terça-feira, 20 de dezembro de 2011

IBM prevê para 2017 máquinas que lerão mentes e reconhecerão pessoas

20/12/2011 13h26 - 20/12/2011 13h46 Da France Presse

 

Cientistas da IBM pesquisam formas de conectar cérebro a dispositivos.
Empresa diz que será possível telefonar apenas ao pensar na pessoa.

 

A IBM prevê um futuro próximo no qual as máquinas lerão a mente humana e reconhecerão com quem estão interagindo. As previsões "IBM 5 em 5", reveladas na segunda-feira (19) pela empresa com sede no estado de Nova York, se baseiam em tendências que, segundo a IBM, começarão a se concretizar em 2017.


“De Houdini a Skywalker, a X-Men, ler a mente foi meramente uma ilusão para os fãs de ficção científica durante décadas, mas seu desejo pode se tornar realidade em breve”, disse a IBM em sua avaliação anual sobre inovações futuras. “Os cientistas da IBM estão pesquisando formas de conectar o cérebro do usuário aos seus dispositivos, como computador e smartphone”, continuou. Como exemplo, a IBM diz que seria possível telefonar para alguém apenas ao pensar na pessoa, ou fazer o cursor de um computador se mover na tela apenas ao desejar isso.

 

Cientistas da IBM pesquisam como conectar o cérebro do usuário aos seus aparelhos, como computador e smartphone (Foto: Reprodução/YouTube)Cientistas da IBM pesquisam como conectar o cérebro do usuário aos seus aparelhos, como computador e smartphone (Foto: Reprodução/YouTube)

 

Senhas


A companhia americana também prevê que as pessoas não precisarão mais guardar senhas. A estrutura biológica do usuário seria convertida em sua chave da identidade pessoal, com verificação de retina para reconhecer rostos ou de vozes para confirmar quem são as pessoas, em vez de ter que escrever senhas.
“Imagine que você será capaz de ir até um caixa eletrônico para retirar dinheiro de forma segura apenas dizendo seu nome ou buscando um pequeno sensor capaz de reconhecer os padrões únicos da retina do seu olho”, disse a IBM. “Ou fazendo o mesmo, você pode revisar seu saldo de seu celular ou tablet”, continuou.

 

Energia


A IBM também afirmou que, em 2017, haverá tecnologia capaz de produzir energia elétrica a partir de qualquer tipo de movimento – como caminhar ou andar de bicicleta –, assim como a partir do fluxo de água nas tubulações dos lares.
Segundo a empresa, os celulares reduzirão o abismo digital entre ricos e pobres, fazendo com que a informação seja facilmente acessível para todos, enquanto os e-mails não desejados serão eliminados por um filtro de seleção inteligente dos anúncios.

Fonte: G1

Site mostra universo em escala de maneira impressionante


Por Wikerson Landim, 4 de Novembro de 2011



Criação em Flash é rica em detalhes e abrange desde elementos microscópicos até galáxias inteiras.


Caso não consiga ver a animação entre no site






Que tal comparar o seu tamanho em relação ao universo? Uma belíssima animação em Flash disponibilizada no site Primax Studio mostra, em escala, o tamanho dos seres humanos em relação a objetos microscópicos e também se comparados a galáxias inteiras.

Para brincar no aplicativo, basta utilizar a barra azul logo abaixo da tela central para ampliar ou reduzir o zoom. O trabalho mostra o quão pequeno pode ser o homem e até mesmo o planeta em relação a tudo o que nos cerca. As informações estão disponíveis apenas em inglês, mas sem dúvida vale muito a pena a visita.

Fonte: Tecmundo

Estado quântico escuro melhora células solares em 44%

Redação do Site Inovação Tecnológica - 20/12/2011

Estado quântico escuro melhora células solares em 44%

Esquema da fotoemissão (setas em laranja) e da transferência de carga para o fulereno C60 (setas azuis).[Imagem: Chan et al./Science]

 

Dois elétrons por fóton

A correção de uma teoria pode significar que a eficiência máxima das células solares é maior do que se pensava.

Os cientistas descobriram que é possível dobrar o número de elétrons coletados a partir de um único fóton da luz solar que atinge um material semicondutor.

Esse material semicondutor é usado nas chamadas células solares orgânicas.

Além de serem feitas à base de materiais plásticos flexíveis, as células solares orgânicas são muito mais baratas de se fabricar, embora sejam menos eficientes.

"Nossa descoberta abre o caminho para um enfoque totalmente novo na conversão da energia solar, levando a eficiências muito mais altas," afirma Xiaoyang Zhu, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

 

Eficiência máxima das células solares

A eficiência teórica máxima de uma célula solar comum é de aproximadamente 40%, por causa principalmente dos chamados "elétrons quentes", que têm energia demais para serem capturados, e acabam se transformando em calor.

Se fosse possível capturar os elétrons quentes, esse máximo teórico poderia subir para até 66%.

Em 2010, Zhu e sua equipe descobriram como capturar esses elétrons usando nanocristais, embora não tenham ainda conseguido viabilizar a tecnologia em larga escala.

Agora eles descobriram uma alternativa, com a vantagem de empregar as muito mais baratas células solares orgânicas.

 

Estado quântico escuro

O grupo descobriu que, em um material chamado pentaceno, um fóton produz um estado quântico escuro, chamado de "estado sombra", a partir do qual é possível capturar, de forma eficiente, não um, mas dois elétrons.

O mecanismo pode elevar a eficiência das células solares orgânicas em 44%, sem a necessidade de usar concentradores solares.

Quando um fóton atinge a molécula de pentaceno, ele cria um exciton, um par elétron-lacuna com um nível mais elevado de energia.

O exciton é quanticamente acoplado com o "estado sombra", chamado multiexciton.

Esse estado escuro é uma fonte eficiente para a transferência de dois elétrons para um material receptor de elétrons, como um fulereno C60, usado pelos pesquisadores neste experimento.

 

Bibliografia:
Observing the Multiexciton State in Singlet Fission and Ensuing Ultrafast Multielectron Transfer
Wai-lun Chan, Manuel Ligges, Askat Jailaubekov, Loren Kaake, Luis Miaja-Avila, Xiao-Yang Zhu
Science
16 December 2011
Vol.: 334 no. 6062 pp. 1541-1545
DOI: 10.1126/science.1213986

Fonte:

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Câmeras com retina artificial capturam imagens sem distorções

Redação do Site Inovação Tecnológica - 19/12/2011

Câmeras com retina artificial capturam imagens sem distorções

Os sensores côncavos podem se transformar em retinas artificiais ou criar novas câmeras capazes de capturar imagens sem distorções e aberrações.[Imagem: University of Illinois/Urbana-Champaign]

 

Sensor hemisférico

Pesquisadores norte-americanos apresentaram o primeiro sensor hemisférico para câmeras digitais e, no futuro, também para implantes em seres humanos.

O sensor curvilíneo elimina as distorções ópticas e as aberrações associadas com os sensores planos convencionais, os chamados CCDs.

A indústria nunca estranhou os sensores planos porque já estava acostumada com os velhos filmes, que também se tornavam superfícies planas ao se desenrolarem para produzir cada foto.

Mas isso sempre teve um elevado custo em termos de correção das distorções ópticas - basta lembrar que o sensor óptico do olho humano, a retina, é uma superfície côncava.

 

Plano sobre curva

O novo sensor é fruto da cooperação de uma equipe da Universidade de Illinois, que desenvolveu um conceito de uma câmera similar ao olho humano, e um grupo da Universidade Northwestern, que desenvolveu circuitos integrados superflexíveis.

O principal melhoramento é que agora é possível fabricar os componentes optoeletrônicos de silício, assim como as interconexões deformáveis, diretamente sobre a superfície côncava, mas usando as mesmas técnicas usadas nos materiais planos.

Este era o elo que faltava para que a tecnologia pudesse passar para a fase de desenvolvimento em escala industrial.

 

Retina artificial

Além de câmeras mais precisas, sem distorções e sem aberrações, o novo sensor pode se transformar em uma retina artificial implantável, algo impossível de se fazer com sensores planos e rígidos, como os usados nas câmeras digitais.

Os pesquisadores colocam essa possibilidade em termos mais genéricos, afirmando que "o sensor curvilíneo pode oferecer oportunidades para novas classes de sistemas de imagens nos quais a otimização do projeto envolve não apenas a configuração das lentes, mas também a geometria dos detectores."

Fonte:

Segurança da Internet pode passar do IP para o conteúdo

Com informações do Jornal da Unicamp - 19/12/2011

Modelo de segurança da Internet pode passar do IP para o conteúdo

Quando a internet foi criada, seus idealizadores não podiam imaginar no que ela se transformaria. [Imagem: Caltech]

 

Do IP ao conteúdo

Um pesquisador brasileiro faz parte de um grupo que está propondo mudar o modelo de segurança da internet.

"O que estamos propondo é que a segurança deixe de ser baseada no endereço de IP [Internet Protocol] e passe a ser balizada pelo conteúdo," explica Walter Wong, que dividiu seu trabalho entre a Unicamp e a Universidade de Helsinque, na Finlândia.

Segundo Walter, quando a internet foi criada, seus idealizadores não podiam imaginar no que ela se transformaria.

A segurança não era exatamente a principal preocupação na época, dado que a proposta inicial era ligar fisicamente pontos distantes para promover a transferência de bits - e esses bits eram basicamente textos ou números associados a experimentos científicos.

Com o passar do tempo, porém, as pessoas passaram a utilizar a rede para uma série de atividades, como gerar e consumir conteúdos, fazer compras, pagar contas, assistir filmes etc.

"Ou seja, hoje temos uma nave espacial funcionando sobre uma base simples", compara Walter.

 

Servidores móveis

O grande problema relativo à segurança da Web, segundo ele, é que o seu princípio está baseado no IP, que é representado por um número. Este, além de identificar o endereço, identifica também o usuário ou provedor.

É aí que surge um imbróglio, cita o engenheiro da computação: "Quando a internet foi criada, isso fazia sentido, porque as máquinas eram imensas e dificilmente seriam transferidas de lugar. Hoje, porém, nós temos notebooks, celulares e tablets que nos proporcionam mobilidade. Ou seja, não é razoável identificar um host (servidor de informações) pelo seu endereço físico, visto que ele pode se deslocar para qualquer lugar do mundo", explica.

Ademais, continua Walter, quando uma pessoa se conecta à rede para fazer uma compra num determinado site, por exemplo, ela não faz ideia de onde o provedor dessa empresa está de fato localizado.

"Trata-se de uma relação de confiança. Entretanto, essa confiança poderia ser ampliada se a arquitetura da internet permitisse basear a segurança no conteúdo e não no endereço IP", reforça.

Para chegar à sua proposta, Walter teve que trabalhar com o desenvolvimento de softwares e algoritmos específicos.

A ideia central foi estabelecer um mecanismo de autenticação de dados eficiente e explícito, de forma independente do host de onde os conteúdos foram obtidos.

 

Rede orientada a conteúdos

Em termos simples, no novo modelo proposto por Walter, a rede física também passa a ser orientada a conteúdos.

Assim, a pessoa que se conectar à internet para, por exemplo, assistir um vídeo no Youtube, não precisará mais se preocupar se o servidor está nos Estados Unidos, na China ou Brasil.

"As credenciais estarão vinculadas ao próprio conteúdo. Nesse caso, o usuário poderá até mesmo baixar algo vindo de um servidor inseguro ou suspeito, pois terá certeza de que o conteúdo é original e seguro", afirma o engenheiro da computação.

 

Internet do futuro

Atualmente, informa Walter, diversos grupos estão envolvidos em pesquisas relacionadas à "Internet do Futuro".

Os estudos nessa área estão divididos em basicamente duas correntes.

Uma delas trabalha com a perspectiva da evolução da Internet atual, que incorporaria as "mutações" necessárias para que a rede mundial se adapte aos novos tempos.

A outra pretende partir do zero para propor uma nova arquitetura para a rede. É nesta que o trabalho de Walter está inserido.

No Brasil, além da Unicamp, há grupos de São Paulo e do Rio de Janeiro envolvidos com o tema.

Questionado sobre como imagina que será a migração da internet do presente para a internet do futuro, o pesquisador diz acreditar que esse processo não deverá ser traumático, mas também não será absolutamente tranquilo.

Ele lembra que essa passagem dependerá de diversos fatores, entre eles o econômico e o político: "Do ponto de vista do usuário comum, porém, não deve haver maiores problemas. Na prática, isso não afetará a vida dele, a não ser lhe proporcionando mais segurança para suas atividades virtuais".

Fonte: