terça-feira, 22 de novembro de 2011

Existem sondas alienígenas no Sistema Solar?

Redação do Site Inovação Tecnológica - 22/11/2011

Existem sondas alienígenas no Sistema Solar?

"As varreduras feitas até hoje no Sistema Solar são incompletas o bastante para não podermos descartar a possibilidade de que existam artefatos extraterrestres, que podem até mesmo estar nos observando," dizem os cientistas.[Imagem: NASA]

 

É preciso procurar

Se os discos voadores não existem - ou, pelo menos, se escondem muito bem - porque é que nunca encontramos nem mesmo sinais de sondas alienígenas não-tripuladas?

De um ponto de vista estritamente matemático, a razão é que ainda não procuramos em um número suficiente de lugares.

Esta é a resposta dada por Jacob Haqq-Misra e Ravi Kumar Kopparapu, da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

"A vastidão do espaço, combinada com nossas buscas limitadas até o momento, implica que qualquer sonda exploratória não-tripulada de origem extraterrestre ainda não foi notada," escrevem eles.

 

Sondas espaciais alienígenas

As sondas espaciais alienígenas, tais como as nossas, devem ser pequenas, e podem estar escondidas em inúmeros lugares.

"Artefatos extraterrestres podem existir no Sistema Solar sem que saibamos simplesmente porque nós ainda não procuramos o bastante," afirmam eles, exemplificando que dificilmente um instrumento construído pelo homem até hoje seria capaz de detectar uma sonda espacial entre 1 e 10 metros.

Em seu método probabilístico, os dois pesquisadores estabeleceram o Sistema Solar como um volume fixo e calcularam o percentual desse volume onde seria necessário procurar, considerando que essas sondas não estejam se camuflando intencionalmente.

Eles concluíram que não procuramos em lugares suficientes para encontrá-las, não sendo possível, por decorrência, afirmar que elas não existam - eles levaram em conta vários pressupostos diferentes, tais como "O Universo tem vida por todo os lados" e "A vida é extremamente rara".

 

Equação para encontrar ETs

O resultado do trabalho é uma equação que pode ser aplicada a qualquer volume determinado do Sistema Solar.

O resultado mostra se já foi feita busca suficiente naquele local para que se possa dizer com confiabilidade que naquele espaço não existe nenhum objeto extraterrestre.

"A superfície da Terra é um dos poucos lugares no Sistema Solar que já foi quase completamente examinado com uma resolução espacial menor do que um metro," afirmam os pesquisadores.

Este é apenas um cálculo estatístico: a Terra possui desertos, florestas e cavernas que nunca foram rastreadas - sem contar os oceanos.

Mas, mesmo levando tudo isso em conta, afirmam eles, a equação responde que pode-se afirmar com um alto índice de confiabilidade que não existem artefatos extraterrestres na superfície terrestre.

A Lua também já está sendo mapeada. A sonda LRO, da NASA, está fazendo um mapeamento do nosso satélite com resolução espacial de cerca de meio metro por pixel.

Contudo, os dois autores afirmam que seria difícil distinguir entre uma rocha e uma sonda alienígena com as imagens da sonda.

Bibliografia:
On the likelihood of non-terrestrial artifacts in the Solar System
Jacob Haqq-Misra, Ravi Kumar Kopparapu
arXiv
http://arxiv.org/abs/1111.1212

Fonte:

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

5 invenções que contrariam as Leis da Física

Por Felipe Arruda, 14 de Novembro de 2011

Líquido que reage ao magnetismo, fluido que se torna sólido e até transistores elásticos. Confira cinco materiais que parecem ter saído dos filmes de ficção científica.

 

A realidade é mesmo muito estranha. Dias atrás, publicamos um artigo sobre o polônio, um elemento químico que, apesar de muito letal, pode ser encontrado naturalmente no meio ambiente. Agora, preparamos uma lista com cinco invenções ou substâncias que chegam a ser mais esquisitas do que uma axila robótica. Vamos a elas.

 

Condutores elásticos

Condutores elásticos oferecem avanços para "wearable computers" (Fonte da imagem: ntech.t.u-tokyo.ac.jp)

 

Já existem muitas notícias sobre os “wearable computers”, ou seja, gadgets ou computadores que podem ser usados como acessórios de moda ou peças de roupa. O Tecmundo já publicou, inclusive, uma galeria sobre esse assunto.

Mas pesquisadores japoneses resolveram levar esse conceito a um patamar muito maior. A “malha” exibida acima é, na verdade, um material elástico feito com nanotubos de carbono e capaz de conduzir energia elétrica por meio de transistores. Com ela seria possível construir máquinas completamente flexíveis, a ponto de serem esticadas até dobrarem de tamanho e voltarem ao normal sem que fossem danificadas.

 

Alumínio transparente

Latas de refrigerante ficariam mais bonitas com alumínio transparente (Fonte da imagem: Dornob)

 

Imagine um material resistente como o aço e transparente como o vidro. Impossível? Não mais. Apesar de a ideia ter origem em um dos filmes de Jornada nas Estrelas, o alumínio transparente já é um produto real e, além disso, muito desejado pela indústria militar.

Em um mundo cada vez mais preocupado com a segurança, a existência de um alumínio transparente favorece o aparecimento de janelas mais resistentes a tiros ou grandes impactos, ideais para automóveis e aviões.

 

Ferrofluido

 

 

Imagine um líquido que pode reagir a campos magnéticos. Bizarro, não? Mas isso existe e tem o nome de “ferrofluido” ou “fluido magnético”. Graças às nanopartículas ferromagnéticas de hematita ou magnetita, esse material pode interagir com ímãs e assumir formas muito curiosas, como pode ser constatado no vídeo acima.

As aplicações do ferrofluido são bem variadas. Capaz de ser usada como redutora de atrito, a substância se torna muito conveniente para a engenharia mecânica. Além disso, a NASA tem estudado o uso do fluido magnético como base de um sistema de altitude para suas aeronaves. Ainda, como se não bastasse, a medicina pode usar o líquido como contraste em exames de ressonância magnética, ajudando, inclusive, na detecção de câncer.

 

Aerogel

Aerogel, um dos materiais mais leves e menos densos do mundo (Fonte da imagem: NASA - JPL)  Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/11504-aerogel-material-leve-como-o-ar-e-forte-como-o-aco.htm#ixzz1dQuI3CPo

Aerogel, um dos materiais mais leves e menos densos do mundo (Fonte da imagem: NASA - JPL)

 

Esse é o preferido da galera do Tecmundo. Já publicamos um artigo sobre ele, mas caso você não se lembre, o aerogel é um material leve como o ar, mas resistente como o aço. Além disso, a aparência desse material é tão futurista quanto à do ferrofluido.

Existem diversos usos práticos para o aerogel. A NASA, por exemplo, já usou o material para capturar partículas de poeira espacial, e o sólido serve como um ótimo isolante térmico, chegando a ser 39 vezes mais eficaz do que a melhor fibra de vidro térmica que existe atualmente.

 

Fluido não newtoniano

 

 

Grosso modo, podemos dizer que um fluido é considerado não newtoniano quando não tem uma viscosidade bem definida e pode se solidificar ao ser submetido a uma tensão. Um bom exemplo são aquelas piscinas cheias de água e amido de milho, usadas em alguns programas de auditório da televisão. Ao pisar fortemente sobre o líquido, ele se solidifica momentaneamente e o participante consegue correr sobre a “água”.

A indústria militar pretende usar esse tipo de comportamento em trajes de combates. A ideia é que a roupa especial seja suave e confortável durante a maior parte do tempo, mas que se enrijeça rapidamente ao receber o impacto de uma bala disparada pelo inimigo.

Pensando melhor, essa talvez seja uma boa ideia até mesmo para as vestimentas civis. Dessa forma, as pessoas ficar mais seguras e, ao mesmo tempo, continuar na moda.

Fonte: Tecmundo

Pendrive se transforma em um computador de bolso

Por Wikerson Landim, 19 de Novembro de 2011

Conectado a qualquer tela, dispositivo removível acessa outros gadgets via Wi-Fi e Bluetooth.

(Fonte da imagem: FXI Technologies)

 

A FXI Technologies está lançando um dispositivo removível capaz de transformar qualquer tela em um computador USB. Batizado de Cotton Candy, o pendrive conta com processador e placa de vídeo e, quando conectado a uma TV ou monitor, permite que o usuário acesse via Wi-Fi outros dispositivos remotos.

O Cotton Candy é equipado com processador ARM Cortex A9 (1.2 GHz), GPU ARM Mali 400 MP (Quad-core), Wi-Fi, Bluetooth e sistema operacional Android. O armazenamento de dados é feito via computação de nuvens.

O produto será comercializado apenas nos Estados Unidos, mas ainda não há uma data oficial de lançamento. O Cotton Candy também não teve o preço final divulgado, mas a expectativa é que ele chegue ao mercado por menos de US$ 200.

Fonte: Tecmundo

Célula solar de silício atinge 36.9% de eficiência real

Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/11/2011

Célula solar de silício atinge 36.9% de eficiência real

Este tipo de célula solar vem sendo usado em satélites artificiais e sondas espaciais, graças à sua alta eficiência. [Imagem: Sharp]

 

Recorde real

A empresa japonesa Sharp apresentou uma nova célula solar com uma eficiência recorde de 36,9% na conversão da luz do Sol em eletricidade.

Enquanto a maioria dos inúmeros recordes de células solares seja computado com o uso deconcentradores solares - lentes que aumentam a intensidade da luz que chega à célula - o novo recorde foi estabelecido sem o uso de lentes, ou seja, na marca básica, conhecida como "1 Sol".

A marca histórica, que se aproxima muito do que se alega ser o limite teórico das células solares de silício, foi obtida com uma célula solar de tripla junção.

Isto significa que a célula solar tem três camadas sobrepostas, formadas por compostos fotoabsorventes de dois ou mais compostos, como índio e gálio.

Este tipo de célula solar vem sendo usado em satélites artificiais e sondas espaciais, graças à sua alta eficiência.

Célula solar de silício atinge 36.9% de eficiência real

A célula solar tem três camadas sobrepostas, formadas por compostos fotoabsorventes de dois ou mais compostos, como índio e gálio. [Imagem: Sharp]

 

Célula de silício flexível

Os engenheiros da Sharp usaram uma tripla camada de InGaAs (arseneto de índio e gálio) e desenvolveram técnicas para reduzir a resistência à condução elétrica entre as camadas, o que explica o aumento na eficiência.

A empresa afirma que está se aproximando da possibilidade de aplicar finíssimas camadas fotovoltaicas, à base dos semicondutores tradicionais, sobre substratos flexíveis.

Isto permitirá que as células solares de silício igualem a grande vantagem das células solares orgânicas, que é justamente sua flexibilidade - restará então a questão do custo.

Fonte:

domingo, 20 de novembro de 2011

7 erros que cometemos ao fazer upgrades no PC

Por Fabio Jordão, 20 de Novembro de 2011

A nova placa de vídeo não funcionou? Descubra quais as possíveis causas e evite futuras enrascadas com nossas dicas.

Quem tenta acompanhar a evolução nos itens de hardware acaba cometendo alguns erros na hora de comprar determinados componentes. Algumas vezes por mera desatenção, outras por não conhecer os detalhes da peça que está adquirindo.

Para os novatos, o desafio de atualizar a máquina é ainda maior, pois além de ter de prestar muita atenção no momento de escolher um novo componente, é preciso se preparar para a instalação do novo item de hardware.

Pequenos erros que cometemos ao fazer upgrades

 

Lembramos que descuidos são comuns e, seja você um iniciante em informática ou um expert, toda atenção é pouca. Assim, sempre que você for fazer um upgrade poderá consultar nossa lista de erros comuns para evitá-los.

 

Pouca energia para muitos dispositivos

Independente de qual item você vai atualizar no PC, a instalação de novos componentes sempre influencia diretamente no consumo de energia. O problema, todavia, não está apenas no aumento nos gastos, mas também no funcionamento da máquina.

Instalar novos dispositivos de hardware que demandem grande potência pode acarretar no superaquecimento ou na queima das peças internas da fonte e, possivelmente, até no mau funcionamento de outros componentes do computador, visto que a fonte não consegue entregar energia suficiente para todos os itens.

(Fonte da imagem: Divulgação/OCZ)

 

Uma dica importante para evitar esse tipo de situação é efetuar os cálculos apropriados para averiguar se a fonte de alimentação tem capacidade de manter o novo item de hardware funcionando e pesquisar se ela fornece a quantidade de energia prometida.

 

Adquirindo peças incompatíveis

O segundo erro comum de nossa lista afeta uma gama grande de pessoas. Quem conhece o computador que tem acaba não entrando nesse tipo de enrascada, porém, quem está iniciando no mundo da informática pode desconhecer as peças que possui no PC.

Ocorre que muitos componentes possuem diversas especificações, as quais devem oferecer compatibilidade com a placa-mãe para poder funcionar de maneira apropriada. De nada adianta adquirir uma placa de som com encaixe PCI-express se o computador não conta com esse tipo de slot.

(Fonte da imagem: Divulgação/ASUS)

 

Para solucionar esse tipo de problema é importante ler o manual da placa-mãe ou verificar no site oficial os tipos de slots que ela possui. Além disso, é essencial verificar as especificações do novo componente de hardware.

 

Particularidades da placa de vídeo

Um dos principais componentes que as pessoas costumam adquirir é a placa gráfica. Nada mais normal; afinal, para executar jogos e alguns aplicativos robustos, uma placa de vídeo offboard é essencial. O problema, no entanto, está na falta de atenção ao adquirir tal item.

É comum adquirirmos novos produtos por empolgação e tentando aproveitar os baixos preços. Ocorre que a falta de pesquisa pode ser um verdadeiro tiro no pé, ainda mais no caso das placas de vídeo que custam absurdos. O erro maior não é gastar muito, porém, adquirir um componente incompatível com os demais itens do computador.

Placas poderosas requisitam energia extra (Fonte da imagem: Divulgação/ASUS)

 

Ao escolher uma nova placa gráfica, é importante ficar de olho no tipo de encaixe (nas máquinas mais recentes o tipo de slot é o PCI-express), nos tipos de conectores necessários (as placas de vídeo mais exigentes requisitam energia extra, portanto, sua fonte deve ser compatível) e, não menos importante, na quantidade de energia necessária (para não exigir mais energia do que a fonte pode fornecer).

 

Reativando o Windows

Depois de uma atualização no hardware do computador, o Windows pode não identificar os novos componentes — principalmente se a placa-mãe foi substituída — e solicitar uma nova ativação do sistema. Claro, não há como prever esse tipo de erro, visto que tal processo não depende de você, portanto, não fique se culpando por tal situação.

 

Normalmente, o processo de ativação não deve gerar muitos problemas, todavia, em alguns casos sua licença pode não ser aceita durante a verificação que é realizada online. Para solucionar tal problema, basta você ter sua chave do Windows em mãos e contatar a Microsoft por telefone. Em poucos minutos, é possível resolver o erro e ter seu sistema funcionando normalmente.

 

Drivers desatualizados

Ao adicionar novos componentes no PC, você deverá instalar drivers compatíveis para que eles funcionem. Até aí nenhuma novidade, afinal, você já deve ter feito isso alguma vez na vida. Entretanto, um erro que cometemos é o de instalar o software que acompanha o dispositivo, sem se preocupar quanto à versão e à funcionalidade dele.

Claro, não existe problema algum em instalar os drivers que vêm no CD do item de hardware adquirido. Contudo, algumas vezes, tais programas podem estar desatualizados e consequentemente não fornecer o melhor desempenho para sua máquina. A solução? Simples. Basta entrar no site da fabricante do componente e obter o último software. Se você comprou uma nova placa de vídeo, essa dica é essencial para você não encarar muitos bugs.

 

Hardware novo, BIOS antiga

A instalação de novas placas no computador não deve gerar muitas dores de cabeça. Contudo, a Lei de Murphy sempre funciona e é bem possível que algum erro ocorra na hora de você tentar instalar um novo componente. Uma coisa que muitos esquecem é a versão da BIOS, uma preocupação que normalmente não existe, mas que em situações específicas pode incomodar.

 

É o caso da troca do processador. Algumas placas-mãe vêm configuradas de fábrica para funcionar com determinadas CPUs, mas, com a chegada de novos modelos, tais placas ganham atualização de BIOS. Portanto, antes de comprar um novo processador, vale verificar se a placa é compatível e se não é necessário efetuar uma atualização no software dela.

 

Horas para transferir dados

Se você está pensando em trocar o disco rígido da sua máquina, é importante pensar na cópia dos documentos de um drive para o outro. Transferir dados usando o gerenciador de arquivos do Windows pode demorar muitas horas, o que, apesar de não ser um erro, é algo muito incômodo.

Para não perder tempo, você deve atentar para dois detalhes. Primeiro é importante conectar o HD diretamente em uma porta SATA (caso esteja copiando arquivos de um notebook, conecte o novo disco na entrada eSATA). Depois, você deve optar por utilizar um programa próprio para a atividade, de preferência um software que faça uma cópia integral de todo o conteúdo.

(Fonte da imagem: Divulgação/Western Digital)

 

No Baixaki, você pode encontrar o HDClone Free Edition e o Paragon Drive Backup Free Edition, dois programas que devem fazer a tarefa da cópia de maneira rápida. Vale lembrar que você deve verificar o tamanho do novo disco (afinal, se o HD antigo for maior, não há como efetuar o processo de clonagem) e averiguar se você deseja realizar uma nova instalação do sistema (se for o caso, não é possível copiar todo o conteúdo na íntegra).

 

Erros são comuns

Nossa lista de erros e soluções acaba aqui. Esperamos que você consulte-a quando necessário e consiga evitar essas situações. Lembramos que quem gosta de trabalhar com hardware deve se acostumar com possíveis problemas que ocorrem durante a atualização dos componentes, afinal, nem sempre é possível se lembrar de tudo. Caso você tenha mais alguma dica, colabore com os demais leitores postando-a nos comentários.

Fonte: Tecmundo