quinta-feira, 19 de abril de 2012

Óculos de realidade custa R$ 4,50 no Japão

Por Rafael Gazzarrini em 19 de Abril de 2012

Aparelho pode ser conectado ao Windowns XP e ao 7.

(Fonte da Imagem: Reprodução/Adrenaline)

 

Você lembra quando Tom Cruise trabalha naquela tela grande usando as mãos, no filme Minority Report? Aquilo é uma demonstração do que a tecnologia de realidade aumentada pode se tornar. Infelizmente, os aparelhos desenvolvidos até hoje estão longe desse nível, pois são difíceis de usar e de serem introduzidos no dia-a-dia. Mas não precisa ficar desanimado, um óculos chamado AirScouter foi lançado no Japão e promete chegar um pouco mais perto desse cenário.

Segundo o site Adrenaline, a maior qualidade desse aparelho é o fato de ele ser compatível com o Windows XP de 32-bit e o 7. Dessa forma, fica mais fácil encontrar meios de fazer com que ele funcione, pois só é necessário plugá-lo a um computador por um cabo USB. Depois de conectado, ele pode exibir a tela do computador direto para o comprador ou de maneira que as informações se sobreponham a imagem real que o olho capta.

A projeção de realidade ocupa somente uma das lentes (que pode ser escolhida pela pessoa), permitindo a interação com o ambiente ao redor. Além disso, há dois modelos: o WD-100G, que admite o uso de lentes com grau, e o WD-100, para pessoas sem problemas de vista.

O objetivo do fabricante é atingir o grande mercado de trabalhadores do Japão, independente de trabalharem em fábricas ou escritórios. Para que o equipamento seja acessível para a maioria, ele foi lançado por 199,80 yens, o equivalente a R$ 4,50.

Fonte: Tecmundo

terça-feira, 17 de abril de 2012

Conheça o sistema solar da forma mais incrível já vista [vídeo]

Por Paulo Guilherme em 17 de Abril de 2012

Aplicativo independente feito por designer de jogos desempregado impressiona pela qualidade.

 

Não é raro vermos maquetes do sistema solar, sejam elas reais ou virtuais. Mas você provavelmente nunca encontrou nada tão incrível quanto o que foi feito neste software educativo.

O programa, chamado The Solar System, foi desenvolvido na Unreal Engine por Christopher Albeluhn, um designer de jogos desempregado. Segundo ele, o software começou como um simples teste para entrar em seu portfólio, mas cresceu até se tornar um sistema solar completamente funcional, com direito a órbitas, rotações, posicionamentos e velocidades idênticos aos verdadeiros.

Até o momento, não foi liberada nenhuma versão testável do aplicativo, mas o vídeo publicado por Albeluhn nos mostra um pouco do que será possível ver no programa final. O The Solar System permitirá que as pessoas vejam todo o tipo de informação, desde a força gravitacional exercida pelos planetas até as 88 constelações que “rodeiam” nosso sistema.

Se você estiver interessado em ter este programa, será preciso esperar por mais algum tempo, pois o projeto ainda está arrecadando fundos no site Indiegogo (até o momento, a quantia atingida está pouco abaixo da metade da meta estabelecida). Agora é torcer que o aplicativo seja lançado; afinal, ter aulas sobre o sistema solar com este software seria algo muito bem-vindo.

Fonte: Tecmundo

Computador quântico bate recorde de fatoração

Com informações da New Scientist - 16/04/2012

Computador quântico bate recorde de fatoração

Na técnica de estado líquido, uma piscina quântica dá a resposta ao cálculo ao tentar se ajustar ao seu menor estado possível de energia. [Imagem: Xu et al./PRL]

 

Fatoração quântica

Cientistas chineses afirmam ter batido o recorde de computação quântica, calculando os fatores primos do número 143 - o recorde anterior era o número 21.

Os computadores atuais não são nada bons em fatoração numérica, o que tem permitido a elaboração de esquemas de segurança - a chamadacriptografia - baseados justamente na dificuldade em fazer essa fatoração.

Ou seja, o eventual desenvolvimento dos computadores quânticos colocará em xeque os atuais esquemas de segurança, exigindo o desenvolvimento de técnicas igualmente quânticas de criptografia.

O número 143 parece pequeno demais para ameaçar qualquer esquema de segurança. E é de fato.

Mas o que tira um pouco o entusiasmo em relação ao feito, anunciado por Jiangfeng Du, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Heifei, é a técnica de processamento quântico utilizada.

 

Computação adiabática em fase líquida

A equipe usou um processo chamado computação adiabática, o mesmo usado em 2006 por Ralf Schutzhold e Gernot Schaller, da Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha, para fator o número 21.

Ao contrário das técnicas mais pesquisadas de computação quântica, baseadas em condensados de Bose-Einstein e, mais recentemente, em dispositivos de estado sólido, incluindo semicondutores e diamante, esse processo foi adotado em um experimento que se dá em fase líquida.

Há muitas dúvidas se o processo de estado líquido pode ser ampliado para números grandes o suficiente para que a técnica tenha algum efeito prático.

Os qubits dessa "piscina quântica" são os spins de núcleos de hidrogênio em moléculas de um cristal líquido (1-bromo-2-clorobenzeno).

Cada spin é um pequeno magneto, que pode ser manipulado usando disparos de ondas de rádio, em uma técnica similar à ressonância magnética.

 

Processamento coletivo

Em vez dos componentes individuais, tanto dos computadores clássicos, quanto das técnicas mais comuns de computadores quânticos, na computação adiabática a piscina de qubits é controlada para que responda às entradas do processamento de forma coletiva.

A piscina quântica está sempre buscando o nível mais baixo de energia. O truque é ajustar o sistema para que seu estado de mais baixa energia dê a resposta.

É mais ou menos como mexer com uma bola, fazendo-a correr sobre um pano esticado, para que ela atinja a posição correta - somente o algoritmo quântico correto permite que uma piscina quântica resolva um determinado problema.

O inconveniente também é óbvio: cada problema exigirá um "hardware" diferente.

A forma de cálculo mais utilizada nos experimentos com processadores quânticos é o chamado algoritmo de Shor.

Bibliografia:
Quantum Factorization of 143 on a Dipolar-Coupling Nuclear Magnetic Resonance System
Nanyang Xu, Jing Zhu, Dawei Lu, Xianyi Zhou, Xinhua Peng, Jiangfeng Du
Physical Review Letters
Vol.: 108, 130501
DOI: 10.1103/PhysRevLett.108.130501

Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 14 de abril de 2012

Intel lança linha de drives SSD de até 800 GB

Por Cássio W. Barbosa em 13 de Abril de 2012

Voltados para uso corporativo, modelos custarão entre US$ 2 mil e US$ 3,8 mil.

 

(Fonte da imagem: Divulgação/Intel)

 

A Intel anunciou nesta quinta-feira a linha 910 de suas unidades SSD (sigla em inglês para disco de estado sólido) com capacidade de até 800 GB – um recorde entre os produtos deste tipo fabricados pela companhia, uma vez que o modelo com maior capacidade até então apresentava “apenas” 600 GB.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa, as unidades SSD da família 910 são as mais velozes já criadas pela Intel. Deste modo, os modelos da linha apresentam velocidade de leitura sequencial de 2 GB por segundo, assim como velocidade de escrita de 1 GB por segundo.

No entanto, ainda vai demorar um pouco para que este tipo de tecnologia chegue aos consumidores comuns. Desenvolvidas especialmente para call centers (empresas que demandam alto desempenho de armazenamento de cachê e dados), as unidades SSD da linha 910 da Intel custam entre US$ 1.929 (cerca de R$ 3.530), para o modelo de 400 GB, e US$ 3.859 (R$ 7100), no caso do modelo de 800 GB. 

Fonte: Tecmundo

Criado primeiro link de comunicação quântica

Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/04/2012

Criado primeiro link de comunicação quântica

Átomos formam os nós de uma rede quântica na qual a informação é transmitida por fótons individuais através de cabos de fibra óptica. [Imagem: Andreas Neuzner/MPQ]

 

Rede quântica

Cientistas alemães demonstraram na prática o primeiro link de comunicação quântica de "longa distância".

Embora a rede demonstrada seja primária, com apenas dois nós, o experimento demonstra que a tecnologia atual já é capaz de viabilizar comunicações quânticas usando os tradicionais cabos de fibras ópticas.

Redes quânticas podem ser usadas não apenas para a transmissão de dados em altíssima velocidade, com uma largura de banda impensável para os padrões atuais, como também pode fazer isso com uma segurança quase absoluta.

E elas também podem ter usos mais fundamentais, como na criação de simuladores quânticos para estudar fenômenos físicos de qualquer natureza.

Stephan Ritter e seus colegas do Instituto Max Planck construíram uma rede que acopla dois átomos individuais, que representam dois nós de uma rede.

Teoricamente, a rede pode crescer à vontade, apenas acrescentando novos átomos como nós adicionais.

 

Nó atômico

Um átomo individual é a menor memória possível para a informação quântica, e os fótons individuais são os melhores mensageiros para trocar essas informações entre os átomos.

Contudo, a transferência eficiente da informação entre um átomo e um fóton exige uma forte interação entre os dois, o que não se pode obter com átomos no espaço livre.

Para funcionar como nós de uma rede quântica, os átomos são aprisionados em cavidades ópticas - dois espelhos altamente reflexivos, colocados a uma curta distância um do outro.

Quando um fóton entra nessa cavidade, ele é refletido pelo espelho milhares de vezes, o que garante seu acoplamento com o átomo-memória.

Criado primeiro link de comunicação quântica

A troca de informações entre um átomo e um fóton baseou-se em feitos anteriores da mesma equipe, que construiu uma memória atômica e depois criou um transístor quântico com transparência induzida por luz. [Imagem: Gerhard Rempe]

 

Comunicação quântica

Foram vários desafios para demonstrar o funcionamento da rede quântica: primeiro, o átomo tinha que ser mantido dentro da cavidade óptica pelo tempo suficiente, o que foi realizado com a ajuda de feixes de laser precisamente ajustados.

Em segundo lugar, foi preciso garantir que o átomo emitisse apenas um fóton de cada vez.

Depois, foi preciso provar que o sistema funciona como uma interface perfeita para armazenar a informação codificada em um único fóton.

Finalmente, foi necessário conectar dois desses nós de rede quântica, trocar informações usando cada fóton individual, aferir que a informação estava chegando com alta eficiência e, mais importante, que a informação estava chegando corretamente.

Tudo isto foi demonstrado em um experimento onde cada nó da rede quântica ficou em um laboratório vizinho do outro, a 21 metros de distância, conectados por um cabo de fibra óptica de 60 metros de comprimento.

 

Como a rede quântica funciona

Redes quânticas apresentam propriedades peculiares, não encontradas nas redes clássicas.

Isto se deve ao comportamento fundamentalmente diferente da informação que é trocada: enquanto um bit clássico representa 1 ou 0, um bit quântico pode assumir os dois valores ao mesmo tempo, um fenômeno chamado "superposição coerente". Uma medição, no entanto, faz o qubit colapsar para um dos dois valores.

No átomo-memória, a informação quântica é codificada em uma superposição coerente de dois níveis de energia.

Quando o átomo no nó A emite um fóton, estimulado por um pulso de luz de um laser de controle, o seu estado quântico é mapeado no estado de polarização do fóton.

Através da fibra óptica, o fóton atinge o nó B, onde ele é absorvido. Durante este processo, o estado quântico originalmente preparado no átomo A é transferido para o átomo no nó B.

Como resultado, A é capaz de receber o próximo fóton, enquanto B está pronto para enviar a informação armazenada de volta para o nó A ou para qualquer outro nó da rede.

Criado primeiro link de comunicação quântica

Diagrama esquemático do funcionamento do primeiro protótipo de uma rede quântica. [Imagem: Ritter et al./Nature]

 

É esta característica simétrica e reversível que torna o sistema escalável para configurações arbitrárias de rede, consistindo de múltiplos nós de átomos individuais.

"Nós conseguimos provar que estados quânticos podem ser transferidos muito melhor do que seria possível com qualquer rede clássica," afirmou o Dr. Ritter.

 

Internet quântica e teletransporte

Em outro passo do experimento, os cientistas conseguiram gerar um entrelaçamento quântico entre os dois nós da rede.

O entrelaçamento, ou emaranhamento, é uma característica única para objetos quânticos, que os conecta de forma que suas propriedades ficam fortemente correlacionadas, não importando o quão longe eles sejam separados no espaço.

"Nós construímos o primeiro protótipo de uma rede quântica", comemora Ritter. "Conseguimos fazer a troca reversível de informação quântica entre os nós. Além disso, podemos gerar o entrelaçamento remoto entre os dois nós e mantê-lo por cerca de 100 microssegundos, enquanto a geração do entrelaçamento leva apenas cerca de um microssegundo."

Mostrando o potencial para a otimização da rede quântica, basta lembrar que, no final do ano passado, uma equipe da Dinamarca conseguiu preservar o entrelaçamento quântico por até uma hora:

O entrelaçamento de dois sistemas separados por uma distância grande é um fenômeno fascinante por si mesmo, mas também pode servir como um recurso para oteletransporte de informações quânticas.

"Um dia, isso pode não apenas tornar possível transmitir informações quânticas a distâncias muito grandes, mas também permitir uma internet inteiramente quântico," prevê Ritter.

 

Bibliografia:
An elementary quantum network of single atoms in optical cavities
Stephan Ritter, Christian Nolleke, Carolin Hahn, Andreas Reiserer, Andreas Neuzner, Manuel Uphoff, Martin Mucke, Eden Figueroa, Joerg Bochmann, Gerhard Rempe
Nature
Vol.: 484, 195-200
DOI: 10.1038/nature11023

Fonte: Inovação Tecnológica