terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Microsoft trabalha em holograma palpável

Por Pedro Sirna, 30/1/2012 10:45

Tecnologia se aproxima do conceito mostrado em Star Wars

Realidade está mais próxima da mostrada em Star Wars

Realidade está mais próxima da mostrada em Star Wars

A comunicação por holograma tem sido sonhada pela humanidade desde a cena clássica com a princesa Leia em “Star Wars”, mas os cientistas do mundo real ainda não conseguiram criar um sistema com a tecnologia necessária para projetar imagens como as vistas no filme.

O problema é que a maioria dos dispositivos encontrados no mercado requerem o uso de óculos especiais para a visualização em 3D. E os que não exigem, são incapazes de permitir a visualização em 360 graus dos objetos projetados.

Alguns dos mais modernos sistemas holográficos em desenvolvimento até conseguem reproduzir a imagem em 3D com ângulo de 360 graus, mas a interação direta do usuário com a imagem fica comprometida pois estes são envoltos por vidros ou acrílicos transparentes.

Agora, a Microsoft está trabalhando em um dispositivo que promete resolver todos esses problemas criando hologramas em três dimensões que podem ser visualizados em 360 graus e interagidos pelo usuário por meio do toque.

O Vermeer, como é chamado o novo dispositivo da empresa, é capaz de movimentar as imagens a 15 frames por segundo enquanto simula 192 pontos de vista diferentes. E o mais impressionante, o holograma não fica “preso” em uma cúpula de vidro.

A tecnologia funciona graças ao auxílio de sensores infravermelhos e equipamentos como o Kinect, que permitem ao usuário colocar os dedos no conteúdo holográfico e mexer os objetos virtuais como se esses fossem de verdade.

Embora o dispositivo ainda esteja em desenvolvimento e as imagens tenham um visual um pouco fantasmagórico, pode-se dizer que o Vermeer é um grande passo rumo a um futuro no qual a humanidade se comunicará da mesma forma que os personagens da série “Star Wars”.

Para entender melhor como a nova tecnologia funciona, confira o vídeo a seguir:

 

<a href="http://video.msn.com?vid=220d5c5b-4303-4823-97e1-e151655c2e35&amp;mkt=pt-br&amp;from=iv2_pt-br_tecnologia&amp;src=FLPl:embed::uuids" target="_new" title="Vermeer Interactiv Display">Vídeo: Vermeer Interactiv Display</a>
Caso não veja o vídeo assista aqui

Caso não consiga assistir clique aqui.

Fonte: MSN

ReRAM: memória resistiva começa a sair dos laboratórios

Redação do Site Inovação Tecnológica - 31/01/2012

ReRAM: memória resistiva começa a sair dos laboratórios

Protótipo da memória resistiva ReRAM, que a Elpida pretende fabricar em grande escala em 2013, usando uma tecnologia de 30 nanômetros e atingindo uma capacidade na faixa dos gigabits.[Imagem: Elpida Memory]

Confusão de memória

A empresa japonesa Elpida Memory anunciou a criação do primeiro protótipo de memória resistiva com uma velocidade que se equipara às memórias DRAM atualmente no mercado.

Aparentemente o anúncio causou um entusiasmo desmedido na imprensa, já que a empresa teve que prontamente emitir um segundo comunicado, afirmando que muitas notícias eram "especulativas, sem base factual".

O que é fato é que o desenvolvimento da Elpida é significativo, mostrando que as memórias resistivas têm potencial para concorrer com outras tecnologias emergentes de memória não-volátil, ou seja, que não perdem os dados quando a energia é desligada.

O que não é fato é que a nova memória resistiva já esteja pronta para substituir as memórias dos computadores.

Na verdade, o protótipo é rápido, mas não tem ainda a durabilidade de uma DRAM. A Elpida anunciou que está fazendo um acordo com a também japonesa Sharp para tentar tornar a nova tecnologia pronta para chegar ao mercado.

Memórias resistivas, ou RRAM

A nova memória é do tipo conhecido como RRAM - a Elpida chama seu protótipo de ReRam -, um acrônimo para memória de acesso aleatório resistiva.

As memórias resistivas, assim como as memórias ferromagnéticas e outras, mantêm os dados na falta de energia.

As memórias flash, usadas em cartões de memória e em discos rígidos de estado sólido, também fazem isto, mas não são rápidas o suficiente para serem usadas como memória principal de um computador.

A ReRAM agora anunciada foi fabricada com uma tecnologia de 50 nanômetros - ainda "grande" para os padrões atuais - com células de 64 megabits.

As memórias resistivas são fabricadas com um material que altera sua resistência à passagem da corrente elétrica em resposta a variações na sua tensão de alimentação.

Depois que a memória é desligada, essa resistência se mantém, o que significa que os dados não se perdem.

Pendrives mais duráveis

O tempo de escrita da ReRam, segundo a empresa, é de 10 nanossegundos, uma velocidade similar à das DRAM atuais.

Sua durabilidade foi calculada em 10 milhões de ciclos de escrita e leitura. Isto é cerca de 10 vezes mais do que uma memória flash suporta, mas ainda muito menos do que uma DRAM.

Ou seja, ainda que não ocupe imediatamente seu lugar nos computadores, a ReRAM tem potencial para ser usada em outras áreas, como em pendrives e discos de estado sólido de maior durabilidade.

A Elpida afirma ter como objetivo fabricar a nova memória em grande escala em 2013, usando uma tecnologia de 30 nanômetros e atingindo uma capacidade na faixa dos gigabits.

Competição acirrada

A Panasonic e a HP também já anunciaram planos para a fabricação futura de RRAMs.

Outra competidora de peso na área das "memórias promissoras" é a MRAM, uma memória não volátil magnética, ou magnetorresistiva.

A memória de mudança de fase e a racetrack também participam do páreo, seguidas ou pouco mais de longe pela mais revolucionária STT-RAM.

O desenvolvimento anunciado pela Elpida contou com a participação de cientistas do Instituto Nacional de Ciências Industriais Avançadas e da Universidade de Tóquio, ambos no Japão.

Fonte:

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Telas OLED express: prontas em apenas 2 minutos

Por Maria Luciana Rincon Y Tamanini, 30 de Janeiro de 2012

Novo método de fabricação promete baratear o custo dos painéis com produção super-rápida.

(Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)

 

Quando surge uma nova tecnologia, especialmente uma com o potencial das TVs com tela OLED, a primeira pergunta que nos vem à cabeça é o custo que um produto como esse pode ter. Para a nossa sorte, a fabricante DuPont parece estar preocupada com os nossos bolsos.

A empresa informou que já está construindo uma nova instalação com o único objetivo de reduzir o custo de fabricação dos painéis. Para isso, os pesquisadores da DuPont estão pensando em aplicar uma técnica chamada spray-printing, com a qual é possível utilizar uma espécie de impressora capaz de produzir uma enorme quantidade de telas de forma bastante rápida, chegando a gerar um painel de 50 polegadas em questão de minutos — dois, para sermos mais exatos.

O processo ainda não foi completamente otimizado, mas a empresa informou que já investiu US$ 20 milhões para licenciar a nova técnica de impressão. Como ninguém faz um investimento desse porte a troco de nada, é de se esperar que a novo método de fabricação se encontre em perfeito funcionamento em breve.

As únicas empresas que apresentaram TVs com as telas OLED durante a CES 2012 foram a LG e a Samsung, e tudo indica que a segunda empresa vai sair na frente, pois já contaria com um acordo com a DuPont.

Fonte: Tecmundo

Era da informação móvel anseia por um novo hardware

Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/01/2012

Era da informação móvel

No ano passado, pela primeira vez a venda de smartphones superou a venda de notebooks.

Com a introdução mais recentes dostablets, já há elementos suficientes para concluir que a era da informação está passando por sua primeira evolução: a era da informação móvel.

Parece então que já é hora de pensar em um hardware projetado desde o início para equipamentos que devem permanecer conectados à internet o tempo todo e, sobretudo, gastar menos bateria.

 

Além da miniaturização

Um consórcio europeu, reunindo indústria e academia, acaba de divulgar seus resultados justamente nessa área.

Os dois principais objetivos do projeto DualLogic são a melhoria do desempenho dos equipamentos com conexão permanente à internet e o baixo consumo de energia.

Depois de 40 anos de miniaturização contínua, não está fácil melhorar o desempenho e a eficiência dos chips.

A saída encontrada pela equipe foi manter o velho e bom silício como elemento básico, o substrato do chip, mas olhar além do silício para criar componentes com um novo patamar de rendimento.

"No projeto DualLogic, nós queremos substituir os canais de silício dos transistores, que não permitem que os elétrons andem tão rápido quanto gostaríamos, por materiais semicondutores de maior mobilidade, como o germânio," explica o Dr. Athanasios Dimoulas, coordenador do projeto.

 

Era da informação móvel anseia por um novo hardware

O projeto DualLogic utiliza dois materiais, um para cada um dos dois tipos de transistores encontrados nos chips. [Imagem: A.Dimoulas]

 

Duas lógicas

O projeto foi batizado de DualLogic porque utiliza dois materiais, um para cada um dos dois tipos de transistores encontrados nos chips, o tipo positivo e o tipo negativo.

A equipe escolheu o germânio (Ge) e o silício-germânio (SiGe) para os transistores do tipo p e o arseneto de índio e gálio (InGaAs) para o transistor tipo n.

Isso deu a cada um dos transistores a maior mobilidade de cargas obtida na eletrônica.

O InGaAs, um composto conhecido como semicondutor III-V, porque ele é feito com elementos da terceira e da quinta colunas da Tabela Periódica, deu aos transistores "um rendimento além das expectativas", segundo o Dr. Dimoulas.

Os resultados para os transistores tipo p não superaram tanto as expectativas, mas ainda assim foram positivos, superando os transistores atuais.

 

Desafio do mercado

Mais difícil foi integrar o InGaAs com o silício, o que exigiu o desenvolvimento de um novo equipamento para crescer as camadas do semicondutor III-V diretamente sobre o silício.

E, embora seja uma inovação significativa, parece que essa nova técnica de fabricação é também o ponto fraco da nova tecnologia.

Os resultados foram "surpreendentes" em escala piloto, mas ficou então um enorme desafio para que o novo paradigma DualLogic chegue ao mercado: convencer a indústria a usá-lo.

Algo que seria feito naturalmente se tecnologia de "dupla lógica" pudesse ser fabricada usando a mesma tecnologia CMOS usada hoje pela indústria.

 

Futuro do hardware

Embora seja previsível que, em um futuro próximo, a indústria tenha que superar o atual processo produtivo, as empresas vão tentar estender ao máximo a vida útil de seu parque industrial instalado.

E, com várias novas tecnologias sendo simultaneamente desenvolvidas, ainda não está claro para onde caminhará o hardware nos próximos 10 ou 15 anos.

Depois da introdução dos materiais de elevado dielétrico, em 2007, os semicondutores III-V vinham sendo as grandes promessas para um novo salto qualitativo.

Mas, a medir pelos resultados do projeto DualLogic, parece que a melhor aposta a médio prazo continuam sendo os processadores fotônicos, que usam luz em vez de eletricidade para a troca interna de dados.

Fonte:

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Software pode ser decisivo no consumo de energia dos processadores

Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/01/2012

Software pode ser decisivo no consumo de energia dos processadores

A economia de energia pode ser especialmente significativa nos aparelhos portáteis e na eletrônica embarcada. [Imagem: Creative Commons. Viacheslav Slavinsky.]

 

Estilo de computar

Quando se fala em consumo de energia dos computadores, pensa-se automaticamente nos processadores.

Mas a Dra Kathryn McKinley, da Universidade do Texas, afirma que esta visão é parcial, e deixa de lado um elemento crucial: o software.

Em uma analogia com o mundo automobilístico, é como se apenas osmotores fossem considerados os culpados pelo consumo de combustível.

O que a Dra. McKinley propõe é que o estilo de dirigir também é essencial.

Uma diferença que, se já não é desprezível para um usuário pessoal, pode representar economias gigantescas para os centros de dados de empresas como Google, Apple, Intel e Microsoft.

"Uma parcela cada vez maior daquilo que se gasta não está indo para a compra do hardware, mas para a energia que os datacentersconsomem," diz ela.

 

Perfil de consumo dos processadores

McKinley afirma que, para que as empresas possam otimizar seu consumo de energia, é necessário dispor de perfis de potência detalhados de como osprocessadores funcionam com diferentes softwares e sob diferentes arquiteturas.

Foi isto que ela e Stephen Blackburn, da Universidade Nacional da Austrália, fizeram.

E o perfil de consumo do hardware sob diferentes demandas de processamento poderá ajudar a diminuir o consumo de energia não apenas dos datacenters e dos computadores, mas também de dispositivos portáteis, como notebooks, tablets e celulares.

E menor consumo em aparelhos portáteis significa baterias que duram mais tempo.

"Nós fizemos medições que ninguém havia feito antes," diz McKinley. "Nós mostramos que diferentes softwares, e diferentes classes de software, têm consumos de energia realmente diferentes."

 

Consumo de energia do GPS

Os pesquisadores citam como exemplo típico os aplicativos para celulares esmartphones que usam o GPS.

"Em termos de energia, o GPS é uma das funções que mais gastam energia em um celular. Um algoritmo ruim pode fazer o GPS ler dados muito mais do que o necessário para o programa funcionar bem," exemplifica a cientista.

De posse do perfil de consumo de energia do processador, o programador poderá otimizar seu algoritmo, minimizando os pings feitos pelo GPS, sem afetar a funcionalidade do programa.

E isto, afirmam os pesquisadores, vale para todos os programas de computador, incluindo os pesados algoritmos de indexação e busca em bancos de dados, tipicamente usados em datacenters.

 

Consumo dos programas

Segundo os pesquisadores, o ideal é que o perfil de consumo de energia dos processadores seja levado em conta desde o início do projeto.

Ou seja, eles defendem uma mudança no foco quando o assunto é otimização: enquanto até hoje só se falou em otimização para aumento da velocidade e do desempenho, é necessário agora otimizar os programas para que eles consumam o mínimo de energia.

A Intel acabou de lançar um processador que disponibiliza informações sobre seu consumo de energia, de forma que os programadores possam ajustar as funções dos programas.

Embora aplauda a iniciativa, McKinley afirma que os dados são muito básicos, e que é necessário disponibilizar informações muito mais detalhadas sobre o consumo de energia dos chips em tempo real.

Em um efeito em cascata, essas informações poderão chegar aos programas.

Assim, um usuário poderá decidir se baixa ou não um aplicativo para seu tablet ou celular dependendo de quanta energia ele vai drenar da bateria.

Fonte: