terça-feira, 26 de abril de 2011

GPS de celulares aumenta velocidade da internet em 50%

Redação do Site Inovação Tecnológica - 26/04/2011

Pesquisadores do MIT, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo protocolo de comunicações que permite que os usuários de celulares e redes Wi-Fi tenham até 50% mais largura de banda disponível sem nenhuma modificação no hardware das redes.

Tudo o que é necessário é utilizar os receptores de GPS que já equipam a maioria dos celulares inteligentes e outros aparelhos de acesso à internet.

Transferência na rede

Durante a maior parte do século 20, o paradigma da comunicação sem fio era uma estação de rádio com um único transmissor de alta potência. Enquanto você estivesse no raio de alcance desse transmissor, você conseguia sintonizar a estação.

Com o advento das redes de telefonia celular, e mais ainda com o Wi-Fi, o paradigma passou a ser um grande número de transmissores de baixa potência espalhados pela cidade e pelas estradas.

Quando o usuário sai do alcance de um transmissor e entra na área de atuação de outro, a rede tem de efetuar uma "transferência" - se você se perguntou porque sua conexão cai em determinados lugares, agora já sabe a resposta.

Trajetória inferida

O fato é que as transferências nem sempre são feitas da forma mais eficiente.

"O que acontece hoje é que seu telefone imediatamente se conecta ao ponto de acesso Wi-Fi com sinal mais forte. Mas, no momento em que ele terminou de fazer isso, você já terá andado e, portanto, o melhor ponto de acesso já foi alterado. E isso continua acontecendo continuamente," explica Lenin Ravindranath, um dos autores da nova técnica.

A saída é usar a informação da rede de posicionamento global, já presente em virtualmente todos os smartphones.

Em vez de verificar o sinal mais forte, o novo protocolo seleciona um ponto de acesso com base na trajetória inferida do usuário.

"Nós passamos o bastão para o ponto de acesso que apresente um equilíbrio entre o tempo que você provavelmente ficará ligado a ele e a taxa de transferência que você vai obter," diz o pesquisador.

Em seus experimentos, os pesquisadores do MIT verificaram que seu novo protocolo troca de transmissor 40% menos do que acontece hoje.

Taxa de bits

Outro problema abordado pelo novo protocolo é a taxa de transferência - a velocidade na qual o aparelho envia e recebe informações.

As taxas de bits têm de ser adaptadas para a largura de banda disponível: tente enviar dados demais através de uma conexão fraca e a maior parte dos dados será perdida; baixe demais a taxa de bits e haverá um grande desperdício de largura de banda.

Quando um dispositivo está em movimento, a largura de banda disponível está em constante flutuação, dificultando a seleção de uma taxa de bits adequada.

Como o equipamento sabe quando está em movimento - basta usar seu GPS - ao usar o novo protocolo ele também pode ser mais cuidadoso na escolha da taxa de bits.

Nas experiências dos pesquisadores, os ganhos no rendimento da seleção taxa de bits variaram entre 20 por cento e 70 por cento, mas giraram consistentemente em torno de 50 por cento.

Fonte: Inovação Tecnológica

Energia solar pode ser possível sem células solares

Universidade de Michigan - 26/04/2011

Energia solar pode ser possível sem células solares

Cientistas descobriram que o magnetismo da luz pode ser milhões de vezes mais forte do que o previsto pela teoria atual.[Imagem: L.Kuipers & Tremani/Science]

Bateria óptica

Um dramático e surpreendente efeito magnético da luz pode gerar energia solar sem as tradicionais células solares fotovoltaicas.

Os pesquisadores descobriram uma maneira de construir uma "bateria óptica".

"Você pode olhar para as equações de movimento durante todo o dia e você não vai ver essa possibilidade. Todos aprendemos na escola que isso não acontece," conta Stephen Rand, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

"É uma interação muito estranha. É por isso que ela passou batida por mais de 100 anos," diz ele.

Magnetismo da luz

A luz tem componentes elétricos e magnéticos. Até agora, os cientistas acreditavam que os efeitos do campo magnético da luz eram tão fracos que eles poderiam ser ignorados.

O que Rand e seus colegas descobriram é que, na intensidade certa, quando a luz viaja através de um material que não conduz eletricidade, o campo de luz pode gerar efeitos magnéticos que são 100 milhões de vezes mais fortes do que o anteriormente esperado.

Nestas circunstâncias, os efeitos magnéticos da luz apresentam uma intensidade equivalente à de um forte efeito elétrico.

"Isso pode permitir a construção de um novo tipo de célula solar sem semicondutores e sem absorção para produzir a separação de cargas," afirma Rand. "Nas células solares, a luz entra em um material, é absorvida e gera calor."

"Aqui, esperamos ter uma carga térmica muito baixa. Em vez de a luz ser absorvida, a energia é armazenada como um momento magnético. A magnetização intensa pode ser induzida por luz intensa e, em seguida, é possível fornecer uma fonte de energia capacitiva," explica o pesquisador.

Retificação óptica

O que torna isto possível é uma espécie de "retificação óptica" que nunca havia sido detectada, afirma William Fisher, coautor da pesquisa.

Na retificação óptica tradicional, o campo elétrico da luz provoca uma separação de cargas, distanciando as cargas positivas das negativas no interior de um material. Isto cria uma tensão elétrica, semelhante à de uma bateria.

Este efeito elétrico só havia sido detectado em materiais cristalinos, cuja estrutura atômica apresenta uma certa simetria.

Rand e Fisher descobriram que, sob certas circunstâncias, o campo magnético da luz também pode criar retificação óptica em outros tipos de material.

Bateria solar

"Acontece que o campo magnético começa desviando os elétrons, forçando-os a assumir uma rota em formato de C, e fazendo-os avançar aos poucos," disse Fisher. "Esse movimento das cargas em formato de C gera tanto um dipolo elétrico quanto um dipolo magnético."

"Se pudermos configurar vários desses elementos em linha ao longo de uma fibra poderemos gerar uma tensão enorme; extraindo essa tensão, podemos usar a fibra como uma fonte de energia," explica ele.

Para isso, a luz deve ser dirigida através de um material que não conduz eletricidade, como o vidro. E ela deve ser focalizada a uma intensidade de 10 milhões de watts por centímetro quadrado.

A luz do Sol sozinha não é tão intensa, mas o cientista afirma que seu grupo está procurando materiais que trabalhem com intensidades mais baixas. Por outro lado,concentradores solares de alta eficiência já conseguem aumentar a concentração da luz em quase 2.000 vezes.

"Em nosso trabalho mais recente, mostramos que uma luz incoerente como a luz solar é teoricamente quase tão eficiente em produzir a separação de cargas quanto a luz de um laser," disse Fisher.

Do laser ao Sol

Segundo os pesquisadores, esta nova técnica poderia tornar a energia solar mais barata.

Eles preveem que, com materiais melhores, será possível alcançar uma eficiência de 10 por cento na conversão da energia solar em energia utilizável. Isso é praticamente equivalente à eficiência das células solares vendidas no comércio hoje, embora já existam células solares muito mais eficientes em escala de laboratório.

"Para fabricar as células solares modernas, você precisa de um enorme processamento dos semicondutores", defende Fisher. "Tudo o que nós precisamos são lentes para focar a luz e uma fibra para guiá-la. O vidro é suficiente para essas duas tarefas. Cerâmicas transparentes poderiam ser ainda melhores."

A seguir, os pesquisadores vão trabalhar na transformação da luz em eletricidade usando uma fonte de raios laser. A seguir eles trabalharão com a luz solar.

Recentemente, outro grupo de cientistas construiu um metamaterial capaz de interagir com o campo magnético da luz.

Bibliografia:
Optically-induced charge separation and terahertz emission in unbiased dielectrics
William M. Fisher, Stephen C. Rand
Journal of Applied Physics
Vol.: 109, 064903 (2011)
DOI: 10.1063/1.3561505

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Scythe Susanoo: o maior cooler do mundo

Você acha que seu computador esquenta demais? Quem sabe um cooler enorme, com quatro ventoinhas, possa resolver o seu problema.

Scythe Susanoo (Fonte da imagem: Divulgação/Scythe)

A empresa japonesa Scythe acaba de surpreender a todos com o último lançamento: um cooler que pesa 1.565 gramas, capaz de poupar o processador de altas temperaturas e também auxiliar no resfriamento de outros componentes (como a memória, VGA e MOSFETs).

O Susanoo (batizado com esse nome em homenagem ao deus japonês do mar e das tempestades) conta com dimensões de 210x210x160 mm e traz 12 heat pipes de cobre, que levam o calor diretamente para o bloco com pequenas placas de alumínio e para as quatro ventoinhas de 100mm. São elas que operam com velocidade variável de 500 até 2.000 RPM, fazendo com que seu computador fique mais do que “fresquinho”.

A taxa de ruído do dispositivo fica entre 9,4 e 37,7 dBA, aumentando ou diminuindo de acordo com a exigência do sistema. O Cooler gasta cerca de 12V no processo e gera entre 50 e 200 CFM. Ele é compatível com processadores sockets Intel LGA 775/1155/1156/1366 e AMD AM2/AM2+/AM3.

Galeria de Imagens

Sugerido pela fabricante japonesa, o preço inicial do Susanoo é de 89 euros (cerca de 205 reais). O valor em euros se dá pelo fato do cooler ser lançado primeiramente na Europa, não contando com outras informações a respeito de sua chegada a outros países do continente americano.

 

Fonte: Tecmundo

Carro do futuro possui três rodas e um design totalmente diferenciado

Com assentos e volante que lembram um cockpit de avião, o Supersonic traz tela sensível ao toque e dois motores elétricos, com baterias removíveis.

Supersonic (Fonte da imagem: Marko Lukovic/Yanko Design)

Você consegue imaginar como serão os carros em 2021? Pois o designer Marko Lukovic não apenas imaginou, mas também transformou a ideia em imagens de um carro conceitual capaz de deixar você com vontade de ter um já em 2011.

O Supersonic é feito com o foco no motorista, apesar de contar com lugar para mais um passageiro. Isso porque os bancos são enfileirados como em um avião, em vez de estarem lado a lado, como no carro. Dessa forma, ele se torna mais fino e fácil de manobrar, sendo necessárias apenas três rodas para deixá-lo equilibrado.

O controle do carro fica por conta de um volante que lembra um manche (também presente em aeronaves), além de uma tela sensível ao toque, que traz todas as informações do veículo. O Supersonic conta com GPS integrado e duas câmeras localizadas na parte frontal e traseira do carro, dispensando assim os espelhos retrovisores.

Supersonic (Fonte da imagem: Marko Lukovic/Yanko Design)

Em termos de carroceria, o conceito conta com vidro de cristal líquido fotossensível, capaz de controlar a temperatura interna de acordo com o tempo da parte externa, além de clarear e escurecer de acordo com a necessidade de privacidade do motorista.

Para completar, dois motores dão ao Supersonic a velocidade pretendida, sendo que um deles é usado especificamente para trazer maior potência para as rodas traseiras. Para carregar o veículo, basta remover as três baterias elétricas localizadas na parte traseira, facilitando a recarga.

Galeria de Imagens

Apesar de se tratar de apenas de um conceito e, portanto, não estar disponível para compra, o carro traz diversas opções que já são realidade, como o motor elétrico e tela sensível ao toque. Dessa forma, nada como ter esperanças de que algo assim se torne realidade daqui há dez anos ou, quem sabe, antes disso.

Fonte: Tecmundo

Telas dos celulares e tablets devem ficar ainda mais finas

Novo substrato desenvolvido pela AGC mede apenas 0,28 mm, 15% a menos do que disponível atualmente, contribuindo para a construção de dispositivos mais leves e finos.

Substrato com vidro de 0,28 mm

Substrato mais fino e leve (Fonte da imagem: Divulgação/AGC)

A empresa japonesa AGC acaba de anunciar o desenvolvimento e a produção do substrato mais fino do mundo, que vai contribuir para a criação de celulares e tablets mais leves e elegantes. O equipamento mede apenas 0,28 mm, 15% a menos do que o disponível atualmente (que mede cerca de 0,33 mm).

Telas touchscreen são feitas de um material duro (resistante) e preenchidas com uma camada subjacente, recheada de eletrodos. Este vidro é feito de cal sodada, sendo composto principalmente de óxido de sódio e dióxido de silício (sílica).

O material é usado em construções, automóveis e equipamentos eletrônicos, tornando-se uma boa alternativa também para as telas sensíveis ao toque. Ao ser submergido nos elementos químicos, esse vidro torna-se então resistente ao calor e fica mais fácil de processar, não perdendo a cor ao ser exposto aos raios UV.

Esquema de tela touchscreen (Fonte da imagem: Divulgação/AGC)

O float process (processo de flutuação) usado para trabalhar o vidro produz uma superfície altamente uniforme, contando como mais um ponto a favor na hora de criar telas sensíveis ao toque. Dessa forma, ele pode ser usado também nos diversos aparelhos móveis desenvolvidos pelas empresas que desenvolvem tablets e celulares, já que o vidro interno se torna mais leve e fino, permitindo a montagem de dispositivos melhores sem a perda de potência do hardware.

De acordo com a empresa, o novo vidro deve entrar em produção ainda este mês, contribuindo para a receita de mais de 1,2 bilhão de dólares estimada até 2013. A AGC acredita que cerca de 120 milhões de dólares desse total devem ser arrecadados apenas com o novo vidro de cal sodada.

Fonte: Tecmundo