa de frames, entretanto as pequenas diferenças não acarretam grandes engasgadas.
Quanta diferença um processador faz nos jogos?(Fonte da imagem: Reprodução/The Tech Report)
O curioso nisso tudo é que o tão aclamado AMD FX-8150, considerado pela fabricante como o processador mais avançado e robusto, chega a ser mais lento do que o Phenom II X4 980, o Phenom II X6 1100T e o FX-4170. Até podemos culpar a falta de otimização do sistema e dos jogos para os oito núcleos, mas isso não vai alterar a inferioridade do Bulldozer.

Afinal, quanta diferença a CPU faz nos jogos?

É difícil responder com uma única palavra, mas podemos dizer que o processador pode sim fazer diferença na execução dos games. Como você mesmo viu, até mesmo o poderoso Intel Core i7-3960X pode apresentar desempenho abaixo do esperado.
Durante a jogatina, essa queda em performance não é notável. Então, fica a dúvida: que diferença faz? Essas latências maiores na renderização dos quadros acabam gerando nuances na execução dos jogos. É por isso que um jogo dificilmente é executado com a mesma taxa de frames durante todo o tempo.
Quanta diferença um processador faz nos jogos?(Fonte da imagem: Reprodução/The Tech Report)
Com os gráficos exibidos pelo The Tech Report, fica claro que os chips tendem a fraquejar ao chegar próximo do processamento dos últimos frames. Assim, ainda que não sejam totalmente visíveis, algumas quedas de frames podem ser notadas. No fim, o que conta mesmo é a fluidez e, independente do jogo em questão, os processadores mais robustos tendem a serem mais sólidos e confiáveis.
Para concluir, o The Tech Report criou um gráfico comparando a performance dos processadores e os preços sugeridos. Segundo o artigo, o Intel Core i5-3470 é o chip que oferece a melhor relação custo-benefício. Para quem prefere a AMD, o Phenom II X4 980 é a melhor opção em performance e preço.
Quanta diferença um processador faz nos jogos?(Fonte da imagem: Reprodução/The Tech Report)
É evidente que essas constatações são referentes aos jogos analisados e às situações propostas no teste, ou seja, os resultados podem variar com outros processadores e games. No fundo, a diferença em desempenho não será tão impactante e você não vai ganhar muito aplicando quase mil reais em um chip top de linha.
Fonte: The Tech Report

Interligação de chips por luz pronta para a indústria


Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/09/2012

Interligação de chips por luz pronta para a indústria
O fio fotônico flexível adapta-se à diferença de posicionamento entre os dois chips. [Imagem: N. Lindenmann and G. Balthasar]
Alinhamento óptico
Interligar processadores e outros chips por meio de luz é um objetivo longamente perseguido pela indústria.
Mesmo que os processadores fotônicos ainda demorem um pouco, apenas a ligação chip-a-chip já seria suficiente para economizar energia e diminuir o calor dos data-centers.
O grande problema é que, para fazer uma conexão óptica, o emissor e o receptor devem estar perfeitamente alinhados.
Isto exige que os dois chips sejam eles próprios previamente alinhados, para que o guia de ondas que os unirá consiga transferir as informações.
Em laboratório isso é fácil, mas é quase impossível repetir o feito em escala industrial, além do que o projeto das placas de circuito impresso muda constantemente.
Escrevendo com laser
Nicole Lindenmann e seus colegas do Instituto de Tecnologia Karlsruhe, na Alemanha, resolveram o problema.
Sua técnica, que é adequada para a indústria porque dispensa o alinhamento dos chips, alcançou taxas de transmissão de dados de vários terabits por segundo.
Os chips a serem interligados são inicialmente colocados na placa, como acontece hoje, sem qualquer preocupação com o alinhamento.
A seguir, os pesquisadores construíram uma "ponte" entre os dois usando um material óptico à base de plástico, cuja flexibilidade adapta-se perfeitamente a qualquer deslocamento entre os dois chips.
Finalmente, para estabelecer a interconexão, eles transformaram a ponte polimérica em um guia de ondas, usando uma uma técnica chamada polimerização de dois fótons - um laser de pulsos "escreve" a estrutura do guia de ondas diretamente no polímero.
Fio fotônico
O protótipo do fio fotônico alcançou uma largura de banda para a transmissão de dados de 5 terabits por segundo, com nível de perda muito baixa e usando os comprimentos de onda já usuais das telecomunicações.
Segundo os pesquisadores, a tecnologia está pronta para uso industrial, e apenas aguarda contato dos interessados.
Bibliografia:

Photonic wire bonding: a novel concept for chip-scale interconnects.
Nicole Lindenmann, Inga Kaiser, Gerhard Balthasar, Rene Bonk, David Hillerkuss, Wolfgang Freude, Juerg Leuthold, Christian Koos
Optics Express
Vol.: 20, No. 16; 30
DOI: 10.1364/OE.20.017667