sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Diodo óptico abre caminho para processadores fotônicos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/08/2011

Diodo óptico abre caminho para processadores fotônicos

Os cientistas vinham tentando criar um "diodo óptico" há 20 anos. E não sem razão: já foram criados circuitos fotônicos experimentais com velocidade de até 1 terabit por segundo. [Imagem: Science/AAAS]

Processadores fotônicos

As fibras ópticas já substituíram os cabos de cobre na transmissão digital de dados por longas distâncias há muito tempo.

Dentro dos chips, contudo, os bits continuam sendo transportados por elétrons correndo pelos velhos fios metálicos - com todo o aquecimento que isso gera, o que tem impedido o avanço na frequência de funcionamento dos processadores.

A solução está nos chips fotônicos, nos quais os dados são transportados não por elétrons, mas por fótons - praticamente sem dissipação de calor e com uma velocidade muito maior.

Para isso, contudo, é necessário fazer com que a luz viaje em um único sentido, sem qualquer reflexão para trás, o que acaba interferindo com sua operação - o feixe de luz refletido interfere com os lasers e outros componentes fotônicos e torna o processador instável.

Diodo óptico

Nos chips eletrônicos, existe um componente chamado diodo, que permite que a energia flua apenas em um sentido, nunca retornando.

Agora, finalmente, os cientistas conseguiram construir uma espécie de "diodo óptico" - seu nome é na verdade isolador óptico - , um componente que impede os refluxos da luz, "quebrando" uma lei da física observada na natureza chamada reciprocidade e simetria de tempo reverso.

A luz, por exemplo, propaga-se igualmente bem para frente e para trás, refletindo-se enquanto viaja.

"Se você pode me ver, então eu posso ver você," compara o Dr. Liang Feng, do Instituto de Tecnologia da Califórnia. "O que precisávamos fazer era algo que permitisse que eu o veja, mas você não possa me ver."

A fim de isolar a luz, suas propriedades precisam mudar quando ela estiver viajando na direção "indesejada". Um isolador óptico pode então bloquear a luz que tem essas propriedades alteradas. O resultado será o equivalente óptico do diodo eletrônico.

Isolador óptico

A equipe do Dr. Feng desenvolveu um guia de ondas híbrido, usando metais e silício, que canaliza a luz para que ela viaje em padrões diferentes dependendo do sentido de sua propagação.

O padrão é simétrico quando a luz está indo, e assimétrico quando a luz é refletida de volta pelo mesmo caminho. Como diferentes modos da luz não interferem uns com os outros, os dois feixes se cruzam, passando incólumes um pelo outro.

O que o isolador óptico faz é dissipar essa luz que tenta voltar pelo mesmo caminho.

Ou seja, na prática, o novo componente impede que a luz reflita e retorne, interferindo com outros componentes.

Rumo aos processadores fotônicos

Os cientistas vinham tentando fazer isso há 20 anos. E não sem razão: os protótipos de chips fotônicos já construídos suportam taxas de transferência de dados de 10 gigabits por segundo.

Circuitos de demonstração mais simples já atingiram 1 terabit por segundo.

Embora o trabalho tenha produzido apenas um protótipo rudimentar, uma prova de princípios, os pesquisadores já estão trabalhando na construção de um isolador óptico que possa ser integrado em um chip de silício.

Bibliografia:
Non-reciprocal light propagation in a silicon photonic circuit
Liang Feng, Maurice Ayache, Jingqing Huang, Ye-Long Xu, Ming-Hui Lu, Yan-Feng Chen, Yeshaiahu Fainman, Axel Scherer
Science
5 August 2011
Vol.: 333 no. 6043 pp. 729-733
DOI: 10.1126/science.1206038

Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Disco holográfico atinge velocidade de Blu-ray

Redação do Site Inovação Tecnológica - 04/08/2011

Disco holográfico atinge velocidade de Blu-ray

Enquanto uma equipe cuida da comercialização dos discos holográficos, os engenheiros vão continuar trabalhando, com o objetivo de atingir um capacidade de 1 terabyte por disco. [Imagem: GE]

Velocidade de Blu-ray

Em 2009, a General Electric apresentou uma tecnologia de armazenamento holográfico capaz de colocar 500 gigabytes em um disco do tamanho de um DVD.

Agora, a empresa afirmou que seu protótipo alcançou a mesma velocidade de gravação dos discos Blu-ray.

Isto coloca a tecnologia em fase de pré-comercialização: protótipos dos discos e dos sistemas de gravação e leitura serão enviados para possíveis parceiros na indústria, que podem se interessar em licenciar a tecnologia e fazê-la chegar ao mercado.

Além do aumento na velocidade, o equipamento recebeu melhoramentos e se tornou mais compatível com os discos ópticos atuais. Embora exija leitores específicos, a empresa afirma que os futuros aparelhos holográficos conseguirão ler CDs, DVDs e BDs (Blu-ray Discs).

Armazenamento holográfico

O armazenamento holográfico é diferente do armazenamento óptico dos discos de DVD e Blu-ray.

Enquanto estes armazenam dados em até quatro camadas na superfície do disco, a tecnologia holográfica usa o volume inteiro do disco para gravar informações.

Os hologramas, padrões tridimensionais que representam os bits de informação, são escritos em profundidades controladas no interior do disco.

Como esses discos micro-holográficos aproveitam todo o volume do material, sua capacidade de armazenamento é muito superior aos discos atuais.

No patamar atual de desenvolvimento, um disco holográfico terá uma capacidade equivalente a 20 discos Blu-ray de camada única ou 100 DVDs.

Enquanto uma equipe cuida da comercialização dos discos holográficos, os engenheiros vão continuar trabalhando, com o objetivo de atingir um capacidade de 1 terabyte por disco.

Veja mais detalhes da tecnologia:

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Descoberta nova forma de gravar dados nos discos rígidos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 02/08/2011

Dados magnéticos em discos rígidos podem ser gravados com campo elétrico

A nova técnica elimina a necessidade dos campos magnéticos: a gravação é feita aplicando-se uma corrente elétrica paralelamente ao plano do bit magnético. [Imagem: Miron et al./Nature]

Vida longa ao HD

Quando se acreditava que os discos rígidos estivessem se aproximando da aposentadoria, cada vez mais acuados pelas memórias de estado sólido, eis que uma novidade pode dar-lhes uma pitada extra de longevidade.

Apesar da miniaturização e do contínuo adensamento dos bits, que têm sido responsáveis pela cada vez maior capacidade dos HDs, parecia haver pouco espaço para um melhoramento realmente disruptivo nos discos rígidos.

A surpresa veio da pesquisa de um grupo do Instituto Catalão de Nanotecnologia e da Universidade Autônoma de Barcelona.

Mihai Miron e seus colegas descobriram uma nova forma de gravar os bits magnéticos em um disco rígido. A técnica, garantem eles, é rápida e consome pouca energia, tornando-a adequada para adoção imediata.

Escrita magnética com eletricidade

A "escrita magnética" hoje emprega campos magnéticos produzidos por bobinas, uma técnica que tem suas limitações em termos de escalabilidade e eficiência energética.

A nova técnica elimina a necessidade dos campos magnéticos: a gravação é feita aplicando-se uma corrente elétrica paralelamente ao plano do bit magnético.

Para obter esse efeito, os pesquisadores construíram interfaces assimétricas na parte superior e na parte inferior da camada magnética, o que induz um campo elétrico ao longo de todo o material.

O sanduíche de materiais é formado por um filme de cobalto, com menos de um nanômetro de espessura, colado entre uma camada de platina e outra de óxido de alumínio.

Devido aos efeitos relativísticos, os elétrons que atravessam a camada de cobalto efetivamente "sentem" o campo elétrico do material como se ele fosse um campo magnético - de tal forma que o campo elétrico muda o eixo da sua magnetização.

Dependendo da intensidade da corrente e da direção da magnetização, pode-se induzir um campo magnético efetivo, intrínseco ao material, que é forte o suficiente para reverter a magnetização.

Dados magnéticos em discos rígidos podem ser gravados com campo elétrico

O efeito é obtido em um sanduíche de materiais, formado por um filme de cobalto (Co) colado entre uma camada de platina (Pt) e outra de óxido de alumínio (AlOx). [Imagem: Miron et al./Nature]

Sem teoria para explicar

A equipe demonstrou que esta técnica, ainda sem os aprimoramentos possíveis, funciona de forma confiável a temperatura ambiente, usando pulsos de corrente com duração menor do que 10 nanossegundos, em bits magnéticos de 200 nanômetros quadrados.

Embora não exista ainda nenhuma teoria que explique esse efeito, pelo qual um campo elétrico se "disfarça" de campo magnético, os cientistas afirmam que ele poderá ser usado não apenas em discos rígidos, mas também em memórias RAM magnéticas, as MRAM, que retêm os dados na ausência de energia.

Além de permitir o boot instantâneo, essas memórias gastariam muito menos energia, já que não é necessário ficar atualizando seu conteúdo constantemente, como acontece com as memórias RAM atuais.

Muito prático

Uma vantagem adicional da descoberta é que a escrita magnética induzida por corrente elétrica é mais eficiente em camadas magnéticas duras do que em camadas magnéticas moles.

Isto é de certa forma contra-intuitivo, já que os materiais magnéticos moles são, por definição, mais fáceis de chavear usando campos magnéticos externos.

Mas é também muito prático, já que os ímãs rígidos podem ser miniaturizados para dimensões nanométricas sem perder suas propriedades magnéticas.

Isso pode permitir que a densidade de armazenamento de informação aumente sem comprometer a capacidade de gravação, que fica sempre mais complicada quando os bits magnéticos são miniaturizados.

Melhorias nos discos rígidos

Em 2010, cientistas japoneses sugeriram a adoção de uma corrente elétrica associada à cabeça tradicional de gravação, também em materiais magnéticos duros.

Outras sugestões recentes de melhoria dos HDs incluem discos rígidos de urânio e torres 3D de informações.

Bibliografia:
Perpendicular switching of a single ferromagnetic layer induced by in-plane current injection
Ioan Mihai Miron, Kevin Garello, Gilles Gaudin, Pierre-Jean Zermatten, Marius V. Costache, Stéphane Auffret, Sébastien Bandiera, Bernard Rodmacq, Alain Schuhl, Pietro Gambardella
Nature
31 July 2011
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature10309

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Erro 404: o que as fotos dos seus amigos querem dizer de verdade nas redes sociais

Erro 404: o que as fotos dos seus amigos querem dizer de verdade nas redes sociais

Essa é muito boa.. vale a pena dar uma lida!!!

IBM bate recorde de acesso a dados

Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/08/2011

A IBM bateu todos os recordes de acesso a grandes conjuntos de dados.

O sistema leu 10 bilhões de arquivos em um único sistema em apenas 43 minutos.

O recorde anterior era de 1 bilhão de arquivos em 3 horas.

Sistema de arquivos paralelo

A solução é proprietária da IBM, um sistema de arquivos de acesso paralelo chamado GPFS (General Parallel File System ).

O recorde foi alcançado em um cluster de 10 computadores dotados de processadores de oito núcleos e drives de armazenamento de estado sólido - em substituição aos discos rígidos - com uma capacidade de 6,8 terabytes.

O algoritmo do GPFS permite a utilização plena de todos os núcleos dos processadores, em todas as máquinas, em todas as fases da tarefa - leitura dos dados, classificação e avaliação de regras.

Os aplicativos mantêm de forma sustentada - e não apenas picos - centenas de milhões de operações de entrada e saída de dados, enquanto o GPFS continuamente identifica, seleciona e classifica o conjunto correto de arquivos entre os 10 bilhões acessáveis no sistema.

Armazenamento unificado

A escala de crescimento obtida - um fator de 37 - aponta para a possibilidade de unificação dos ambientes de dados em uma única plataforma, em vez de sua distribuição por diversos sistemas, que precisam ser gerenciados separadamente.

Além do aumento na velocidade de acesso, o crescimento também aponta para a redução de custos no armazenamento de dados, evitando a aquisição de um número crescente de equipamentos.

Esse sistema de arquivos foi projetado para aplicações que exigem alta velocidade de acesso a grandes volumes de dados.

Entre essas aplicações estão mineração de dados, para determinar os comportamentos de compra de clientes, processamento de dados sísmicos, gestão de risco e análise financeira, modelagem do tempo e pesquisas científicas.

Novos negócios

As empresas estão continuamente sob pressão para transformar rapidamente seus dados em insights para novos e melhores negócios, mas não é nem simples e nem barato lidar com tantos dados.

Conforme surgem novas aplicações para a tecnologia da informação, do sistema financeiro aos serviços de saúde, os sistemas tradicionais de gerenciamento de dados precisam de aumentos contínuos em sua capacidade, velocidade e segurança.

Estima-se que o repositório de dados digitais em todo o mundo tenha crescido 47% no ano passado.