quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

 

Smart TVs coletam dados do que você está vendo a cada poucos segundos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 11/12/2024

Smart TVs coletam dados do que você está vendo a cada poucos segundos
As TVs inteligentes fazem capturas de tela e de vídeo até a cada 15 segundos.
[Imagem: UC3M]
PROMOÇÃO DA LOJA!!!


Headset Gamer Havit, Drivers 53mm, Microfone Plugável, P2, PC, PS4, XBOX ONE, Preto - HV-H2002D


Sua TV está lhe espionando

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Carlos III de Madrid (Espanha), Colégio Universitário de Londres (Inglaterra) e da Universidade da Califórnia em Davis (EUA), descobriu que as TVs inteligentes, ou smart TVs, não são tão amigáveis à privacidade dos seus usuários como se acreditava.

A equipe descobriu que as TVs com conexão à internet enviam dados de visualização para os seus próprios servidores, permitindo criar um perfil detalhado dos usuários. A pesquisa revelou que as smart TVs efetuam capturas de tela e de áudio para identificar o conteúdo exibido, usando uma tecnologia conhecida como Reconhecimento Automático de Conteúdo (RAC).

Eletrônicos de realidade virtual

A principal alegação das empresas para essa coleta de dados é que as informações seriam usadas para adaptar anúncios aos seus hábitos de consumo. Contudo, as TVs coletam informações e as enviam periodicamente para seus servidores mesmo quando a TV é usada como monitor externo ou está conectada a um computador portátil, o que coloca em risco a segurança dos dados dos computadores do usuário.

"O Reconhecimento Automático de Conteúdo funciona como uma espécie de Shazam visual, capturando imagens ou áudio para criar um perfil do espectador com base nos seus hábitos de consumo de conteúdos. Dessa forma, a tecnologia permite que as plataformas dos fabricantes criem perfis precisos dos seus utilizadores, tal como acontece na internet," explicou Patricia Callejo, uma das autoras do estudo. "De qualquer forma, esse rastreio, independentemente do modo de uso, levanta sérias preocupações de privacidade, especialmente quando o televisor é usado apenas como monitor".

Os pesquisadores chamam a atenção para a regularidade com que essas capturas de tela e áudio são transmitidas aos servidores das marcas analisadas: Samsung e LG. Os dados mostram que os televisores da Samsung enviam essas informações a cada minuto, enquanto os dispositivos da LG o fazem a cada 15 segundos.

"Isso nos dá uma ideia da intensidade do monitoramento e mostra que as plataformas de smart TV recolhem grandes volumes de dados sobre os utilizadores, independentemente de como estes consomem conteúdos - seja por meio da TV tradicional ou de dispositivos conectados via HDMI, como computadores portáteis ou consoles de jogos," enfatizou Callejo.

Eletrônicos de realidade virtual

Configuração padrão

Para testar a capacidade dos televisores de bloquear o rastreio por Reconhecimento Automático de Conteúdo, a equipe experimentou diferentes configurações de privacidade das smart TVs. Os resultados mostraram que, embora seja possível bloquear voluntariamente a transmissão desses dados aos servidores, a configuração padrão ativa o reconhecimento automaticamente.

"O problema é que nem todos os utilizadores estão cientes disso," comentou Callejo, que considera esse fator preocupante, devido à falta de transparência nas configurações iniciais. "Além disso, muitos utilizadores não sabem como alterar essas configurações, de onde resulta que esses dispositivos funcionem como mecanismos padrão de rastreio das suas atividades".

A recomendação dos pesquisadores é que cada usuário revise com atenção todas as configurações de privacidade e termos de uso do seu aparelho específico, verificando quais autorização ele realmente deseja dar.

Segundo a equipe, sua pesquisa abre novas perspectivas para estudar o monitoramento realizado por dispositivos conectados à nuvem e que comunicam entre si, mais comumente conhecidos como Internet das Coisas. Eles também sugerem que fabricantes e reguladores devem urgentemente discutir os desafios que esses novos dispositivos apresentarão em um futuro próximo.

Bibliografia:

Artigo: Watching TV with the Second-Party: A First Look at Automatic Content Recognition Tracking in Smart TVs
Autores: G. Anselmi, Y. Vekaria, A. D'Souza, Patricia Callejo, Am. Mandalari, Z. Shafiq
Revista: Proceedings of the 2024 ACM on Internet Measurement Conference (IMC 24)
DOI: 10.1145/3646547.3689013

quinta-feira, 10 de março de 2022

ENERGIA

 

Finalmente um recarregador sem fio sem frescuras

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/03/2022

Finalmente um recarregador sem fio sem frescuras
Basta colocar o aparelho dentro da área de recarregamento - em qualquer posição.
[Imagem: Aalto University]

Recarregador em qualquer posição

No ano passado, pesquisadores da Universidade de Aalto, na Finlândia, apresentaram um carregador à distância que recarrega aparelhos em movimento.

Agora eles acreditam estar mais próximos de levar essa tecnologia - e esse conforto - para as casas dos usuários.

Eles usaram a parte omnidirecional do seu sistema de recarregamento para criar um novo sistema de carregamento sem fios recarrega com eficiência aparelhos colocados em qualquer lugar dentro de um anel ao seu redor.

Os sistemas atuais transferem energia em uma direção específica ou para uma posição específica. Ao fornecer um campo de carregamento em forma de anel, o novo sistema oferece um design mais conveniente e confiável.

O principal desafio na criação de um carregador omnidirecional é que a força do campo de carregamento muda com a localização. Isso significa que os aparelhos serão carregados de forma ineficiente se estiverem no local errado ou não estiverem orientados corretamente. Todas as soluções propostas até agora para essa deficiência são complexas a ponto de não serem práticas para produtos de consumo.

"Nós nos propusemos a criar um sistema simples e de baixo custo, usando apenas uma única fonte de energia," disse Nam Ha-Van, que liderou este desenvolvimento.

Finalmente um recarregador sem fio sem frescuras

A tecnologia se baseia em uma bobina com seções em sentidos inversos.
[Imagem: Nam Van Ha et al. - 10.1109/TIE.2022.3151961]



Em qualquer posição e em movimento

A chave para o sucesso do novo carregador omnidirecional é uma bobina de alimentação cilíndrica. O fio na parte superior da bobina é enrolado na direção oposta ao fio na parte inferior da bobina, com uma ponte em forma de Z conectando as duas seções.

Como a corrente flui através desses enrolamentos em direções opostas, eles produzem campos magnéticos complementares. Um campo flui do meio da bobina cilíndrica, ao redor do enrolamento superior e volta pelo topo; o outro flui para fora pelo meio, ao redor da bobina inferior e de volta pela parte inferior.

Isso resulta em um campo magnético uniforme em torno do meio da bobina de carregamento. Os aparelhos colocados em qualquer lugar dentro dessa área carregam com eficiência, independentemente de sua posição ou orientação.

A equipe agora pretende integrar sua solução anterior, que permite recarregar aparelhos em movimento, com esta nova, que leva energia para aparelhos em qualquer posição, criando um produto que resolva diferentes questões do recarregamento sem fios: Liberdade de movimento, para aplicações industriais, e colocação livre, para aparelhos de consumo.

Bibliografia:

Artigo: Cylindrical Transmitting Coil for Two-Dimensional Omnidirectional Wireless Power Transfer
Autores: Nam Van Ha, Yining Liu, Prasad Kumara Sampath Jayathurathnage, Constantin Simovski, Sergei Tretyakov
Revista: IEEE Transactions on Industrial Electronics
DOI: 10.1109/TIE.2022.3151961

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

 Mecânica

Levitação magnética simula ausência de gravidade

Redação do Site Inovação Tecnológica - 22/12/2021

Câmara de levitação magnética simula ausência de gravidade
Esquerda: Esquema do sistema de levitação magnética. À direita: Gráfico de contorno da energia de retenção de uma amostra de água colocada no campo magnético, mostrando o tamanho e a forma da região onde a gravidade equivale a 1% da gravidade da Terra.
[Imagem: Hamid Sanavandi et al. - 10.1038/s41526-021-00174-4]

Levitação magnética

A levitação magnética pode ser forte e controlável o suficiente para simular o ambiente de microgravidade do espaço e de corpos celestes como a Lua e Marte.

É claro que a levitação magnética é forte o suficiente para levitar trens, grandes equipamentos industriais e até caixas de câmbio de carros, mas nesses casos estão envolvidos dois polos magnéticos se opondo, um no trilho e outro no próprio trem.

Hamid Sanavandi e Wei Guo, da Universidade Estadual da Flórida, estão trabalhando com a levitação magnética "livre", em que os objetos podem ser suspensos no ar e manipulados.

Já existem simuladores de microgravidade baseados em levitação magnética, e vários protótipos já demonstraram sua capacidade de levitar organismos vivos sem causar danos a eles. Eles têm como vantagens a possibilidade de ajustar a força exata da gravidade e funcionar de modo praticamente ilimitado no tempo.

O inconveniente é que a levitação magnética só havia conseguido criar até agora uma gravidade baixa e sobre um volume muito pequeno. Por exemplo, quando o aparelho é ajustado para imitar um ambiente com cerca de 1% da gravidade da Terra, o volume funcional é de apenas alguns poucos microlitros, o que é muito pequeno para experimentos práticos.

Simulador de microgravidade por levitação magnética

Sanavandi e Guo venceram esse desafio adaptando o eletroímã para gerar uma força de levitação uniforme que equilibra inteiramente a força gravitacional da Terra - o aparato consegue gerar uma força equivalente a 100% da força g - e ele faz isso em um volume muito maior.

A técnica produziu um volume funcional sem precedentes, de mais de 4.000 microlitros em uma bobina compacta, com um diâmetro de apenas 8 cm. Quando a corrente elétrica na bobina é reduzida para emular a gravidade em Marte, que equivale a 0,38g, o volume funcional supera os 20.000 microlitros, ou cerca de 20 cm3.

O avanço foi obtido usando uma bobina de Maxwell de gradiente de campo no interior do furo central de 120 mm de um ímã supercondutor - esta configuração foi proposta pelo físico James Clark Maxwell no século 19 para produzir gradientes de campo uniformes no diâmetro.

A levitação magnética sempre foi vista como a opção mais barata em termos de simulação de ausência de gravidade, e o uso do supercondutor não foi capaz de tirar completamente essa vantagem. Segundo Sanavandi, isso deve ao fato de que seu simulador de microgravidade pode ser fabricado usando supercondutores já existentes no mercado, conhecidos como ReBCO (óxido de cobre e bário derivado de terras raras).

Câmara de levitação magnética simula ausência de gravidade
O volume útil da câmara de microgravidade é 1.000 vezes maior do que havia sido alcançado até agora.
[Imagem: Hamid Sanavandi et al. - 10.1038/s41526-021-00174-4]

Usos para levitação magnética

A redução da gravidade afeta os organismos biológicos de várias maneiras. Entre os efeitos conhecidos está a inibição do crescimento celular, levando a uma perda de massa óssea e muscular suficiente para prejudicar a saúde dos astronautas. Em sistemas físicos, a microgravidade pode afetar as bolhas de cavitação, a transferência de calor em fluidos e a dinâmica de espalhamento de propelentes criogênicos nas espaçonaves. Na pesquisa de materiais, os efeitos da redução da gravidade incluem mudanças na maneira como os cristais crescem e as ligas metálicas se formam.

Pesquisar isso hoje exige mandar as amostras para o espaço, o que é caro e demorado. Existem alternativas, como fazer os experimentos dentro de um foguete de sondagem ou em um avião em voo parabólico, mas nenhum deles é perfeito para os experimentos de laboratório, que tipicamente precisam ser repetidos à exaustão. Assim, praticamente a única alternativa que resta são as torres de queda livre, mas que são caras de construir.

Assim, a simulação de microgravidade por levitação magnética se coloca agora como uma alternativa real e prática, ao alcance da maioria dos laboratórios ao redor do mundo, permitindo realizar uma variedade de experimentos de física, medicina e biologia com vistas a futuras missões espaciais.

"O fato de que nosso projeto SLM [Simulador de baixa gravidade por Levitação Magnética] oferece um volume funcional cerca de três ordens de magnitude maior do que o solenoide SLM convencional torna-o uma virada de jogo no campo de pesquisa de baixa gravidade," disse Guo. "Quando este projeto SLM é usado para emular gravidades reduzidas em ambientes extraterrestres, como na Lua ou em Marte, o volume funcional resultante é grande o suficiente para acomodar até mesmo plantas pequenas, tornando esta uma ferramenta interessante para pesquisas médicas e de biologia."

Bibliografia:

Artigo: A magnetic levitation based low-gravity simulator with an unprecedented large functional volume
Autores: Hamid Sanavandi, Wei Guo
Revista: Microgravity
Vol.: 7, Article number: 40
DOI: 10.1038/s41526-021-00174-4

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

 

Não conseguiremos controlar computadores superinteligentes

Com informações do MPIB - 12/01/2021

Humanidade não conseguirá controlar computadores superinteligentes
Há tempos se discute os perigos que a Inteligência Artificial trará à humanidade.
[Imagem: Manuel Alfonseca et al. - 10.1613/jair.1.12202]

Inteligência que supera os criadores

Suponha que alguém programe um sistema de inteligência artificial (IA) com uma inteligência superior à dos humanos, para que ele possa aprender de forma independente.

Conectada à internet, a IA poderia ter acesso a todos os dados da humanidade e então tentaria otimizar tudo; ela poderia substituir todos os programas existentes e assumir o controle de todas as máquinas online em todo o mundo, para que tudo funcionasse da forma mais eficiente possível.

Isso produziria uma utopia ou uma distopia? A IA encontraria a cura para o câncer, promoveria a paz mundial e evitaria um desastre climático? Ou ela iria concluir que a forma mais eficiente de resolver todos os problemas seria destruir a humanidade?

Nosso mundo é fascinado por máquinas e computadores que podem controlar carros, compor sinfonias ou derrotar pessoas no xadrez, Go e outros desafios, mas os cientistas da computação e os filósofos têm-se perguntado se sequer seríamos capazes de controlar uma IA superinteligente, para garantir que ela não representaria uma ameaça à humanidade.

"Uma máquina [computador] superinteligente que controla o mundo parece ficção científica. Mas já existem máquinas que realizam certas tarefas importantes de forma independente, sem que os programadores entendam totalmente como elas aprenderam a fazer o que fazem. Portanto, surge a questão de saber se isso poderia em algum momento se tornar incontrolável e perigoso para humanidade," justifica o professor Manuel Cebrian, do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano, na Alemanha.

E as conclusões dos estudiosos nem sempre são animadoras: A equipe internacional liderada por Cebrian fez os melhores cálculos teóricos que o saber científico atual permite para demonstrar que seria fundamentalmente impossível para a humanidade controlar uma IA superinteligente.

Superinteligência artificial

Os cientistas exploraram duas ideias diferentes de como uma superinteligência artificial poderia ser controlada.

Por um lado, as capacidades da IA superinteligente poderiam ser especificamente limitadas, por exemplo, isolando-a da internet e de todos os outros dispositivos técnicos, para que ela não pudesse ter contato com o mundo exterior. Mas isso tornaria a "IA superinteligente" significativamente menos poderosa, menos capaz de responder às missões e às questões para as quais a humanidade a projetou.

Sem essa opção, a IA poderia ser motivada desde o início a perseguir somente objetivos que atendam aos melhores interesses da humanidade, por exemplo, programando princípios éticos nela. No entanto, os pesquisadores também demonstraram que essas e outras ideias contemporâneas e históricas para controlar a IA superinteligente têm seus limites.

Humanidade não conseguirá controlar computadores superinteligentes
Máquinas que controlam máquinas estão entre os riscos existenciais para a humanidade.
[Imagem: Iyad Rahwan]

Problema incomputável

A equipe então concebeu um algoritmo teórico de contenção, que garante que uma IA superinteligente não possa prejudicar as pessoas em nenhuma circunstância, simulando o comportamento da IA primeiro e então interrompendo-a se ela for considerada prejudicial.

Mas uma análise cuidadosa mostra que, em nosso paradigma atual de computação, esse algoritmo não pode ser construído.

"Se você dividir o problema em regras básicas da ciência da computação teórica, verá que um algoritmo que comandaria uma IA para não destruir o mundo poderia inadvertidamente interromper suas próprias operações. Se isso acontecesse, você não saberia se o algoritmo de contenção ainda está analisando a ameaça, ou se ele parou para conter a IA prejudicial. Na verdade, isso torna o algoritmo de contenção inutilizável," disse Iyad Rahwan, membro da equipe.

Com base nesses cálculos, o problema de contenção é incomputável, ou seja, nenhum algoritmo único pode encontrar uma solução para determinar se uma IA produziria danos ao mundo.

Além disso, os pesquisadores demonstraram que podemos nem saber quando as máquinas superinteligentes foram criadas, porque decidir se uma máquina apresenta inteligência superior aos humanos está no mesmo reino do problema de contenção: insolúvel.

Bibliografia:

Artigo: Superintelligence Cannot be Contained: Lessons from Computability Theory
Autores: Manuel Alfonseca, Manuel Cebrian, Antonio Fernandez Anta, Lorenzo Coviello, Andrés Abeliuk, Iyad Rahwan
Revista: JAIR - Journal of Artificial Intelligence Research
DOI: 10.1613/jair.1.12202

domingo, 29 de novembro de 2020

Meio ambiente vs SSDs.

Uma nova tecnologia que já não é tão nova assim, com benefícios além dos planejados.

Não você não leu errado. 

Um HDD (Hard Disk Drive), comum, o qual tem partes móveis, um disco de ferrite com imãs poderosos e uma cabeça de gravação, apesar de girar a altas velocidades, ainda assim é mais lento; causa mais impacto ao meio ambiente somente para ser fabricado, sem falar no descarte.  

Onde quero chegar então? 

Temos uma opção mais rápida e mais amigável.  

O SSD (Solid State Drive), usa apenas uma carcaça de plástico que muitas vezes é reciclado e apenas uma placa de circuitos onde em 5cm temos todos os componentes necessários.
Então, por que todos os computadores não estão com essa tecnologia? 

Claro que tem o porém do preço.  

Apesar de apenas no último ano essa tecnologia ter baixado bastante em questão de preço, para o consumidor final ainda é mais caro instalar um SSD.

Para termos de comparação, um HD comum de 500GB pode ter o mesmo valor de um SSD de 128GB. 

Em termos de velocidade não existe melhor comparação que esta:

Um HDD SATA (cabo que liga a placa mãe ao HDD) comum pode chegar em teoria a 150mb/s (mega byte por segundo) enquanto na prática a maioria chega a 100mb/s quando muito. 

Quanto ao SSD temos duas variáveis que mudam completamente o jogo.
O SATA e o NVME:
Temos nesse gráfico as velocidades de leitura e gravação das 3 tecnologias. 

Entre o HDD e o SATA apenas o que muda é a tecnologia pois as dimensões são as mesmas.. podendo, em um notebook por exemplo, fazer a substituição direta do HDD por um SSD. 
Mas claro que não poderíamos parar por aí. Temos também o SSD NVMe (Non-Volatile Memory Express), Este que dispensa o invólucro em plástico e é conectado diretamente na placa mãe e oferece velocidades nominais de até 5.000mb/s em sua versão M2. Isso mesmo.  Se você achou rápido os 500mb/s do SATA normal então se prepare. Na versão NVMe.M2 essas velocidades são absurdas.
A conexão diretamente na placa mãe utilizando a conexão PCI-express, elimina as limitações da velocidade do cabo SATA e oferece grandes vantagens tanto na fabricação, quanto instalação elevando a velocidade em até 10x. 

Claro, dentro da tecnologia NVMe temos várias velocidades oferecidas podendo chegar no seu pico de 5.000mb/s. 

Por todos os parâmetros analisados e pelo valor das novas tecnologias aplicadas, podemos chegar daqui a alguns anos a preços até mais baixos quando a utilização em larga escala for alcançada.. 

Agora temos o benefício ambiental mais comum até aqui.  

Com velocidades maiores chegamos a conclusão (por experiência), ao substituir somente o HDD normal de um notebook ou PC por um SSD (SATA), uma reutilização de aparelhos mais antigos, onde a velocidade era um problema. 

Substituindo apenas essa peça conseguimos dar sobrevida a um aparelho que antes iria para descarte. 

O meio ambiente agradece e conseguimos fazer alguma ação concreta. Não somente por deixar de comprar mais equipamentos que hoje com o dólar alto, praticamente inviabiliza a compra, mas resolvendo o problema de velocidade.. 

Espero que tenham gostado. 

Escrito por: Ricardo Beskow
29/11/2020

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Começam a ser testados receptores para comunicações 6G

Redação do Site Inovação Tecnológica - 26/10/2020

Redes 6G começam a tomar forma com receptores terahertz
O 6G exigirá células de rádio por todos os lados, o que implica em baixo consumo de energia e baixa emissão de campos eletromagnéticos.
[Imagem: IPQ, KIT / Nature Photonics]

6G

As futuras redes sem fio de 6ª geração (6G) consistirão em uma infinidade de pequenas células de rádio que precisarão ser conectadas por links de comunicação de banda muito larga.

Ainda não sabemos exatamente como serão esses equipamentos, que irão superar a tecnologia 5G, mas a transmissão sem fio em frequências terahertz (THz) representa um caminho particularmente atrativo e flexível.

Engenheiros do Instituto de Tecnologia Karlsruhe, na Alemanha, apostam nessa solução e acabaram de dar uma demonstração de que as possibilidades de um 6G THz não ficam apenas na teoria.

Tobias Harter e seus colegas desenvolveram um novo conceito para receptores terahertz de baixo custo que consistem em um único diodo combinado com uma técnica de processamento de sinais dedicada. Isso representa uma "célula de rádio" minimalista, capaz de operar com um consumo de energia mínimo e baixa emissão de campos eletromagnéticos.

"Em seu núcleo, o receptor consiste em um único diodo, que retifica o sinal terahertz," diz Harter. O diodo é do tipo diodo de barreira Schottky, que oferece uma grande largura de banda e é usado como um detector para recuperar a amplitude do sinal terahertz.

Redes 6G começam a tomar forma com receptores terahertz
O rádio 6G é formado por um único diodo.
[Imagem: Tobias Harter et al. - 10.1038/s41566-020-0675-0]

Retificação

A grande dificuldade para a simplificação da tecnologia é que a decodificação correta dos dados exige o aproveitamento da fase dependente do tempo da onda terahertz, que geralmente é perdida durante a retificação.

Para superar esse problema, Harter usou técnicas de processamento digital de sinais em combinação com uma classe especial de sinais de dados, para os quais a fase pode ser reconstruída a partir da amplitude por meio das chamadas relações de Kramers-Kronig - uma relação matemática entre a parte real e a parte imaginária de um sinal analítico.

Em um experimento de prova de conceito, a equipe demonstrou uma transmissão recorde: uma taxa de dados de 115 Gbit/s e uma frequência portadora de 0,3 THz em uma distância de 110 metros.

Bibliografia:

Artigo: Generalized Kramers-Kronig Receiver for Coherent THz Communications
Autores: Tobias Harter, C. Füllner, J. N. Kemal, S. Ummethala, J. L. Steinmann, M. Brosi, J. L. Hesler, E. Bründermann, A.-S. Müller, W. Freude, Sebastian Randel, Christian Koos
Revista: Nature Photonics
DOI: 10.1038/s41566-020-0675-0

domingo, 22 de novembro de 2020

HD ou SSD? Confira as Diferenças e vantagens de cada tecnologia

Quer escolher o melhor meio de armazenamento para o seu computador? Confira se vale mais a pena instalar um HD convencional ou um SSD!

Alvaro Scola, editado por Daniel Junqueira 15/08/2019 14h15

Ao procurar colocar mais espaço de armazenamento ou até mesmo ao montar o seu computador, você deve optar entre um HD convencional (disco rígido) ou um SSD (disco sólido). Apesar das duas tecnologias servirem para o mesmo fim, elas funcionam de formas bem diferentes.

Para te ajudar a entender as capacidades e limitações do HD e do SSD, o Olhar Digital explica como estas tecnologias funcionam, as suas diferenças, vantagens e desvantagens. Confira abaixo:

O HD convencional

Esta tecnologia começou a ser desenvolvida em torno dos anos 50, porém ela só chegou a forma em que conhecemos hoje no início da década de 80 com a popularização dos computadores e os drives de 3,5 polegadas para computadores, ou 2,5 polegadas para notebooks. Ao longo dos tempos, a tecnologia recebeu algumas mudanças, como a troca dos cabos IDE para o SATA e outras melhorias.

Reprodução

Em sua composição, o HD conta com discos móveis para armazenar os seus dados. Enquanto o seu revestimento é de alumínio, os dados ficam armazenados em uma parte composta de material magnético. A realização da leitura e escrita de dados nele é feita por cabeçotes, que possuem braços para acessar as partes que necessitam.

Vantagens

  • Menor preço – Por ser uma tecnologia mais antiga e já estar presente em nossos primeiros computadores, os HDs convencionais são mais baratos, mesmo oferecendo um espaço de armazenamento maior;
  • Maior capacidade de armazenamento – Os HDs são facilmente encontrados com tamanhos superiores a 1TB, trazendo inúmeras opções de espaço para o seu armazenamento de arquivos.

Desvantagens

  • Tempo de leitura e escrita menor – Devido a ter um funcionamento mecânico, o tempo que ele leva para acessar ou modificar um dado é bem maior em comparação ao SSD. A sua velocidade de leitura e gravação de dados pode variar entre 50 à 120 MB/s;
  • Ruído – Graças ao processo de leitura de discos ser feito por cabeçotes, é possível escutar o barulho de um HD tendo alguma informação sendo acessada;
  • Frágil – Por possuir discos móveis e que são acessados por um cabeçote, se você fizer um movimento brusco durante esta ação, o HD pode ser facilmente danificado tendo os seus dados corrompidos. Além disto, ele é suscetível a perder dados em casos de interferências magnéticas.

O SSD

As tecnologias que compõe o SSD começaram a surgir na década de 70, mas apenas no fim dos anos 2000 é que o SSD começou a aparecer da forma que nós conhecemos hoje. Para a sua conexão, ele utiliza cabos SATA ou conectores PCIe que variam de acordo com seu fabricante.

Reprodução

Diferente do que ocorre no HD convencional, o SSD utiliza memórias Flash para fazer o armazenamento de seus dados, e só vem no tamanho de 2,5 polegadas podendo ser instalado em computadores e notebooks.

Vantagens

  • Velocidade – O SSD alcança velocidades entre 200MB/s à 500MB/s, que garantem mais velocidade para iniciar um sistema operacional ou abrir programas e arquivos em comparação ao HD convencional;
  • Não faz barulho – Como o seu funcionamento não envolve nada mecânico, apenas o acesso as memórias Flash, não é possível escutar nenhum som vindo dele;
  • Mais resistente – Por não possuir discos móveis como o HD, o SSD dificilmente sofrerá algum dano ou perda por conta de ser movimentado. Além disto, ele não sofre possíveis perdas ou corrupção de arquivos por interferências magnéticas;
  • Baixo consumo de energia – O SSD chega a gastar duas vezes menos energia que um HD convencional.

Desvantagens

  • Preço caro – Mesmo sendo vendido com espaços de armazenamento menor do que um HD convencional, o SSD ainda sai mais caro;
  • Vida útil menor – Apesar de eles serem mais resistentes fisicamente, cada gravação feita no SSD gasta a sua cédula tirando um pouco de sua capacidade de segurar cargas elétricas;
  • Pouco espaço de armazenamento – A maioria dos SSDs vendidos possuem entre 120 à 240 GB de espaço. Apesar de já existirem opções com alguns terabytes de espaço, o seu preço tende a ser inacessível para muitas pessoas.

SSD dura pouco?

Quando os SSDs foram lançados, muita gente ficou receosa de obter a nova tecnologia devido a um rumor que eles teriam pouco tempo de vida útil. Na verdade, o SSD possui uma vida útil menor que um HD convencional, mas isto não significa que ele durará pouco.

Em um teste feito pelo site TechReport, foi concluído que os SSDs aguentam cerca de 700TB de informação antes de começarem a apresentar defeitos, e ainda tiveram dois dispositivos que passaram a marca de 1 petabyte. A média para o uso comum de um SSD gira em torno de 20TB por ano, sendo assim, isso quer dizer que o seu SSD funcionará por um bom tempo até ser necessária a sua troca.

Devo trocar o meu HD por um SSD

Com todas as vantagens que um SSD oferece, se você tiver a possibilidade de fazer o investimento em um deles, o seu computador poderá lhe oferecer uma performance bem superior à atual. Ao instalar o Windows em um deles, por exemplo, você conseguirá iniciar o sistema em questão de segundos.

Ainda assim, você deve manter um HD convencional apenas para fazer o armazenamento de arquivos ou programas que sejam menos importantes, a fim de prolongar a vida útil do SSD.

Fonte: Olhar Digital

https://olhardigital.com.br/dicas_e_tutoriais/noticia/hd-x-ssd-as-diferencas-e-vantagens-de-cada-tecnologia/76196

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Carros comuns poderão ser convertidos em híbrido-elétricos


Carros comuns poderão ser convertidos em híbrido-elétricos
Motor elétrico instalado no eixo traseiro de um Audi Roadster para conversão do carro de diesel em híbrido diesel-elétrico.[Imagem: Fraunhofer IISB/Kurt Fuchs]



Com os elevados preços do petróleo, os veículos híbrido-elétricos estão cada vez mais atraindo a atenção dos consumidores. Embora muito eficientes, eles ainda são produzidos em pequena escala, o que faz com que a maioria dos modelos usados disponíveis custe mais caro do que um modelo zero quilômetro.

Mas uma solução pode estar a caminho para quem gostaria de ter um veículo híbrido e não gostaria de esperar - transformar o seu veículo atual, movido a gasolina, álcool ou diesel em híbrido elétrico.

Conversão de combustível líquido para híbrido combustível-elétrico

A pesquisa está sendo feita por engenheiros do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, com o objetivo de testar a viabilidade técnica e econômica da transformação. Os desafios são grandes, porque os veículos híbridos incorporam conceitos que não foram pensados no projeto e fabricação dos veículos tradicionais a combustível líquido.

Os engenheiros alemães planejam criar uma plataforma de tecnologia aberta que permitirá o teste e a otimização de todos os sistemas necessários à hibridização - a conversão do veículo de combustível líquido para híbrido combustível líquido-elétrico. A plataforma deverá incluir a interação dos diversos equipamentos em condições reais de tráfego.

Os testes estão sendo feitos em um Audi Roadster. "Nós somos especialistas no projeto de sistemas de eletrônica de potência que são tão compactos que eles podem ser facilmente acomodados nos espaços restritos de um veículo de série," diz o Dr. Martin März, que está coordenando o projeto.

Tração integral

Ao contrário dos carros híbridos japoneses, que já utilizam uma plataforma mais pensada para os veículos elétricos do que para os veículos atuais, a proposta da equipe do Dr. März é criar modificações que mexam o mínimo possível na motorização do carro.

Os principais componentes adicionados na conversão serão dois motores elétricos, que serão instalados no centro do eixo traseiro, cada qual ficando responsável pelo acionamento de uma roda. Com isto, não será preciso mexer no sistema de tração dianteira tradicionalmente utilizado nos carros de passeio, que será mantido.

Esse enfoque permitirá a integração de funções adicionais ao veículo convertido em híbrido, como a tração integral (tração 4 x 4) temporária.

Segundo os engenheiros, o custo de conversão de veículo para híbrido não será maior do que o custo de um opcional, como bancos de couro, por exemplo.
Fonte: Inovação Tecnológica